quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Recife terá montadora de navios

De um estaleiro no Complexo de Suape para um canteiro naval no Porto do Recife. As negociações para a mudança no endereço e no perfil do investimento do Grupo Schahin em Pernambuco estão em processo avançado. A empresa corre contra o tempo para atender o prazo firmado com a Petrobras, de entregar um navio-plataforma FPSO de US$ 1,5 bilhão em outubro de 2012. Como erguer uma fábrica de embarcações de R$ 300 milhões em Suape poderia levar até três anos, optou por um “plano B”. A unidade de montagem no ancoradouro da capital pernambucana pode ser construída em, no máximo, seis meses. O contrato ainda não foi assinado, mas as estimativas oficiais são de que tudo estará resolvido até o final deste ano.
O novo valor do investimento também não foi definido. Confirmados apenas os 1.500 postos de trabalho, podendo chegar a 1.800 no período de pico de operação. Diferentemente de um estaleiro, onde chapas de aço se transformam em um navio, o canteiro naval realiza a montagem e integração de cada um dos módulos da plataforma. Todos eles vão atracar prontos no Porto do Recife. O casco da embarcação, por exemplo, virá da China – está previsto para chegar em novembro de 2011. Ficará parado no ancoradouro recifense até que sejam acoplados todos os componentes. O empreendimento vai ocupar uma área de 69 mil metros quadrados (m²) que compreende o Cais 2 e a sua parte de trás.
Segundo informações da diretoria do Porto do Recife, o Grupo Schahin já se prepara para dar entrada na licença de instalação do canteiro naval, após ter obtido uma autorização prévia da Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) no último dia 22 de setembro, além do aval do órgão ambiental da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR). Em paralelo, todas os dados sobre o empreendimento estão sendo compiladas e serão enviados à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, estimou em 30 dias o tempo necessário para análise das informações.
O projeto do estaleiro do Grupo Schahin em Suape foi anunciado em fevereiro, em uma cerimônia no Palácio do Campo das Princesas repleta de personalidades políticas. No evento, fora dito que o início das obras aconteceria em julho, em uma parceria com a Tomé Engenharia. E que Suape dispunha de uma área de 40 hectares com abastecimento regular de água. Só que os recursos hídricos foram justamente uma das pedras no sapato. O Porto do Recife foi a solução encontrada para garantir que o investimento ficasse em Pernambuco e que a empresa não tivesse problemas com a Petrobras.
As negociações e visitas ao ancoradouro da capital pernambucana foram intensas nos últimos seis meses. “A nossa preocupação era que o empreendimento não viesse a atrapalhar as operações do Porto, que além do Terminal Marítimo de Passageiros se prepara para voltar a receber contêineres até o final deste ano. Por isso, passamos muito tempo discutindo”, informou o diretor de operações do Porto do Recife, Hermes Delgado, acrescentando que uma das contrapartidas da Schahin será investir até R$ 7 milhões em obras de melhoria na infraestrutura no local.

Fonte: PortoGente

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Lula: ‘Ai da Petrobras se não trouxer plataformas para cá’ (Angra dos Reis)




Os metalúrgicos de Angra dos Reis, preocupados com o fim das obras da P-57, ouviram um alento do próprio presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), em visita à cidade hoje para o ‘batismo’ da plataforma. Lula contou que foi a partir de uma visita à cidade que ele percebeu a necessidade de recuperar a indústria naval brasileira, lembrou que a Petrobrás irá investir R$ 224 bilhões até 2014 e disse para o povo de Angra não ter medo.

— Vocês aqui, de Angra, não tenham medo, não. Ai dos companheiros da Petrobras se não trouxerem plataformas para cá, se não trouxerem sondas para cá, porque aqui foi o começo de tudo. Foi daqui que nós tiramos a primeira semente de que nós iríamos recuperar a indústria naval brasileira — afirmou o presidente. “A Petrobras tem US$ 224 bilhões para investir até 2014. E não invista, para ver o que vai acontecer! Então, vai ter muitos navios, vai ter muitas plataformas, vai precisar de mais estaleiros”, completou Lula.

Na mesma linha, o governador Sérgio Cabral (PMDB) também deu um alento aos trabalhadores, que lotaram o pátio do estaleiro.

— Temos novas licitações saindo e tenho certeza que o Brasfels vai ganhar muitas encomendas da Petrobrás, beneficiando os trabalhadores desta cidade — disse.

