domingo, 21 de novembro de 2010

Petrobras voltará a converter navio em plataforma no país depois de 10 anos

O casco de um navio voltará a ser convertido para que possa ser usado como plataforma no país, depois de dez anos sem qualquer obra semelhante.

A Petrobras pretende lançar, no início do ano que vem, a licitação para a construção dos módulos de produção do campo de Siri, na bacia de Campos. A ideia, segundo o gerente executivo de engenharia da estatal, Pedro Barusco, é que a fase inicial da plataforma P-64 seja feita no estaleiro Inhaúma, situado na zona portuário do Rio. O estaleiro, abandonado há anos, será recuperado pela petrolífera.

O executivo explicou que já foi pedida a licença para a operação do estaleiro, e os trâmites burocráticos estão em andamento. No princípio do ano que vem, deverá ser iniciada a reforma do dique do estaleiro, que começará a receber os primeiros materiais para que tenha condições de operar novamente.

A última conversão de um navio para que possa operar também como plataforma de petróleo foi feita há dez anos, na obra da P-48. Desde então, a Petrobras fazia essa adaptação no exterior.

Com isso, o conteúdo nacional (volume de equipamentos e serviços produzidos no Brasil) da P-64 deverá ser ainda maior, chegando perto de 80% do total da plataforma. Atualmente, a exigência mínima é que 65% seja feito no país. Segundo a Petrobras, esse índice vem alcançando 75% em algumas unidades.

"Com o avanço de nossa indústria, fazer uma plataforma no Brasil já custa quase o mesmo do que no exterior. Já estamos alcançando preços semelhantes", afirmou Barusco, ressaltando que os custos caem à medida em que a indústria ganha escala. Ele participa do 7º Encontro Nacional do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo), em Porto Alegre.

Barusco comentou ainda que as propostas para a construção de até 28 sondas de exploração deverão ser abertas nos próximos dias. A encomenda pode chegar a até US$ 28 bilhões, segundo projeções do mercado.



Fonte: Folha Online




A retomada da indústria naval e a soberania.




candidatos presidenciais eram todos iguais, eis aqui uma estupenda diferença: enquanto os neoliberais conseguiram demolir e paralisar uma das mais expandidas indústrias navais do mundo, a brasileira - fazendo com que desde 2000 não se produzissem mais navios aqui - o governo Lula acaba por transformar o setor em fonte geradora de emprego, desenvolvimento tecnológico, promoção de justiça social e, especialmente, alavanca indispensável para se alcançar a soberania. O artigo é de Beto Almeida.
Marinheiro , marinheiro,
Quero ver você no mar
Eu também sou marinheiro
Eu também sei navegar

Geraldo Vandré

Muitas lições podem ser tiradas da retomada da indústria naval no Brasil que nesta sexta-feira lançou, no Estaleiro Mauá, em Niterói mais uma grande embarcação ao mar, o navio Sérgio Buarque de Hollanda. Mas, certamente, deve-se discutir com prioridade que não é possível pensar um Brasil soberano sem uma indústria naval desenvolvida. Para aqueles que, até mesmo nas fileiras da esquerda, chegaram a dizer que os candidatos presidenciais eram todos iguais, eis aqui uma estupenda diferença: enquanto os neoliberais conseguiram demolir e paralisar uma das mais expandidas indústrias navais do mundo, a brasileira - fazendo com que desde 2000 não se produzissem mais navios aqui - o governo Lula acaba por transformar o setor em fonte geradora de emprego, desenvolvimento tecnológico, promoção de justiça social e, especialmente, alavanca indispensável para se alcançar a soberania.

O que pensar de um país com costa superior a 8 mil e 500 quilômetros sem uma indústria naval desenvolvida? Eis aí a tarefa dos neoliberais que se ocuparam de destruir o que havia sido levantado na Era Vargas em particular. O Brasil chegou a ter a sua empresa estatal no setor, a Loyd Brasileiro, e a ocupar uma posição de destaque no cenário mundial da construção naval. A própria navegação de cabotagem teve expressivo desenvolvimento e nem podia ser diferente. Vargas chegou a criar a frota do álcool e do petróleo. Com o neoliberalismo dos anos 90 tem início a demolição devastadora. Ela alcançou todos os pilares estruturais do transporte, seja ferroviário (privatização da Rede Ferroviária), aéreo (privatização da Embraer) e o naval, com a privatização do Loyd Brasileiro seguida de uma programada desindustrialização. O desemprego foi dramático, generalizado.

