domingo, 17 de abril de 2011

Canteiros de obra no Complexo Industrial Portuário de Suape são fiscalizados

Todas as obras e empreendimentos que acontecem por ora no Complexo Industrial Portuário de Suape foram monitorados pelo Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE) no mês passado, dos dias 14 a 18, e o balanço foi divulgado ontem. A ação foi chamada de Semana Suape e inspecionou o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e os canteiros da PetroquímicaSuape e da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), atendendo diretamente a cerca de 15 mil trabalhadores. Essa foi a primeira de uma série de ações que a entidade fará, acompanhando as obras.

O MPT-PE vem acompanhando alguns conflitos trabalhistas recentes em Suape, a exemplo da greve de 34 mil trabalhadores que paralisaram as obras da Rnest e da Petroquímica até o dia 29 do mês passado. Com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o MPT-PE fez um trabalho preventivo, verificando condições de saúde e segurança, alojamentos, carteira de trabalho e pagamentos.

Segundo informações do procurador do Trabalho e coordenador da atividade, Leonardo Mendonça, não houve registros graves nessa primeira inspeção, mas apenas um embargo na Petroquímica. Todas as empresas tiveram documentos solicitados. No EAS, sete mil trabalhadores foram atendidos e nenhuma infração foi encontrada. Outra empresa fiscalizada foi o Consórcio CNCC (Camargo Corrêa e CNEC), que atua na obra de construção da Refinaria Abreu e Lima, onde foram atendidos cerca de 1,6 mil trabalhadores. Nessa atividade, o MPT-PE solicitou às empresas documentos como cartões de ponto e o Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT).


Fonte: Portos e Navios

sábado, 16 de abril de 2011

Lindenmeyer debate polo naval rio-grandino no Rio de Janeiro

Lindenmeyer debate polo naval rio-grandino no Rio de Janeiro
Alexandre Lindenmeyer durante reunião com Gerson Almada, Daniel Peres e Cleiton Peixoto Primo.

O deputado Alexandre Lindenmeyer (PT) representou a AL em reunião com importantes lideranças do ramo da engenharia e calderaria pesada no Rio de Janeiro na última semana. O parlamentar dialogou com representantes de diversos segmentos como Engevix/Ecovix, Andrade Gutierrez, Petrobras, Nuclep e Quip.

Recebido pelo diretor executivo da Ecovix – Engevix Construções Oceânicas, Gerson Almada, e pelo vice-presidente de construções oceânicas da empresa, Daniel Peres, Lindenmeyer iniciou uma série de audiências com o propósito de explanar o crescimento econômico vivenciado por Rio Grande a partir da implantação do Polo Naval e a importância do desenvolvimento sustentável para a cidade e região.

Com o grupo Andrade Gutierrez - um dos maiores grupos privados da América Latina, com atuação nos setores de Engenharia e Construção, Telecomunicações, Energia e Concessões Públicas - o parlamentar conversou com o conterrâneo Clóvis Renato Numa Peixoto Primo, diretor geral da construtora. Clóvis é engenheiro formado pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg), fundador do Senai/RG e assumiu a presidência da empresa no início deste mês.

No gabinete do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o deputado alinhavou a participação de representante da empresa em uma das audiências públicas propostas por ele na Subcomissão para tratar do Polo Naval que será realizada no Cidec-Sul, no campus da Furg. O nome do representante e as datas possíveis ficaram para ser definidos posteriormente.

Em reunião com o diretor comercial da Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A (Nuclep) Alexandre Gadelha - indústria produtora de bens de capital sob encomenda, que atua preferencialmente na área da calderaria pesada -, o deputado ressaltou a importância dos investimentos relacionados ao Polo Naval na cidade do Rio Grande e a necessidade de expandir o crescimento econômico para os municípios do entorno.
Alexandre ainda se reuniu com o presidente e com o diretor de Suporte Corporativo à Gestão da Quip S/A, Miguelangelo Thomé e Marcos Reis, com os quais debateu também questões atinentes à responsabilidade social da empresa, em especial com o esporte.

O petista avaliou positivamente a viagem ao Rio de Janeiro. “Foi uma grande oportunidade para dialogar com especialistas de vários áreas e avaliarmos as necessidades decorrentes do Polo Naval”, concluiu, após  ressaltar a importância das quatro audiências públicas propostas – em Rio Grande, Pelotas, São José e Porto Alegre -, as quais terão suas datas divulgadas nas próximas semanas.
Fonte: Jornal Agora

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Petrobras promove visitação ao Polo Naval durante Festa do Mar


Durante a Festa do Mar, que ocorre de 14 a 24 de abril, a Petrobras levará os visitantes às instalações do Polo Naval do Rio Grande. A visita orientada integra a programação do estande da companhia, localizado na Expodesenvolvimento, entre o armazém 1 e 2 do Porto Velho. A iniciativa tem como objetivo disponibilizar ao público a oportunidade de conhecer umas das maiores estruturas destinada à construção naval do país.

