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sábado, 7 de fevereiro de 2015

DERROTA DO PT NA CÂMARA TEM NOME: MERCADANTE

Ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e a presidente Dilma Rousseff. Foto: Antonio Cruz/ABr
DERROTA DO PT NA CÂMARA ENFURECE LULA, QUE PÕE A CULPA NO MINISTRO
A derrota do governo Dilma, com a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados, enfureceu o ex-presidente Lula e os lulistas do PT. Eles atribuem a derrota ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), que dispensou sua ajuda e afastou o vice Michel Temer da articulação, tudo para tentar receber os louros de eventual vitória de Arlindo Chinaglia (PT-SP). O tiro saiu pela culatra.
Alijado e prenunciando o desastre do PT na Câmara, Lula desabafou, como esta coluna revelaria, que Mercadante “sequestrou o governo”.
Para Lula, o chefe da Casa Civil não tem a indispensável paciência, a humildade passou longe e lhe falta, “sobretudo, inteligência política”.
Chamado na Câmara de “Mercapedante”, o ministro mal conhece os parlamentares e, como Dilma, trata a todos com solene desdém.
Na Câmara, o PT voltou ao seu tamanho nos anos FHC: sem cargo na Mesa e aspirando, no máximo, a presidir a Comissão de Educação.
Fonte: Diário do Poder

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ex-gerente da Petrobras diz que PT recebeu US$ 200 milhões de propina


Pedro Barusco fez acordo de delação premiada e detalhou como funcionava o esquema de desvio de recursos da estatal.


Em um depoimento demolidor, o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco acusou o PT de ter recebido até US$ 200 milhões de propina nos contratos da estatal. Na cotação desta sexta-feira (6), são R$ 548 milhões.
Barusco fez acordo de delação premiada e detalhou como funcionava o esquema de desvio de recursos. Ele afirmou que a fraude continuou mesmo depois que ele saiu da Petrobras.
O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse aos investigadores que começou a receber propina em 1997 ou 1998, da empresa holandesa SBM. Na época, ele trabalhava como gerente de Tecnologia de Instalações na Diretoria de Exploração e Produção.
Falou que, até 2010, o desvio de dinheiro de contratos da Petrobras com a SBM renderam a ele cerca de US$ 22 milhões em propina.
Barusco contou que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque pediu ao representante da SBM US$ 300 mil para a campanha eleitoral de 2010, contabilizados como ‘pagamento ao PT’.
Segundo os cálculos do ex-gerente, entre 2003 e 2013, ele recebeu de propina desviada de contratos de empreiteiras com a Petrobras US$ 50 milhões. No mesmo período, Renato Duque teria recebido US$ 40 milhões e João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, entre US$ 150 e US$ 200 milhões em nome do partido.
O ex-gerente da Petrobras disse também que 14 construtoras formavam o núcleo do esquema, e que o pagamento de propina na Petrobras era algo endêmico e institucionalizado.
O ex-gerente falou ainda como o dinheiro era repartido. Disse que quando os contratos eram vinculados à Diretoria de Abastecimento, comandada por Paulo Roberto Costa, a propina era de 2% sobre o valor do contrato.
Metade ia para Paulo Roberto, 0,5% para o PT e 0,5% era dividido entre Barusco e Renato Duque. Quando os contratos eram de outra diretoria, metade da propina era dividida entre ele e Duque e a outra metade ia para o PT, por meio de João Vaccari.
Pedro Barusco afirmou que Jorge Zelada, ex-diretor internacional, também recebeu propina em repasses eventuais, e confirmou ter levado cerca de R$ 120 mil reais na casa de Zelada.
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O ex-gerente disse que o esquema continuou mesmo depois que ele e Renato Duque saíram da Petrobras. Entre fevereiro de 2013 e fevereiro do ano passado, quando era diretor de Operações da Setebrasil, Barusco recebeu US$ 5 milhões em propina. Outros US$ 6 milhões foram para Duque. E que teve conhecimento de que João Vaccari também recebeu, em nome do PT, US$ 4,5 milhões de um estaleiro de Singapura.
Nesta quinta-feira, a Justiça fez a quarta audiência para ouvir testemunhas de acusação em processos da Operação Lava Jato. Quatro funcionários da Petrobras prestaram depoimento.