Organizadores de derrotas

Demolir a indústria naval é organizar a dependência, é organizar a derrota de uma nação. Mais que isto, é programar sua incapacitação para a defesa, pois sem indústria naval não há como ter também uma Marinha equipada à altura dos potenciais de riqueza que devem ser defendidos. As autoridades de defesa já indicaram, em numerosas oportunidades, a situação de desarmamento em que se encontra e ainda se encontra a Marina Brasileira, agora em fase de recuperação. É certo que ainda falta muito, porém, recuperar a indústria naval é condição indispensável para organizar uma capacidade de defesa do porte das magníficas riquezas que o petróleo pré-sal representa. Aí está o desafio. Nesta linha de raciocínio podemos concluir que uma indústria naval recuperada é fator que se junta à Nova Estratégia de Defesa Nacional.

Há alguns anos, antes da divulgação da existência do petróleo pré-sal, a imprensa noticiou a existência de um estranho relatório da CIA indicando que as plataformas da Petrobrás em alto-mar eram muito vulneráveis a atentados terroristas. Seria um relatório ou seria uma espécie torta de ameaça, ainda que velada? Agora, vemos a Quarta Frota dos EUA ser retomada e se insinuar pelos mares do sull depois de décadas paralisada. Junte-se a isto, a discussão recente na OTAN sobre a mudança de sua doutrina militar, cujo raio de operação deverá incluir o Atlântico Sul. De fato, na situação atual a Marinha não tem ainda as condições para realizar uma defesa efetiva de todo o potencial de riquezas contido na plataforma continental brasileira. Esta área, agora ampliada para 350 milhas, também chamada Amazônia Azul, possui, além de petróleo, gigantescas reservas de biodiversidade sempre desafiando nossas universidades e os centros de tecnologia da Marinha para o desenvolvimento das tecnologias apropriadas ao seu adequado aproveitamento em favor do nosso povo.

Em resposta à proposta de intervencionismo ampliado da OTAN, o governo brasileiro, pela voz do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, já afirmou que as nações desta região sul deverão capacitar-se para ter a condição de dizer NÃO quando chegar a situação de ter que dizê-lo concretamente, ou seja, tendo capacidade de defesa para fazê-lo. Sem indústria naval, sem tecnologia própria, sem indústria de defesa, não há como falar de soberania efetiva.

A retomada da indústria naval, o projeto do submarino nuclear, o reequipamento da Marinha, e, sobretudo, sua modernização, são medidas que sintonizam-se plenamente com a renacionalização da Petrobrás, sua consolidação e com medidas que recuperam o papel do estado na formulação das diretrizes econômicas. Ou seja, exatamente ao contrário dos governos neoliberais, para quem o estado deve ser mínimo. Afinal, ricos não precisam de estado. A informação de que há centenas de navios e embarcações encomendadas pela Petrobrás, gerando milhares e milhares de empregos qualificados e com carteira assinada, reforçam o movimento sindical, a previdência, o mercado interno. Até mesmo a Escola Técnica do Arsenal de Marinha, que há 10 anos estava paralisada, voltou a ativa e está formando técnicos imediatamente contratados pela construção naval. Até a estatal venezuelana, a PDVSA, tem encomendados no Brasil a construção de 17 embarcações petroleiras. Integração produtiva latino-americana é o outro ingrediente neste episódio.

Soberania em vários quadrantes

Mas, para além desta conclusão que liga recuperação naval e soberania, o lançamento do novo navio, cuja madrinha é a cantora Miúcha, estimula a reflexão sobre outras medidas necessárias. Se era absurdo um país do porte do Brasil não tivesse uma indústria naval, também o é não ter sob controle público a indústria aeronáutica, sobretudo porque a Embraer foi produto de um esforço da poupança nacional, irresponsavelmente entregue aos interesses internacionais, quando há todo um potencial de aproveitamento da aviação regional por desenvolver aqui no Brasil. O resultado da privatização da Embraer e sua dependência do mercado internacional foi a demissão de mais de 4 mil trabalhadores da ex-estatal quando a crise estourou no capitalismo do primeiro mundo. Certamente, a estratégia deve voltar-se para o mercado interno. Como disse Lula no lançamento do “Sérgio Buarque de Hollanda” enquanto os EUA estão perdendo 70 mil empregos, o Brasil está gerando este ano mais de 2 milhões e meio de novos postos de trabalho. Aqui nasce uma nova classe média, nos EUA há uma erosão na classe média, que está sendo despejada, dormindo nas praças públicas... Com a imensidão do Brasil e sem sistema de transporte ferroviário eficiente - também foi demolido - a aviação regional poderia receber um grande impulso no Brasil, mas não sem antes recuperar o controle sobre a Embraer, como está fazendo na área naval e de petróleo.