A visita terá inicio no estande da Petrobras, onde foi montada uma sala para atender ao público. No local serão apresentados os procedimentos de segurança e o vídeo do Polo Naval, abordando sua estrutura, a construção da Plataforma P-55 e dos oito cascos do Pré-Sal. Posteriormente, os visitantes receberão os Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s) e serão transportados da Festa do Mar até o Polo Naval, onde um guia apresentará toda a infraestrutura da instalação. Na oportunidade será realizada uma foto do grupo que, posteriormente, será enviada aos visitantes como recordação. Após a visita o grupo será conduzido novamente à Festa do Mar.

Os interessados em conhecer o Polo Naval do Rio Grande devem inscrever-se no estande da Petrobras. De segunda a sexta-feira, serão oferecidas visitas às 17h e às 19h. Já aos sábados, domingos e feriado, o atendimento será realizado às 14h e às 17h. As vagas são limitadas.

Programa de Visitas

Além das visitas realizadas durante a Festa do Mar, o Programa de Visitas Petrobras leva visitantes ao Polo Naval do Rio Grande durante todo ano, nas terças-feiras, pela manhã. Para participar é necessário ter um grupo de no mínimo 10 pessoas e máximo de 15 e realizar agendamento prévio pelo telefone 53-30362033.

Fonte: Wilmon Borges

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Plataformas Semi Submersíveis - Semisubs

Originalmente concebida como uma plataforma para operar com os pés apoiados no fundo do mar, as semi-submersíveis finalmente encontraram sua verdadeira vocação. Hoje as semisubs são as plataformas mais estáveis e muitas vezes são escolhidas para condições adversas devido à sua ótima estabilidade em águas agitadas, como é o caso dos poços em águas ultra profundas.
A semi-submersível é uma unidade projetada com um piso (drill floor) típico de plataforma, onde ficam os equipamentos de perfuração e outros compartimentos, ligados a esse piso pelas pernas da plataforma e que são considerados os cascos da plataforma, chamados pontoons, que ficam submersos e aonde há outros equipamentos, como bombas, thrusters etc. Um outro tipo de sonda de perfuração que pode perfurar em águas profundas ultra são os navios sonda, que podem, inclusive, acomodar mais equipamentos, mas as semisubs são escolhidas por sua ótima estabilidade. Este conceito de projeto, que permite à unidade submergir parcialmente, diminui tanto o caturro (movimento no sentido longitudinal da plataforma) quanto o balanço.
Plataforma Semi-Submersível
Quando em movimento (sim, muitas delas podem navegar), as semisubs não ficam mergulhadas na água. Somente durante as operações de perfuração é que elas ficam parcialmente submersas. Devido a sua capacidade de flutuar na água, o transporte dessas plataformas de uma locação para outra é relativamente fácil. Algumas semisubs movimentam-se através de operações de reboque ou então por navios semi-submersíveis (também conhecidos como navios-dique), que as transportam em seu convés, já outras têm o seu próprio sistema de propulsão.
Semisub sendo rebocada
Com base na forma como a plataforma está submerso na água, existem dois tipos principais de semisubs: “bottle-type” e “column stabilized”.
Semisub sendo transportada por navio semi-submersível, também chamado de navio-dique
As semisubs “bottle-type” possuem as pernas em forma de garrafa, logo abaixo do piso da perfuração, e são submersas enchendo alguns compartimentos localizados nos cascos (pontoons) e às vezes nas pernas com água. A primeira geração deste tipo semisub, originalmente foi concebida como submersível. Sendo submersíveis, essas pernas ficavam completamente cheias de água, apoiadas no fundo do oceano.
Plataforma “bottle type”
Com o passar do tempo, os engenheiros e arquitetos navais percebram que este tipo de plataforma poderia manter sua estabilidade se as pernas fossem apenas parcialmente submersas, permitindo que a smesmas perfurassem em águas ultra profundas. Amarras são então usadas para manter a semisub no lugar, e estas âncoras são a única ligação que a plataforma tem com o fundo do mar.
Âncora de Plataforma no convés de um AHTS
Sendo semi-submersível, a plataforma oferece uma estabilidade excepcional para as operações de perfuração. Além de ameaças climáticas ocasionais, como tempestades, ciclones ou furacões, alguns locais de perfuração, principalmente em água mais profundas, estão num mar constantemente agitado. Sendo capazes de perfurar em águas mais profundas e mais agitadas, as semisubs abriram um novo filão para as operações de exploração e desenvolvimento de campos de petróleo.
Ocean Novag – SS tipo “Column Stabilized”
As plataformas semi-submersíveis mais conhecidas são as “column stabilized”. Neste tipo deplataforma, dois cascos horizontais são conectados através de colunas cilíndricas ou retangulares no convés de perfuração, logo acima da água. As colunas menores, que são as diagonais, são usadas para suportar a estrutura.
A submersão este tipo de semisub é conseguido preenchendo parcialmente a casca horizontal com água até que o equipamento tem submerso até a profundidade desejada. Amarras de ancoragem da plataforma acima do bem e de posicionamento dinâmico pode ajudar a manter a semisub no local, também.
Submersão de Plataforma
As semisubs e outras unidades offshore são amarradas de forma sistemática, mas existem muitos arranjos diferentes para várias situações. A amarração é feita com uma série de âncoras, seguindo diversos padrões de amarração que são usados para manter a plataforma flutuante no local, como por exemplo amarração simétrica de seis linhas, amarração simétrica de oito linhas, amarração simétrica doze linhas, amarração de nove linhas 45i-90i, dentre outros.
Esquema didático mostrando amarração de uma SS
Esses “spreads” (arranjos / padrões) de amarração são escolhidos em função da forma daunidade a ser ancorada e as condições do mar no qual ela será ancorada.
Amarração de Plataforma
Como a operação no poço é extremamente precisa, é muito importante que a semisub seja mantida na posição, mesmo com ondas e ventos agindo sobre ela. Além disso, operando em águas ultra profundas, o riser de perfuração pode abranger milhares de metros do piso de perfuração da até o BOP, localizado nofundo do mar, bem na cabeça do poço.
O equipamento de perfuração é relativamente flexível, permitindo que o mesmo suporte pequenos movimentos causados pelo vento e pelas ondas, mas os risers de perfuração não deve ser forçados além dos seus limites, pois podem quebrar.
A Deepwater Horizon era uma Semi Submersível DP
Adicionalmente, um sistema de posicionamento dinâmico pode ser utilizado, bem como cabos de amarração para manter o equipamento no local. O posicionamento dinâmico usa motores diferentes ou unidades de propulsão a bordo para neutralizar as ações de agentes externos que tendem a tirar a plataforma de posição. Muitas vezes o sistema de posicionamento dinâmico é guiada por sinais de telemetria de balizas instaladas no fundo do mar, informações enviadas por satélite e até mesmo por movimentos angulares de um cabo.
Esperamos que esta matéria tenha sido bem elucidativa a todos os leitores.