O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, também falou sobre os investimentos da empresa nos próximos anos e, assim como Lula, confirmou que Angra deverá continuar sendo alvo dos recursos. “Temos oito plataformas já encaminhadas, para serem construídas. E nós também teremos atividades aqui, como teremos no Brasil inteiro. Nos próximos anos, serão dezenas de plataformas”, garantiu Gabrielli, sendo bastante aplaudido pelos metalúrgicos que acompanharam a cerimônia.

Pouco antes da fala de Lula e de Gabrielli, o prefeito Tuca Jordão (PMDB) e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Paulo Inácio Furtuoso, já haviam pedido pela manutenção dos investimentos e dos empregos no município.

“Não temos o direito de exigir mais nada de você, Lula, mas podemos pedir que continue nos ajudando, como sempre fez”, pediu Furtuoso.

“Que este estaleiro possa se multiplicar e possamos ter ainda mais empregos”, completou Jordão.

O evento

O presidente Lula chegou ao estaleiro Brasfels pouco depois das 10h30 e ficou longos minutos com os metalúrgicos presentes ao evento, tirando fotos e até recebendo presentes. Em seguida, Lula visitou as instalações da plataforma, acompanhado do governador Sérgio Cabral; do prefeito Tuca Jordão; do deputados federais Luiz Sérgio (PT) e Edmilson Valentim (PCdoB); dos senadores Marcelo Crivella (PRB) e Francisco Dornelles (PP); do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli; do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung; e de outras autoridades.

Na cerimônia que marcou o batismo da P-57, Tuca Jordão enfatizou que o Brasil está vivendo uma nova era e, numa referência às eleições, disse que “o Brasil merece continuar com o grupo que aí está”.

Os sindicalistas convidados a falar, por sua vez, destacaram o renascimento da indústria naval brasileira e agradeceram a Lula pelos investimentos no setor. Ambas as falas também tiveram conotação eleitoral.

— Alguns diziam que tínhamos que colher bananas, porque o setor naval não tinha jeito. Este governo provou que não era bem assim e batemos o recorde de contratações no setor — afirmou Paulo Inácio Furtuoso.

O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antonio de Moraes, fez duras críticas aos governos anteriores e, também em um tom eleitoral, lembrou dos que ‘proclamavam fracasso da indústria naval’. “Os que diziam isso, agora colocam a cabeça novamente para fora. Mas o Brasil não aceita mais voltar ao passado. Precisamos olhar para esse momento que estamos vivendo e dizer que não queremos dar um passo atrás”, conclamou.

Gabrielli, presidente da Petrobras, lembrou da orientação dada por Lula no início de seu mandato, sobre a recuperação da indústria naval.

— Estamos vendo aqui a evolução de uma política, o avanço da produção nacional, que tem gerado emprego e renda para o Brasil. Nosso programa é de crescimento acelerado, e isso aponta para um futuro melhor para todos nós — disse Gabrielle, lembrando que a construção da P-57 alcançou índice de conteúdo nacional de aproximadamente 68%.
O governador Sérgio Cabral, por sua vez, agradeceu a presença do governador do Espírito Santo e emocionou Lula ao falar de sua saída do governo. “O senhor vai deixar muita saudade, pois recuperou a autoestima do Brasil”, declarou.

Ele elogiou o atual nível de desenvolvimento industrial do país e destacou a importância da opção do governo brasileiro de exigir a contratação de trabalhadores brasileiros para a produção das plataformas.

— Empresa de Cingapura que queira investir no Brasil pode vir, com muito prazer, só que tem que trazer emprego para o Brasil, e não lá pra fora — ressaltou Cabral.

Em tom de despedida, Lula faz discurso de improviso

No último ato da cerimônia, o presidente Lula dispensou o discurso escrito e resolveu improvisar em sua fala. Cheio de humor, o presidente brincou com o público formado basicamente por metalúrgicos (a quem diversas vezes se referiu como ‘peãozada’) e falou em tom de despedida, nesta que possivelmente foi sua última passagem por Angra dos Reis antes de deixar a Presidência – ele já tinha visitado o município em outras quatro oportunidades.

Logo no início, Lula fez referência ao local onde hoje se encontra o estaleiro Brasfels. De acordo com ele, em 2002, ainda candidato a presidente, o local o inspirou para um plano de recuperação da indústria naval no país. O presidente afirmou que o estaleiro passou por algumas décadas de abandono. “Esses trilhos que a gente vê agora, esses guindastes, eram cheios de grama embaixo, mato. Não tinha mais cheiro de trabalhador”, afirmou.