Cultura e soberania

Assim sucessivamente. Todas as medidas neoliberais resultaram em enormes prejuízos para a poupança popular, ou para a tecnologia nacional, ou para a soberania. Ou tudo junto. Se fôssemos analisar o cinema, por exemplo, quando existia a Embrafilme, cerca de 40 por cento do mercado cinematográfico era ocupado por produção nacional. Bons filmes e maus filmes, como em todo lado. Mas, havia uma indústria viva, gerando empregos, absorvendo talentos, renovando-se e superando em linguagem e em capacidade produtiva. O fim da Embrafilme jogou o cinema brasileiro no chão. Sob aplausos do cinema norte-americano que passou a ocupar 95 por cento do mercado brasileiro. E cinema também é soberania, como parte da construção da identidade nacional.

A retomada da indústria naval, do papel protagonista do estado, são medidas inequivocamente necessárias. E respondem concretamente aos sinais de aprofundamento da crise nos centros do capitalismo. E bem sabemos, pela história, que as crises mais agudas do capitalismo tendem a buscar superação na economia de guerra. Por isto o intervencionismo crescente, sem que Obama possa mudar quase nada. Por isso o reforço orçamentário da indústria bélica dos EUA, a principal rubrica do orçamento, o que equivale a uma ameaça contra os países que possuem grandes reservas de riqueza, como é o nosso caso. E ainda não nos recuperamos plenamente da devastadora demolição organizada pelos neoliberais, um desarmamento unilateral, em favor dos que pretendem tomar conta dos mares, ignorando soberanias e o direito dos povos.

Há um conjunto de sinais sombrios indicando que o mundo cobrará de nós brasileiros a coragem e a rebeldia de João Cândido, da Revolta da Chibata, o almirante negro da música de Aldir Branco e João Bosco. Mas, a embarcação do Brasil Nação está encontrando o rumo certo.

Lula – Obrigado, peãozada! | Portal Marítimo

Lula – Obrigado, peãozada! | Portal Marítimo

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Arquivos da mala branca (Futebol)


Saiba como funciona o doping financeiro!


Personagens contam como clubes pagam para outros times arrancarem pontos de adversários. Mas divergem quando o dinheiro é para algum rival