Sds,

Carlos R. Oliveira
Controle  da  Qualidade
Carlinhosmg no Skype; Twitter e Facebook.
"Transforme as pedras que você tropeça nas pedras de sua escada." (Socrates)

Queiroz Galvão Óleo e Gás recebe a Alpha Star


A Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG), maior empresa brasileira privada de serviços de perfuração e produção, anunciou ontem o recebimento da "Alpha Star", sua recém-construída plataforma semissubmersível de posicionamento dinâmico (DP) para águas ultra profundas, e a assinatura de um contrato de US$ 575 milhões com um grupo de bancos liderado pelo Banco Santander e o Citibank, para financiar a construção da plataforma. Ela foi entregue pela Keppel FELS, quatro meses antes do previsto. Em junho, a "Alpha Star" deverá ser entregue à Petrobras para o início da operação. A plataforma está contratada por um período de seis anos com  opção de renovação por mais seis anos.

A "Alpha Star" é uma plataforma semi-submersível de perfuração de sexta geração. Seu design, Gusto DSS-38, foi aprimorado com base na experiência operacional obtida com a "Gold Star", plataforma semi-submersível similar. A "Alpha Star" tem capacidade para operar em lâmina d’água de até 2.700 metros e capacidade de perfuração de poços até 9 mil metros. Suas especificações operacionais incluem dez grupos de geradores a diesel e oito thrusters, quatro bombas de lama de 2.200 HP e um pacote de perfuração de ponta projetado para operações em alto-mar, com um compensador de movimento de capacidade de um milhão de libras. A unidade pode acomodar até 130 pessoas.

"A entrega da Alpha Star quatro meses antes do previsto é um sinal da forte relação de parceria entre a QGOG e a Keppel Fels. Esta é uma grande conquista que reforça ainda mais nossa posição na indústria de serviços de petróleo e nossa liderança no mercado brasileiro em franco crescimento", declarou Leduvy Gouvêa, diretor geral da Queiroz Galvão Óleo e Gás. "A Alpha Star está entre as plataformas de perfuração em águas ultra profundas mais avançadas tecnologicamente do mundo e é um importante complemento para a nossa frota existente e plenamente em operação”, complementa.