— Quando a gente começa a olhar o que era este estaleiro aqui, na década de 70, e depois a gente olha o que foi este estaleiro da década de 70 até 2003, a gente começa a imaginar quanto tempo este país perdeu com gente governando este país, que não pensava corretamente neste país. Quando nós compramos a briga para que a gente voltasse a construir plataformas e navios no Rio de Janeiro, não era apenas que a gente não queria que trabalhadores de outros países produzissem aquilo que nós queríamos produzir. É que um país que não exercita a capacidade intelectual do seu povo, que não exercita a capacidade profissional da sua gente, é um país que vai sendo tratado como se fosse um país insignificante — avaliou Lula.

Ele disse que o plano de construir estaleiros e navios no país, além de reativar a indústria naval, tinha também um objetivo social. “A cada plataforma que a gente construísse lá fora, cada emprego que a gente fizesse lá fora, quantos adolescentes a gente estaria permitindo que fossem encaminhados para a criminalidade neste país, por falta de perspectiva de estudo, por falta de perspectiva de trabalho? Porque é a falta de oportunidade, é a falta de chance, é a falta da esperança que, muitas vezes, leva um pai ao desespero, leva um adolescente ao desespero. E o nosso papel era recuperar a dignidade de quem já teve dignidade, era recuperar a capacidade de produzir de quem já tinha produzido. E não foi uma briga fácil”, contou.

O presidente também elogiou a gestão da Petrobrás e afirmou que a empresa estava ‘mais brasileira’. Se dirigindo aos metalúrgicos presentes, disse que o trabalhador brasileiro é o mais criativo do mundo e afirmou que um dia o país ainda pode produzir plataformas com 100% de conteúdo nacional.

— Nós estamos fazendo 65% de componente nacional, você pode começar a pensar em 80, 90, daqui a pouco pode colocar 100 por centro, porque a gente faz. Esta peãozada aqui é muito mais estudada do que no meu tempo de peão. Aqui tem gente de macacão que já é doutor. Se um dia vocês [a Petrobras] quiserem o desafio de a gente fazer 100% de uma plataforma aqui, faça o desafio, para você ver que a gente toca esse negócio aqui. A engenharia brasileira não vai dever nada a ninguém — disse, recebendo aplausos entusiasmados do público.

Na despedida, Lula afirmou que o grande legado que seu governo deixa para o país é a autoconfiança da população. “Quero deixar com vocês a certeza de que todos nós temos competência, desde que a gente tenha oportunidade de fazer as coisas. E eu sei que o grande legado que eu vou deixar é ter despertado na cabeça de cada mulher e de cada homem deste país que se eu pude ser presidente da República e fazer o que fiz por este país, significa que qualquer um de vocês pode”, concluiu.

P-57 servirá de modelo para futuras plataformas

O navio-plataforma P-57, batizado no dia 07/10/10, irá operar no campo de Jubarte, na porção capixaba da Bacia de Campos, a 80 km da costa do Espírito Santo, e vai servir de modelo para a construção de futuras plataformas no Brasil.

Ancorada a uma profundidade d´água de 1.260 metros, a plataforma terá capacidade para processar, diariamente, até 180 mil barris de petróleo e 2 milhões de metros cúbicos de gás. Começará a operar ainda este ano e o pico de produção deverá ser atingido até o início de 2012.

O conhecimento adquirido com a construção da P-57 servirá de modelo para os projetos das plataformas
P-58, P-62, P-63 e para as unidades que irão operar no pré-sal da Bacia de Santos (SP).