Por Eduardo PeixotoRio de Janeiro



Hotel cinco estrelas de uma capital brasileira na véspera da penúltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2009. Abre-se a porta do elevador. De chinelos e com uniforme de concentração de um clube da Série A, um jogador caminha até o saguão. Vê o aceno de um cidadão, até aquele momento, estranho.
Os dois se cumprimentam disfarçadamente e caminham até o bar do lobby. Em vez de cerveja ou refrigerante pedem apenas privacidade. Ah, e um café bem quente. Sem açúcar. O papo é direto, sem rodeios.
- Onde está?  - pergunta o jogador.
- Aqui - informa o interlocutor, abrindo o zíper de uma pequena mala de ombro.
chamada mala branca 1Mala branca: personagens buscam discrição para oferecer estímulo financeiro a outros clubes
O recheio da mala encontra o olhar de aprovação. Cinco minutos depois o jogador volta para o quarto de mãos vazias e cabeça cheia. Precisa informar aos companheiros que um empate no dia seguinte passou a valer muito a pena. A valer, precisamente, cerca de R$ 10 mil para cada um. Um senhor presente para um elenco de um time que patina na faixa insossa do Brasileirão - aquela dos que não brigam por nada (título, Libertadores) nem contra nada (rebaixamento). O acordo foi selado. A mala branca chegou.
O assunto é um antigo tabu no futebol brasileiro - muito se fala nos bastidores, pouco na superfície. O "homem da mala" está longe de ser um personagem de ficção. Alguns dirigentes negam, outros desconversam - quase todos olham de lado quando perguntados sobre ele. Os jogadores são menos evasivos. 
Luan, do Palmeiras, diz que a mala branca é uma realidade, e muitas vezes a negociação se dá entre os jogadores. O zagueiro William do Corinthians, por sua vez, considera o recurso normal. Para ele, 'feio é pegar dinheiro para perder. No ano passado, Val Baiano e Renê foram afastados do Barueri (agora, Grêmio Prudente) por terem dito que o time recebeu a mala branca para enfrentar o Flamengo - o Barueri venceu o jogo por 2 a 0.
Mas, quem é o 'homem da mala branca'? Como é feita a negociação? De onde vem o dinheiro? Qual a quantia mínima? O GLOBOESPORTE.COM conversou com dois personagens que fizeram a função de maleiros no Campeonato Brasileiro de 2009. Ambos pediram para não ter seus nomes divulgados e falam sobre como funciona a mala branca. Leia nos depoimentos abaixo:
Entrevistado 1: 'Com R$ 50 mil nem dá para começar'
'É um acordo de homem para homem. Tudo na base da confiança e tratado diretamente com os jogadores. Geralmente um dos líderes. O mundo do futebol é pequeno. Sempre vai ter algum jogador que conhece pessoas do clube interessado em pagar a mala. E aí esse jogador será o caminho mais curto para a proposta. É ilusão achar que não existe mala branca. Você acha que o Goiás correu normal contra o Flamengo e o São Paulo em 2009? É só analisar. Se eles jogassem daquela forma em todos os jogos seriam campeões.'
'Na maioria das vezes, o dinheiro vem em um saco'
"Jogador pergunta: Cadê o dinheiro?"
'O procedimento é simples. O emissário viaja para a cidade em que o time está e vai direto ao hotel. Normalmente acontece no dia do jogo ou na véspera. Não é nada combinado por telefone, até porque existe o receio de grampearem a ligação. A negociação é rápida, não dura mais do que dez minutos. O papo é: “Fulano, estou com o dinheiro para vocês ganharem o jogo. Vim a mando de tal clube”. A resposta padrão do jogador é: “Cadê o dinheiro?”. E então abre-se a mala. Ou o saco. Na maioria das vezes o dinheiro vem em um saco. Sempre dinheiro vivo e sempre em real (R$). Como é arriscado transportar grandes valores em aeroportos, os dirigentes às vezes transferem o dinheiro para uma conta de um amigo que mora na cidade do time beneficiado e eles que sacam o dinheiro e entregam ao emissário'
'Claro que nada é pago antes do jogo, mas ao ver o dinheiro o jogador tem certeza que vai receber. É aquilo que falei: o mundo do futebol é pequeno, não adianta combinar e não pagar porque senão você fica queimado. Durante o jogo o emissário vai para o estádio e fica em contato direto com o dirigente por telefone para informar o placar. A informação sai antes da bolinha da Globo (sinal que avisa que saiu gol na rodada), com certeza.'
'Assim que acaba o jogo, o intermediário liga para o jogador que firmou o acordo para acertar onde será feito o pagamento. Geralmente é no hotel mesmo. Mas às vezes vai um segurança do clube ou um amigo do jogador buscar a grana em um local combinado.'
'O emissário recebe uma gratificação pelo trabalho, claro. O dirigente paga a passagem e dá mais uns R$ 4 mil. Para o dirigente compensa. Quem não quer ser lembrado para sempre como comandante de um título? Na hora do desespero, do sufoco, apelar para a mala branca é a solução mais viável.'
'Para o dirigente é importante avisar ao grupo que mandou mala branca a outro time. Pega bem para ele porque fica conhecido como um cara de palavra, uma pessoa confiável. No futuro isso pode ser importante numa negociação ou em outro pedido de ajuda.'
'Não existe uma tabela de preço. Mas com R$ 50 mil não dá nem para conversar. Tem que ser a partir de R$ 150 mil, podendo chegar a R$ 300 mil facilmente. Todo jogador vai aceitar. Não tem por que não aceitar. O jogador vai entrar em campo de qualquer forma. Melhor receber algo do que ficar no zero. Teve clube que recebeu duas, três malas brancas em um jogo. Dá para garantir um bom fim de ano. Teve time aí que só no ano passado ganhou uns R$ 800 mil em mala branca. É um bom troco, né?'
'Não sei como é feita a divisão. Mas na maioria das vezes sobra dinheiro para o roupeiro, massagista... Lembro que o roupeiro de um clube recebeu a parte dele e foi direto para um termas gastar e beber tudo. Só não posso afirmar que os técnicos também entram no rateio'
'Nem adianta tentar pagar para perder porque os jogadores não aceitam. Isso não existe no futebol. Tem uma ética, mas principalmente tem um medo muito grande de que, de alguma forma, isso vire escândalo. Nem adianta tentar oferecer mala preta. Senão seria muito fácil para os times que têm mais dinheiro. Eles pagariam mala branca, preta e seriam campeões sempre'
'Outra coisa que não existe no futebol é tentar superar rivalidades com mala branca. Essa coisa de estado é muito forte. Não havia a menor chance de o Grêmio aceitar dinheiro do Inter, por exemplo, para ganhar do Flamengo no Rio. Isso é impossível.'
Entrevistado 2: 'A negociação é rápida porque o assunto é constrangedor'
'A mala branca é a praga dos pontos corridos. Todo campeonato tem. Mas mala preta é lenda. Isso não existe. Nunca vi e nunca soube. Quando o pagamento não é feito no dia, o jogador recebe ligações dizendo que ainda estão "confeccionando as camisas". Esse é o código. A negociação é muito rápida porque o assunto é constrangedor, né? Ninguém quer ficar mastigando um assunto que é, digamos, politicamente incorreto. No primeiro contato o intermediário ou o próprio dirigente liga e fala: "Quero falar contigo". O encontro acontece no hotel da concentração ou em um café. Coisa rápida. Fala-se; "Vou pagar tanto para você empatar". E o jogador só confirma: "Tudo certo". E vamos embora. Ninguém quer muito papo.'
'Nunca é bom negociar com
jogador bocudo'
'Não é uma receita de bolo. Tem dirigente que se hospeda no mesmo hotel do time e combina: "Oh, vou deixar a mala no hotel quando acabar o jogo". Normalmente é uma mala velha ou um saco. Por que entregar uma mala novinha?'