A QGOG opera atualmente seis plataformas de perfuração onshore e quatro offshore, e tem participação em um FPSO (Unidade flutuante de armazenamento e transferência, em inglês). Dois navios-sonda e um FPSO em que possui participação estão em construção, além de três plataformas onshore que estão a caminho do Brasil; todos já contratados. Além disso, a empresa entregou recentemente Lone Star, uma plataforma de perfuração offshore, para a Petrobrás.

Sobre a QGOG

A Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG) é a maior empresa privada brasileira prestadora de serviços de perfuração e produção. Nos últimos 30 anos de operações contínuas, a QGOG construiu uma reputação inigualável por sua excelência em serviços de perfuração onshore e offshore, obtendo os certificados ISO 9001, 14001 e OHSAS 18001 por seu gerenciamento da qualidade, gestão ambiental, indicadores e sistemas de segurança. Como parte integrante de um dos maiores grupos industriais do Brasil, o Grupo Queiroz Galvão, a QGOG possui sinergias com outras empresas do grupo, como a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), seu braço no setor de exploração e produção de óleo e gás, assim como a Construtora Queiroz Galvão S.A., uma das líderes no setor de construção e engenharia no país e uma das acionistas e a operadora do maior estaleiro das Américas.

 

Fonte: Portos e Navios

Chegam ao Brasil três novas sondas helitransportáveis da Queiroz Galvão Óleo e Gás

Equipamentos têm capacidade de perfuração de até 4.500 metros e fortalecem a atuação da empresa na prestação de serviços em regiões remotas na Amazônia

RIO DE JANEIRO - A Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG), maior provedora brasileira privada de serviços de perfuração e produção, acaba de receber três novas sondas terrestres helitransportáveis provenientes da China. A sonda QG-V, contratada pela Petrobras, e as outras duas unidades - QG-VIII e QG-IX -, contratadas pela HRT, novo cliente da companhia, devem entrar em operação em maio de 2011. Juntas, elas demandaram da QGOG investimentos de US$ 51 milhões.

Capacitadas para perfurar poços de até 4.500 metros, estas novas sondas, fabricadas pela empresa chinesa HongHua (fabricante de outras duas sondas terrestres convencionais entregues em 2008, a QG-VI e QVII), têm como diferencial em seu projeto a possibilidade de serem desmontadas em módulos de até 2.500 Kg, permitindo o transporte por helicópteros para operarem em regiões remotas.

Outro diferencial das novas sondas é que elas estão equipadas com recursos tecnológicos de última geração, o que aumenta a segurança e a eficiência das operações.

"Com seis sondas onshore em operação, a chegada das novas sondas aumenta em 50% nossa atividade terrestre e amplia a liderança da QGOG entre as empresas brasileiras de prestação de serviços de perfuração de poços terrestres de petróleo e gás", declara Leduvy Gouvêa, Diretor Geral da Queiroz Galvão Óleo e Gás. Já o diretor de operações, Luiz Alberto Andrés destaca o trabalho de excelência realizado neste projeto. "No momento em que o mercado sinalizou a necessidade de sondas helitransportáveis para operar em regiões remotas da Amazônia, não havia nenhum fabricante no mundo que tivesse desenvolvido um equipamento com estas características. Foi preciso desenvolver um projeto específico para as sondas terrestres QG-V, QG-VIII e QG-IX, que se mostrou um desafio para a QGOG e para o nosso parceiro, a fabricante chinesa HongHua". 

A QGOG opera atualmente seis sondas de perfuração onshore e cinco offshore, e tem participação em um FPSO (Unidade flutuante de armazenamento e transferência, em inglês). Dois navios-sonda e um FPSO em que possui participação estão em construção, todos já contratados. Além disso, a empresa aguarda a chegada de outra plataforma offshore, a "Alpha Star", que será operada pela Petrobras e já está navegando para o Brasil.

 

 

Sobre a QGOG

A Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG) é a maior empresa privada brasileira prestadora de serviços de perfuração e produção.

 

Fonte: Portos e Navios

RECICLAGEM PARA FECHAR SAQUINHOS DE MANTIMENTOS

 


RECICLAGEM INTERESSANTE 
PARA FECHAR SAQUINHOS DE MANTIMENTOS







 

 

REFINO DE PETRÓLEO

Qual a primeira refinaria de petróleo construída no Brasil?

A Destilaria Rio-grandense de Petróleo, em Uruguaiana (RS), que entrou em operação em 1932.