O chefe de auditoria da estatal, Gerson Gonçalves, participou da investigação interna da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e entende que houve problemas na obra. “Foram contratações precipitadas, houve uma agilização muito grande no processo de contratação. Depois a coisa acabou não dando certo. Chegava empreiteira, mas não tinha equipamento, chegava equipamento, mas não tinha empreiteira”, afirmou.
Neste processo, que envolve a construtora OAS, as acusações são de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e uso de documento falso.
Segundo as investigações, a OAS fazia parte do clube das empreiteiras, que combinava resultados de licitações da Petrobras e pagava propina a ex-diretores da estatal.
Em um depoimento gravado em vídeo, o consultor da Toyo Setal Augusto de Mendonça, que fez delação premiada, disse que as empreiteiras fizeram um acordo para pagar 2% do valor dos contratos da área de Serviços para Renato Duque, que é apontado na investigação da Lava Jato como operador do PT.
Segundo Mendonça, esse acordo foi feito em 2003, durante o governo do ex-presidente Lula.
A partir desse acordo, apenas as empresas que faziam parte do clube eram convidadas a participar das obras da Petrobras.
“O grupo conseguiu fazer um acordo com eles, de modo que as empresas convidadas acabassem se restringindo as participantes do próprio grupo. Aí, sim, o grupo passou a ter uma efetividade importante”, afirmou Mendonça.
A defesa de Renato Duque disse que ele não praticou delitos, não foi operador do PT, e que os delatores mentem, sem apresentar provas, para obter a liberdade.
A Setebrasil afirmou que a atual diretoria vai analisar as declarações de Pedro Barusco e tomar as medidas judiciais cabíveis.
O representante da SBM, Júlio Faerman, não foi encontrado para comentar a reportagem.
A defesa de Jorge Zelada afirmou que ele nunca recebeu propina.
Sobre o depoimento de quinta de Augusto Mendonça, da Toyo Settal, a assessoria do PT disse que ele não apresentou provas.
O ex-presidente Lula não se manifestou.
O Bom Dia Brasil não conseguiu contato com a defesa de Paulo Roberto Costa.

Fonte: G1.Globo

"Bomba-relógio"



“O Poder Judiciário não vale nada, o que vale é a relação entre as pessoas…”. (luiz inácio lulla da silva) 

Bomba-relógio – "Cada vez mais preocupado com os desdobramentos da Operação Lava-Jato, que interrompeu o maior escândalo de corrupção da história da humanidade, o governo petista de Dilma Vana Rousseff começa recorrer à intimidação no afã de retardar a divulgação de notícias, quiçá impedir a veiculação das mesmas. Não faz muito tempo, a presidente da República disse preferir o ruído da democracia ao silêncio do totalitarismo. Tal declaração se deu na esteira do polêmico projeto de regulação da mídia, armadilha petista para implantar a censura no País.

Trata-se da covarde expropriação da Petroquímica Triunfo, manobra covarde e ilegal que com a anuência explícita de Dilma Rousseff e Luiz Inácio da Silva transferiu a empresa para o Grupo Odebrecht, por meio da Braskem, que detém o monopólio do setor petroquímico no País.
Depois de contatar a direção de jornalismo da emissora de televisão, a Presidência retornou o chamado para comunicar que a resposta, antecipada no rastro de ameaça velada, seria dada pela Petrobras, palco da manobra que beneficiou o grupo empresarial baiano, em detrimento dos direitos dos acionistas acintosamente prejudicados.

O que mostra que a cúpula petista está não apenas preocupada com a denúncia, que já está na Procuradoria da República e na escrivaninha do juiz federal Sérgio Moro, mas atenta ao que noticia o site, cujo editor foi responsável, juntamente com o empresário Hermes Magnus, por denunciar o esquema de corrupção que culminou na Operação Lava-Jato.

Na denúncia levada ao Ministério Público e à Justiça Federal do Paraná é grande o número de pessoas envolvidas na manobra que atropelou o direito incontestável dos sucessores do empresário Boris Gorentzvaig, já falecido, então acionista controlador da Petroquímica Triunfo.

Em reunião com o também empresário Auro Gorentzvaig, herdeiro direto de Boris, o então presidente Luiz Inácio da Silva, na presença de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento e Petroquímica da Petrobras, desdenhou do Poder Judiciário. Na denúncia encaminhada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e ao juiz Sérgio Fernando Moro, responsável pela condução dos processos decorrentes da Lava-Jato, o empresário Auro Gorentzvaig transcreve as acintosas palavras de Lula: “O Poder Judiciário não vale nada, o que vale é a relação entre as pessoas…”.

Auro também relata no documento que a intimidade entre Lula e Costa, marcada pela submissão do ex-diretor da Petrobras, era nauseante. Em dado trecho do encontro, que ocorreu no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, onde à época funcionava provisoriamente a Presidência da República, Paulo Roberto acatou uma determinação de Lula com a seguinte frase: “Presidente, sua ordem é uma determinação…”.

Em determinado trecho da denúncia, que será uma bomba de efeito devastador caso as autoridades dispensem a devida atenção ao escândalo, o empresário confirma o que já é voz corrente. “Todos os empresários do setor, incluindo eu, sabiam que Paulo Roberto Costa funcionava como operador de Lula dentro da Petrobras”, escreveu Auro Gorentzvaig.