'Nunca é bom negociar com jogador bocudo (falastrão). Porque uma hora ou outra ele acaba soltando algo. O Val Baiano, por exemplo, está queimado. Ninguém mais vai tratar direto com ele. Mas sempre rola uma mudança no comportamento. Os jogadores usam códigos para dizer que o jogo vale gratificação. Certa vez um deles gritava durante o treino: "O fubá desse fim de semana tem chantilly".'
'Também é importante traçar o perfil do jogador que vai ser abordado. Tem que ser líder do grupo e não pode ser evangélico. Os evangélicos ficam apavorados. Podem sair correndo pelo hotel gritando e aí explana (gíria para tornar pública alguma coisa) tudo (risos).'

'Não acontece apenas no Brasileiro. Em fase de grupo de competição internacional também tem muito. E é mais barato. Primeiro porque nossa moeda é muito forte. Segundo porque não paga-se ao time todo. Paga-se a quatro, cinco e eles são responsáveis por incendiar o resto do time. Aqui no Brasil isso é inviável. Se você negociar com alguns e isso vazar para o líder do elenco dará um tiro no próprio pé. É muito mais prudente tratar com o time todo.'

'Em clubes que têm "dono" o dinheiro vem direto do caixa. Nos outros, os dirigentes fazem um rateio para conseguir o valor ou então pedem auxílio aos empresários. Depois, aos poucos, eles têm o dinheiro de volta. No balanço isso entra como premiação. Às vezes, os próprios jogadores do time que vai ser beneficiado abrem mão de uma parte do bicho deles para os outros. Tem um clube que apela. Enquanto a maioria libera dinheiro faltando duas, três rodadas, eles começam a dar o incentivo restando ainda oito jogos. É desleal, não tem como concorrer. Mas de qualquer forma, o investimento compensa. Sempre vem dinheiro forte de bilheteria, prêmios dos campeonatos.'

'O que muita gente esquece é que várias dessas malas são tiro n'água. Combina-se com o time e ele perde. Há algumas missões impossíveis, mas os dirigentes fazem só por desencargo de consciência. Quando não dá certo o dinheiro volta para o clube ou dirigente. Só pagam a comissão do intermediário.'

'São poucos os dirigentes que metem a cara. A maioria manda os buchas que não têm vínculo com o clube porque se der merda vai estourar neles. Mas todos os presidentes de clubes que oferecem o dinheiro sabem. Todos.'