 

Quantas refinarias tem a PETROBRÁS?

Onze, com capacidade para destilar até 1,4 milhão de barris de petróleo por dia.

 

 

REFINARIAS DA PETROBRÁS

01. RLAM – Refinaria Landulpho Alves (Mataripe, Bahia)

02. RPBC – Refinaria Presidente Bernardes (Cubatão, São Paulo)

03. REDUC – Refinaria Duque de Caxias (Campos Elíseos, Rio de Janeiro)

04. REGAP – Refinaria Gabriel Passos (Betim, Minas Gerais)

05. REFAP – Refinaria Alberto Pasqualini (Canoas, Rio Grande do Sul

06. REPLAN – Refinaria de Paulínia (Paulínia, São Paulo)

07. REMAN – Refinaria de Manaus (Manaus, Amazonas)

08. RECAP – Refinaria de Capuava – (Mauá, São Paulo)

09. REPAR – Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Araucária, Paraná)

10. REVAP – Refinaria Henrique Lage (São José dos Campos, São Paulo)

11. ASFOR – Fábrica de Asfalto de Fortaleza (Fortaleza, Ceará)

 

Existem refinarias particulares?

Sim. Embora a PETROBRÁS, com a Lei 2.004, recebesse o monopólio do refino, o Governo manteve as autorizações concedidas, antes daquela lei, a grupos privados. Esta é a razão da existência das refinarias particulares Ipiranga, no Rio Grande do Sul, e Manguinhos, no Rio de Janeiro, ambas de pequeno porte.

 

O que se entende por refino de petróleo?

O refino é constituído por uma série de operações de beneficiamento, às quais o petróleo bruto é submetido para a obtenção de produtos específicos. Refinar petróleo, portanto, é separar do mesmo as frações desejadas, processá-las e industrializá-las em produtos vendáveis.

 

Qual a seqüência do processo de refino?

A primeira etapa do processo de refino de petróleo é a destilação primária, através da qual são extraídas do petróleo as principais frações que dão origem à gasolina e ao óleo diesel, toda a nafta, os solventes e querosenes (de iluminação e aviação), além de parte do GLP (gás de cozinha). Em seguida, o resíduo da destilação primária é processado na destilação a vácuo, onde é extraída do petróleo mais uma parcela de diesel, além de frações de um produto pesado chamado de gasóleo, que pode ser destinado à produção de lubrificantes ou a processo mais sofisticados, como o craqueamento catalítico, onde é transformado em GLP, gasolina e óleo diesel; o resíduo da destilação a vácuo pode ser usado como asfalto ou destinado à produção de óleo combustível. Uma série de outras unidades de processo destina-se a transformar frações pesadas do petróleo em produtos mais leves e ao tratamento de todas as frações destiladas, de forma a colocar os produtos nas especificações para o consumo.

 

A qualidade do petróleo é importante?

Todo petróleo, em estado natural, é uma mistura de hidrocarbonetos, que são compostos formados por átomos de carbono e de hidrogênio. Além de tais hidrocarbonetos, o petróleo contém, em proporções bem menores, compostos oxigenados, nitrogenados, sulfurados e metais pesados, conhecidos como contaminantes. Conhecer a qualidade do petróleo a destilar, portanto, é fundamental para as operações de refinação, pois a sua composição e o seu aspecto variam em larga faixa, segundo a formação geológica do terreno de onde foi extraído e a natureza da matéria orgânica que lhe deu origem. Assim, há petróleos leves, que dão elevado rendimento em nafta e óleo diesel; petróleos pesados, que têm alto rendimento em óleo combustível; petróleos com alto ou baixo teor de enxofre e outros contaminantes, etc., sendo que o conhecimento prévio destas características facilita a operação do refino.

 

Qual a relação entre o tipo do petróleo e os rendimentos dos derivados obtidos?

A relação entre o tipo do petróleo e os rendimentos dos derivados obtidos é direta, pois um petróleo leve tem maior rendimento de produtos leves (GLP, nafta, óleo diesel) e menos rendimento de produtos pesados (óleos combustíveis e asfalto) do que um petróleo pesado, onde ocorre o inverso. A instalação de unidades de conversão, que transformam frações pesadas em frações mais leves, pode atenuar essa diferença em rendimentos, mas não consegue eliminá-la. Ao longo do tempo, a PETROBRÁS tem sempre procurado instalar unidades de conversão (craqueamento catalítico, coqueamento retardado, hidrocraqueamento, etc.) em suas refinarias, com a finalidade de diminuir a influência da natureza do petróleo nos rendimentos dos produtos obtidos.

 

 

Qual o principal objetivo da refinação de petróleo?