Auro Gorentzvaig, que ao lado do irmão, Caio Gorentzvaig, há muito luta na Justiça para reaver aquilo que lhe é devido, não poupa os artífices da trama e mostra sua invejável dose de coragem. “Os participantes da transação são: Paulo Roberto Costa, Dilma Vana Rousseff, José Sérgio Gabrielli de Azevedo e Luiz Inácio Lula da Silva”, afirma no documento.

“No mesmo período, como demonstrou a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, coincidentemente Paulo Roberto Costa recebeu US$ 23 milhões de propina em bancos na Suíça. O pagamento foi feito pela Odebrecht, sendo o diretor de plantas industriais da empresa o senhor Rogério Santos de Araújo”, destacou o empresário e um dos sucessores de Boris Gorentzvaig."

A denuncia foi feita ao MP e afirma que a operação contava com o conhecimento da presidência da república.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Os estádios da Copa que mais sugaram dinheiro público

Torcedor com a camisa de Garrincha acompanha a estreia do Brasil na Copa do Mundo em jogo contra a Croácia, na Arena CorinthiansAs obras nos estádios da Copa do Mundo não atraíram o interesse de investidores privados como o governo federal imaginava.


Apenas 611,6 milhões de reais (ou 7,2% do total) destinados aos empreendimentos vieram da iniciativa privada. É o que mostra a última atualização da Matriz de Responsabilidades do evento, publicada em 24 de dezembro. 
No total, 8,3 bilhões de reais foram despejados nas construções e reformas das arenas que foram palco dos 64 jogos do mundial. 
Os governos estaduais e municipais das cidades-sede foram os responsáveis pela maior parte dos investimentos. Juntos, eles desembolsaram R$ 3,9 bilhões com os estádios. Os outros R$ 3,8 bilhões foram custeados com financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 
Apenas 3 estádios tiveram investimentos privados. 
O estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), é o exemplo mais contundente disso. A arena mais cara do Mundial recebeu recursos apenas do poder público local - por meio da Terracap (agência imobiliária pública controlada pelo Distrito Federal e pela União).
Estádio Mané Garrincha, em Brasília
O custo de todas as obras relacionadas com o Mundial superou  os 27 bilhões de reais. Apenas 15% deste montante foi pago pela iniciativa privada. 
Seleção brasileira de futebol em jogo da Copa do Mundo 2014
Fonte: EXAME.com

terça-feira, 11 de junho de 2013

Lula recebe 2 títulos por exemplo à integração latino-americana



Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Em sua última agenda no Equador, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu dois títulos de doutor honoris causa, pela Universidad Andina Simón Bolívar e pela Escuela Politécnica del Litoral. As homenagens foram oferecidas na Sala Capitular San Agostín, mesmo local onde foi escrita a declaração de independência do Equador, em 1809.

O reitor da Universidad Andina Simón Bolívar, Enrique Ayala Mora, disse que Lula é um exemplo para a integração da América Latina por ter consagrado um sistema de ideias que coloca o povo em primeiro lugar, ao mesmo tempo em que ouve todos os segmentos da sociedade. Sergio Flores, reitor da Escuela Politécnica del Litoral, destacou que “Lula estabeleceu uma nova maneira de governar ao assumir e cumprir o compromisso de lutar contra a fome e pela universalização do ensino”.

A Universidade Andina Simón Bolívar, criada pelo Parlamento Andino em 1985, só concedeu títulos honoris causa a sete pessoas até hoje. O reitor Enrique Ayala Mora, que no começo do ano participou do Encontro com Intelectuais promovido pelo Instituto Lula, elogiou o ex-presidente por seu trabalho a favor da integração dos povos e disse que o prêmio vai a um homem “reconhecido por seu grande trabalho em seu país e na América Latina, pela integração latino-americana e pela promoção do diálogo do Brasil com países andinos”.

“Parte do imenso legado de Lula é seu sistema de ideias, que ele honrou em sua vida de sindicalista a político probo, que o permitiu conquistar a presidência de Brasil”. E continuou: “Buscando sempre consensos criativos sustentáveis, o sistema de ideias do presidente deve ser uma referência para líderes políticos, sindicalistas, trabalhadores e todos interessados no debate por um mundo de paz e justiça social”.

Em seu discurso de agradecimento, Lula disse o grande artista equatoriano Oswaldo Guayasamin tem uma frase que muito o impactou: “Chorei porque não tinha sapatos. Até que vi uma criança que não tinha pés”. E desafiou: “Temos que ser capazes de construir uma ética da solidariedade, um compromisso inalienável na luta contra todas as formas de sofrimento e humilhação produzidas pela miséria, o abandono e a exclusão”.

Lula encerrou reafirmando seu compromisso “de continuar trabalhando para tornar mais forte e ativa a integração entre o Equador e o Brasil”.

Fonte: Instituto Lula

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