Fonte: Diário do vale

Homenagem ao Super GALO no dia das crianças



PARTE I – Planejamento para o futuro


A torcida atleticana é eterna. Podem acontecer outros tantos rebaixamentos e outros tantos anos sem títulos que ainda existirá alguém a balançar essa bandeira, mesmo que sendo um dos últimos moicanos.
A mídia nacional e as demais torcidas vez e outra se impressionam com ações e números da torcida atleticana, mas como futebol vive de resultados, fica a pergunta: “Até quando resistirá a torcida?”
Como hoje é o dia das Crianças, o Cam1sa Do2e repete um texto, onde falamos sobre torcida mirim, um assunto sério para o futuro do Clube Atlético Mineiro, que viu essa geração reduzir drasticamente em números, principalmente no interior do Estado.
Há cento e dois anos atrás, um grupo de jovens levavam à loucura quem os assistia em seus jogos nos campos da capital mineira. O clube oriundo daqueles encontros para o futebol garantiu a felicidade de gerações inteiras, sendo referência sempre que era citado o nome de Minas Gerais.
A quantidade de vozes a apoiar o time já não era a mesma do Parque Municipal, e o Galo passou a ser paixão de milhões e até mesmo a razão de viver para muitos.
Crianças cresciam querendo ser como Jairo, Said, Mário de Castro, Ubaldo, Guará, Kafunga, Dadá, Reinaldo, Éder, João Leite, Marques entre outros que eram referências para a garotada de suas respectivas épocas.
Aquelas crianças cresceram e se tornaram as vozes que hoje cantam o hino do Clube, girando a roleta ou não, nesse último caso por viverem longe de Belo Horizonte.
Por ter se tornado um negócio lucrativo, o futebol não é só renda de ingressos vendidos. Produtos oficiais, vendas de transmissões payper-view e a simples imagem do escudo podem girar milhões aos cofres do clube que tem um bom grupo de fiéis mundo à fora.
E um efeito cascata vem causando um dano silencioso ao Galo, que poderá ser percebido dentro de alguns anos, tornando mais difícil uma reversão completa da tragédia.
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Péssimas administrações causaram uma dívida enorme, impedindo a formação de bons times, vindo o período de ausência de títulos e por fim o rebaixamento à segunda divisão do campeonato nacional.
Crianças de diferentes torcidas comemoraram nas ruas e nas escolas em diversos anos, o instinto de criança de comemoração falou mais alto e no interior do Estado já se vê (infelizmente) uma geração inteira “perdida” até mesmo para Clubes de outros Estados.
Como disse o próprio Presidente Alexandre Kalil: ”O que aproxima a criançada é a bola entrando. É o Atlético ganhar e o Cruzeiro perder. É o Atlético em quarto e o Cruzeiro em décimo terceiro. Como foi anos atrás. Nos anos 80, com o Atlético. O que incentiva é a bola entrando no gol.”
O Presidente não está totalmente errado, mas  o que pode ser evitado enquanto a bola não entra e a taça não sobe para que a cada dia conquistemos mais atleticanos jovens, porém não menos apaixonados que os marmanjos?
Eu sou a prova viva que não é preciso ter pai atleticano para amar esse Clube. Foi essa torcida que me fez aprender esse hino e foi esse hino que me fez ficar louco de paixão pelo Galo.
E se, para um pai, a ansiedade para que o filho aprenda a falar Galo é maior que ouvir o “Papá”, nós ajudaremos daqui a levar essa emoção por séculos, porque o nosso time É IMORTAL.


Parte II – Ações simples, resultados espetaculares.