Na indústria de refino como um todo o principal objetivo é obter do petróleo processado o máximo possível de derivados de maior valor de mercado, o que equivale a reduzir ao mínimo a produção de óleo combustível. A PETROBRÁS, por deter o monopólio do refino no País, tem, adicionalmente, o objetivo de atender o mercado nacional de derivados em qualquer circunstância.

 

O que a PETROBRÁS tem feito para reduzir a produção de óleo combustível?

A existência de instalações já direcionadas para a conversão de resíduos (20 unidades de destilação a vácuo, 11 unidades de craqueamento catalítico, 4 unidades de desasfaltação a solvente e 2 unidades de coqueamento retardado), conjugadas à adoção de um programa de trabalho conhecido como "Programa de Fundo de Barril", que orientou a operação de tais instalações sob condições mais severas, permitiu à PETROBRÁS reduzir o rendimento de óleo combustível, em relação ao petróleo processado, do nível de 30%, em 1980, para menos de 17%, em 1988, o que significa, atualmente, a transformação adicional de 45.000 barris diários de óleo combustível em GLP, gasolina e óleo diesel. Para a obtenção de tal resultado, técnicos da PETROBRÁS adaptaram procedimentos já consagrados no exterior e desenvolveram tecnologias pioneiras em todo o mundo. Hoje, já podemos prever que o rendimento de óleo combustível nas nossas refinarias poderá ser reduzido para 15% do petróleo processado, em face das novas instalações de craqueamento catalítico, coqueamento retardado e desasfaltação a solvente que se encontram em fase de construção ou de projeto.

 

 Quais os principais produtos obtidos do petróleo?

A PETROBRÁS produz, em suas refinarias, mais de 80 produtos diferentes. Abaixo, uma listagem básica de tais produtos, com a sua utilização principal.

  

Produto

Utilização

 

Produto

Utilização

Gás ácido

Produção de enxofre

 

Querosene de iluminação

Iluminação e combustível doméstico

Eteno

Petroquímica

 

Querosene de aviação

Combustível para aviões

Dióxido de carbono

Fluído refrigerante

 

Óleo diesel

Combustível para ônibus, caminhões, etc.

Propanos especiais

Fluído refrigerante

 

Lubrificantes básicos

Lubrificantes de máquinas e motores em geral

Propeno

Petroquímica

 

Parafinas

Fabricação de velas, indústria de alimentos

Butanos especiais

Propelentes

 

Óleos combustíveis

Combustíveis industriais

Gás liquefeito de petróleo

Combustível doméstico

 

Resíduo aromático

Produção de negro de fumo

Gasolinas

Combustível automotivo

 

Extrato aromático

Óleo extensor de borracha e plastificante

Naftas

Solventes

 

Óleos especiais

Usos variados

Naftas para petroquímica

Petroquímica

 

Asfaltos

Pavimentação

Aguarrás mineral

Solventes

 

Coque

Indústria de produção de alumínio

Solventes de borracha

Solventes

 

Enxofre

Produção de ácido sulfúrico

Hexano comercial

Petroquímica, extração de óleos

 

N-Parafinas

Produção de detergentes biodegradáveis

Solventes diversos

Solventes

 

Benzeno

Petroquímica

Tolueno

Petroquímica, solventes

 

Xilenos

Petroquímica, solventes

 

A Refinaria de Petróleo Ipiranga - RS (História)


A Refinaria de Petróleo Ipiranga foi inaugurada no dia 07 de setembro de 1937, na cidade do Rio Grande (RS), dando início ao processo de industrialização de petróleo no país e originando assim as Empresas Petróleo Ipiranga.


Mas nossa história começou mesmo em 1933, na cidade de Uruguaiana, Rio Grande do Sul, quando os empresários brasileiros João Francisco Tellechea e Eustáquio Ormazabal se associaram a empresários argentinos e fundaram a Destilaria Rio-Grandense de Petróleo S/A.

Nessa fase inicial de operações, a Destilaria foi surpreendida por uma medida do governo argentino que proibiu a reexportação de petróleo, inviabilizando o esquema de recebimento de matéria-prima da empresa.

Foi a partir daí que um grupo de empresários uruguaios começou a se articular para montar uma refinaria de petróleo no sul do país. Brasileiros, argentinos e uruguaios encontraram uma estreita faixa de terra entre o oceano e a Lagoa dos Patos e definiram que este seria o local ideal para instalar uma refinaria.

O terreno deveria preencher uma série de requisitos: ter uma área entre 10 e 12 hectares, fácil ligação com o porto da cidade, com a linha de viação férrea, com a rede de água potável, com a rede elétrica e ter possibilidade de acesso rodoviário ao centro da cidade.