'As rivalidades, na maioria das vezes, não resistem às malas brancas porque são acordos que não passam pelos dirigentes do clube que recebe. É direto com o jogador. E jogador é malandro, quer é ganhar dinheiro. Não vai se importar de dar uma classificação à Libertadores para o rival se tiver um dinheirinho no bolso.'
'Existe o chamado condomínio. Dois clubes se unem para dar a mala. Certa vez, em 2008, um deles tratou com o técnico e outro com o jogador. Mas não deu certo porque os acertos eram diferentes. Enquanto uma das partes combinou apenas a vitória, a outra condicionou o pagamento à classificação do time à Libertadores. O time incentivado fez a parte dele, mas o incentivador perdeu, não se classificou e não pagou.'

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Esse ladrão é engraçado!!!

É engraçado, no entanto tem mais é que levar pedrada e muita subaqueira rsrsrsrs....

 

Um grande abraço e boa semana a todos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O porteiro do puteiro (NÃO É PIADA)

            Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do prostíbulo'.                    
            Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?    
            O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha
          nenhuma outra atividade ou ofício.            
            Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de idéias, 
          criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.                    
            Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
            Ao porteiro disse: A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria,
          vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de
          pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
            - Eu adoraria fazer isso, senhor. - Balbuciou - Mas eu não sei
          ler nem escrever!                    
            - Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.  
            - Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida                          
          inteira, não sei fazer outra coisa. - Olhe, eu compreendo, mas não posso                      
          fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e
          espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
            Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro
          sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?    
            Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou
          mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.            
            Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.                        
            Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.              
            Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.          
            Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma
          mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.                        
            E assim o fez.                    
            No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:  
            - Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
            - Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar
                                        ....                          
            - Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.    
            - Se é assim, está bom.            
            Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta
          e disse: - Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o
          vende para mim?                    
           - Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de
          ferragens mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula.
           - Façamos um trato - disse o vizinho.        
           Eu pagarei os dias de ida e volta  mais o preço do martelo, já
          que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
            Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias.... Aceitou.                        
            Voltou a montar na sua mula e viajou.          
            No seu regresso, outro vizinho o  esperava na porta de sua casa.
            - Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.
            Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe
          seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as
          compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para
          fazer compras. Que lhe parece?                    
            O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho
          escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. 
            Pagou e foi  embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'Não
          disponho de tempo para viajar para fazer compras'.  
            Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para                      
           trazer as ferramentas.                
            Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo  mais                          
           ferramentas do que as que havia vendido.        
            De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.  
            A notícia começou a  se espalhar pelo povoado e muitos, querendo
          economizar a viagem, faziam  encomendas.      
            Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava
          e trazia o que precisavam seus clientes.        
            Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas
          e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e
          transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.
            Todos estavam contentes e compravam dele.        
            Já não viajava, os fabricantes  lhe enviavam seus pedidos.
            Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados
          vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.
          Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e
          pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. 
          E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc                    
                                        ...                          
           E após foram os pregos e os parafusos...      
           Em poucos anos, nosso amigo se  transformou, com seu trabalho,
          em um rico e próspero fabricante de ferramentas.  
           Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.      
           Nela, além de ler e escrever,  as crianças aprenderiam algum ofício.                      
           No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da                        
          cidade, o abraçou e lhe disse: - É com grande orgulho e gratidão que lhe                        
          pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira                        
          página do livro de atas desta nova escola.    
            - A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria                          
          prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.                      
            - O Senhor?!?! - Disse o prefeito sem acreditar.    
           O senhor construiu um  império industrial sem saber ler nem
          escrever? Estou abismado. Eu pergunto:      
            - O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
            - Isso eu posso responder. - Disse o homem com calma.  
            Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o 
                              PORTEIRO DO PUTEIRO!!!                      
                                                                                                                              
                                                                    
                Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
                        As adversidades podem  ser bênçãos.  
                      As crises estão cheias de oportunidades.      
              Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o
                            confronto, procure as janelas.            
                                                                      
                          Lembre-se da sabedoria da água:          
            'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.
                                                                      
              Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são
             grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas. 
          Quando você quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de
                  entender seus medos e fracassos e, acima de tudo,    
                              reconhecer suas virtudes.                                                          
                                                                      
            Essa história é verídica, contado por um grande industrial


                                      chamado  Tramontina               
                                        ...                          

De olho nos acontecimentos...

De olho nos acontecimentos...

Galo Até Morrer!!!

Galo Até Morrer!!!
Super Galo

Minha Princesinha

Minha Princesinha

Galerinha do Barulho rsrsrs...

Galerinha do Barulho rsrsrs...
Filhotes, Filhos

Minha vida

Minha vida
Família

EU E MINHA TURMINHA LINDA

EU E MINHA TURMINHA LINDA
FAMÍLIA