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Fim de tarde, estádio cheio e crianças distraídas pedem para o pai um sorvete ou contemplam as enormes bandeiras que balançam de um lado para o outro. Todas sabem o hino do Galo completo, desde que aprenderam suas primeiras palavras.
Até que de dentro do túnel surge um enorme Galo Doido que faz os malucos cantarem alto na arquibancada. Quem não solta uma palavra sequer são as crianças que ficam hipnotizadas; paradas como se estivessem diante do principal herói de sua infância, sem saber que esse é também o herói de todos aqueles marmanjos que estão ao redor dos pequenos torcedores.
São fisionomias difíceis de se descrever, assim como as de crianças em hospitais, que ficam dias sem receber a visita de um parente sequer, mas que de repente vêem um Galo enorme entrando em seu quarto. Sim! Aquele Galo que elas viam alegrando seus pais, tios e irmãos estava ali ao lado delas, anestesiando uma dor que durava dias.
Nas escolas, mais mágico que aprender, foi quando o enorme Bicudo adentrou aquele local até então tido como silencioso. Era aluno, professora e diretora a gritar Galo, sabendo que ser atleticano era a maior lição na vida.
Uma atitude simples, mas que irá interferir na vida dos que participaram da história pelo resto de seus dias. Os pequenos irão falar com um brilho diferente nos olhos para todos o que é ser atleticano, e seu amor inocente e puro será contagiante para tantos outros que os rodeiam.
A maioria passará a acompanhar o dia a dia do time, soltando os gritos de guerra, imitando os gestos dos craques e comprando os produtos oficiais do Time. (???)
Pelo menos ela irá procurar por produtos ligados ao clube, mas não é certo que encontrará, a menos que através dos produtos não oficiais ela consiga o que quer, sem dar nenhum retorno financeiro ao Galo. No site da Loja do Galo, ou no que restou dele, além de roupinhas para bebês, são poucas as opções de brinquedos e demais produtos infantis.
Em 2007 o Atlético lançou “A Turma do Xerife”, onde personagens viviam grandes histórias relacionadas ao time atleticano. Com os personagens, Álvaro Cotta, responsável até então pelo marketing, prometia camisas, material escolar, adesivos e até pôsteres relacionados ao projeto. Era uma forma inteligente de atrair novos torcedores para o Galo e desde cedo preencher a cabecinha dos pequenos, impedindo que qualquer pressão de mídia mudasse a escolha dos mesmos.
Como tudo na era Ziza, os planos não foram adiante, e a Turma sumiu antes mesmo de aparecer.
Desde então, nenhuma medida foi tomada especificamente para alcançar os pequenos atleticanos. E a forma de estar perto dos seus ídolos, na cidade do Galo, foi barrada.
As visitas à Cidade do Galo não são autorizadas mais, salvo alguns casos de agendamento para ocasiões especiais.
Se o Clube é uma empresa, ele precisa ter um setor de marketing para planejamento de imagem e mídia e se ele é um time que ainda guarda calor humano, que ainda é paixão, ele precisa conhecer quem o movimenta, quem torna tudo isso possível.
No futuro, são essas pequenas pernas que irão estar de pé por horas à espera de um ingresso e as mãozinhas estarão maiores e suando de ansiedade por mais um grande jogo do Galo que tanto ama. E quem era responsável pelo chorinho no colo da mãe, estará cantando e gritando em alto e bom som no estádio.
É preciso olhar com cuidado e dedicar atenção à esse frutos agora, pois se a árvore Atlético enfrentar tempos de seca, eles serão a raiz que sustentará esse Galo que contagia multidões, de gerações a gerações.


PARTE III – A eterna infância alvinegra

Toda criança vive pensando o que fará do seu futuro, se conseguirá um dia ser um piloto, médico, professor, policial, atleta, etc.
Eu fui uma criança um pouco diferente das demais da minha idade. Nunca sonhei em ser piloto, mas me inspirava em Dadá Maravilha para chegar mais perto dos céus.
Nunca pensei em ser policial, político ou qualquer autoridade que não me trouxesse um trono como foi com um Rei que fez valer minha infância.
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Quando repreendido pela minha mãe, eu justificava minha falta de juízo a um tal Éder Bomba, que mesmo com toda loucura, era espetacular nos campos. Nos momentos de corrida dos quintais com as mãos cheias de manga e goiaba, eu era como Euller, o filho do vento.
Ainda criança, perdi pessoas queridas, amigos, parentes e se não tivesse aprendido a me esquivar das tristezas e problemas, como Marques, talvez não estaria aqui hoje para lhes contar essa história.
Eu poderia ter usado de armas para justificar minha revolta com tantos problemas, mas preferi, assim como Tardelli, metralhar felicidade para todos que estavam à minha volta.
Hoje, ainda sou uma criança, brinco que meus cabelos não estão grisalhos, que é somente meu corpo se tornando alvinegro por completo. Todos os meus filhos cresceram a gritar Galo e vestindo nosso manto no dia a dia.
Meus netos estão lá fora comparando suas chuteiras idênticas às dos astros europeus, em jogos virtuais que deram lugar às figurinhas para coleção.
Só alguns torcem para o Galo e eles têm a mesma visão otimista que eu tive em minha infância eterna. Fomos barrados no Centro de Treinamento essa semana e antes que eu soltasse um palavrão, um deles disse em tom animado: “Que bom! Se não estão deixando a gente entrar é porque o Kalil está planejando algo bom pro nosso futuro.”
Minha infância está perto de terminar nessa Terra. Não sei se verei o nascimento do meu primeiro bisneto, mas todo os dias chego próximo à barriga da minha neta, com 4 meses de gestação, cantando o hino, pois se eu não puder esperar o nascimento do pequeno, quero que ele chegue ao mundo eternizando esse Clube que me fez criança por toda a vida.
Se por um único momento essa criança gritar “Galo!” em toda a sua vida, será a maior prova que nosso time é imortal.
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ABRAÇO NAÇÃO!
*As fotos acima são de pessoas reais, mas a história é fictícia, apesar de representar tantos alvinegros que foram consquistados na infância e passaram décadas ao lado do seu Amor Maior.

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