Começava ali a árdua tarefa do aterro. Mesmo num tempo em que não existiam guindastes ou solda elétrica, o projeto foi executado com extrema rapidez. E no dia 07 de setembro de 1937 era inaugurada a Ipiranga S/A. - Companhia Brasileira de Petróleo, a atual Refinaria de Petróleo Ipiranga.

Nacionalização
O governo brasileiro, através do Decreto Lei 355, de abril de 1938, nacionalizou a industrialização do petróleo. Esse dispositivo legal estabeleceu que só poderiam ser acionistas de refinarias de petróleo brasileiros natos. Os sócios argentinos e uruguaios foram obrigados então a vender suas ações.
Nessa ocasião, começou a ser moldada a estrutura de controle acionário da Ipiranga que prevalece até hoje. Permaneceram no negócio João Francisco Tellechea e Eustáquio Ormazabel (que transferiu a sua participação ao filho René Ormazabal). Entraram Carlos Fagundes de Mello, Aristides de Almeida, Francisco Martins Bastos e João Pedro Gouvêa Vieira. Aristides de Almeida vendeu, depois, a sua participação aos demais sócios.

O conflito
Após a reestruturação societária, a Refinaria conviveu com o fornecimento irregular de petróleo durante a II Guerra Mundial. O petróleo bruto vinha do Equador, transportado por navio petroleiro de bandeira argentina, que fazia sua rota passando pelo Estreito de Magalhães, no extremo sul da América do Sul.
Preocupada com a falta de matérias-primas, todas desviadas para as nações em guerra, a Argentina se viu obrigada a impedir que seu cargueiro transportasse petróleo para o Brasil. A solução encontrada foi empregar um petroleiro brasileiro, o Recôncavo, e depois substituí-lo pelo Santa Maria, os dois únicos que havia.
A situação se agravou quando a empresa que explorava e distribuía o petróleo equatoriano cancelou seu fornecimento ao Brasil, alegando que o almirantado inglês necessitava de matéria-prima. Não havia muita opção.
Do Mediterrâneo, em plena área de conflito, não se podia cogitar a compra de petróleo. As Antilhas, que pareciam ser a opção natural, estavam bloqueadas pelos submarinos alemães que cercavam a região exatamente para impedir a saída de produtos das refinarias de Curação e Aruba.
Com a entrada do Brasil na guerra, em 1942, o bloqueio alemão se tornou mais rígido. Sem petróleo, com os tanques quase vazios e sem perspectivas de conseguir abastecimento, a Refinaria chegou a paralisar suas atividades, com os funcionários fazendo serviços de manutenção para não serem despedidos.
Quando Getúlio Vargas se certificou de que as reservas da Refinaria estavam completamente esgotadas, o petroleiro Recôncavo partiu carregado das Antilhas, trazendo o abastecimento após driblar a intensa vigilância alemã.
Com o recebimento da matéria-prima, a Refinaria voltou a operar. Nesse período, a Ipiranga iniciou sua participação no segmento químico, desenvolvendo tecnologia para a fabricação de solventes que supriram a indústria da borracha.
Depois de estudar o problema junto ao parque industrial paulista de pneumáticos, a Ipiranga passou a fabricar, em caráter pioneiro, os solventes especiais usados na indústria da borracha, liberando o setor da dependência das importações e iniciando sua liderança neste setor.

Avanços tecnológicos
Terminada a Guerra, em 1946, as atividades industriais se viam diante de um novo quadro. Como conseqüência direta do conflito, alguns avanços tecnológicos foram introduzidos no setor de máquinas e motores, que passaram a ser mais leves e mais potentes.
O aumento da relação de compressão nos motores gerou a necessidade de novos combustíveis. A nova gasolina precisava de um índice de octanas superior ao que normalmente vinha sendo empregado, o que fez com que a Refinaria adaptasse suas unidades.
Nesta época foi contratada uma empresa norte-americana para fornecer uma nova unidade industrial para o refino de petróleo bruto, chamada de Unidade de Craqueamento Térmico. A partir da inauguração das novas instalações, em 1953, com a presença de Getúlio Vargas, a Refinaria Ipiranga entrava numa nova etapa de sua vida.
Em 1948, com parte do ácido sulfúrico produzido pela Refinaria, a Ipiranga iniciava a sua participação no setor de fertilizantes, produzindo o superfosfato simples, que inaugurou uma nova fase no processo de adubação na agricultura brasileira.
Entre o final dos anos 40 e início dos anos 50, a Refinaria mantinha uma série de indústrias correlatas, além das unidades de ácido sulfúrico e superfosfato, como fábricas de latas e tambores e uma unidade de produção de larga escala de cera para assoalhos.
Incorporadas inicialmente à Refinaria, essas unidades passaram a compor a ICISA - Industrial e Comercial S/A, uma nova empresa criada especialmente para operar as atividades que não tinham ligação imediata com o refino de petróleo.

Novo cenário
Com a criação, em 1997, da nova legislação do petróleo, o país iniciou o processo de abertura de um setor até então fechado à iniciativa privada, desde 1953. A Lei 9.478 desregulamentou os mecanismos de preços, produção e vendas das refinarias existentes, inclusive as privadas, entre elas, a Refinaria Ipiranga.
Essa mudança assegurou à empresa um período de cinco anos de transição, permitindo a adequação de seus parques fabris às novas condições de mercado. Diante desse novo cenário, a Refinaria que operou durante 45 anos limitada em sua capacidade produtiva iniciou uma nova fase em sua história.
Após 45 anos de limitação, a capacidade de produção da Refinaria Ipiranga evoluiu cerca de 30%, tendo processado 12.035 barris por dia durante 1999. O aumento de produção foi possível após a definição, em 1998, pela ANP, da titularidade da Refinaria, com base na capacidade operacional das instalações existentes.
Além do aumento, o perfil de produção foi alterado devido à possibilidade de uso de matérias-primas mais adequadas, com a importação direta de 60% do petróleo consumido, a partir do segundo semestre de 1999.
Estes dois fatores permitiram à Refinaria adotar maior flexibilidade de produção, proporcionando melhor aproveitamento das unidades de processo e conformidade às necessidades do mercado.
Assim, manteve suas posições, com alavancagem no atendimento à demanda de diesel, por exemplo, e evolução nas vendas de matéria-prima para produção de bunkers (combustíveis para navios).
Atualmente a produção da Refinaria Ipiranga é de 12.900 barris/dia, garantindo uma participação de 13,6% no mercado de produtos energéticos do Estado do Rio Grande do Sul.


Relações com a Comunidade
A Refinaria Ipiranga sempre se caracterizou, desde a sua fundação, por um relacionamento próximo com a comunidade. Em Rio Grande, local de origem das Empresas Petróleo Ipiranga, o traço marcante da cultura da empresa está presente em inúmeras contribuições sociais ligadas às áreas da saúde, educação, meio ambiente, atividades culturais e esportivas.
A operação da Refinaria Ipiranga reverte, anualmente, para a cidade do Rio Grande uma parcela significativa do Imposto Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), com origem a tributação sobre combustíveis derivados de petróleo.
O primeiro incentivo foi a criação da Fundação Cidade do Rio Grande que, em seguida, originou a Escola de Engenharia Industrial, primeira instituição de curso superior da cidade, onde engenheiros da Refinaria e outros de diversas entidades foram os primeiros professores.
Esta escola contribuiu para a formação da atual Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG). O Museu Oceanográfico e Antártico - o mais importante acervo sobre a vida marinha da América Latina -, o Museu da Cidade e a Rádio Universidade foram conquistas da comunidade, com apoio total da Ipiranga.

Campanhas comunitárias
Há muitos anos, a Ipiranga também patrocina campanhas comunitárias de vacinação e agasalho, num esforço conjunto com os órgãos da administração, além de investir permanentemente em ações e programas que respeitam e asseguram o direito de uma vida com qualidade à população local.
As ações desenvolvidas consistem, em sua maioria, em programas dirigidos às atividades filantrópicas, educacionais, culturais e assistenciais, destacando-se: auxílio a hospitais e entidades de saúde; programas de educação ambiental nas escolas; programa Alfabetização Solidária; destinação de recursos para o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente; restauração do patrimônio histórico; apoio à preservação da Estação Ecológica do Taim; e participação em eventos municipais, como a Festa do Mar, Concerto Ondas de Natal e Supermaratona.
A Ipiranga agradece à cidade do Rio Grande por ter essa gente com o mesmo espírito realizador que a empresa carrega. Rio Grande e Ipiranga. Juntos, na construção de um futuro melhor!

Meio Ambiente
Ano após ano, a Refinaria Ipiranga vem desenvolvendo tecnologias e adquirindo novos equipamentos para o controle de poluentes, procurando sempre conciliar o desenvolvimento econômico com a proteção do meio ambiente.
Na busca incessante pela qualidade e pelo aperfeiçoamento, a Refinaria investiu cerca de 20 milhões de dólares, só nos últimos anos.
O principal desafio eram as emissões aéreas. A primeira medida adotada pela empresa foi passar a processar em suas unidades petróleo nacional com baixo teor de enxofre. Dois anos depois, em 1988, a Refinaria implantou um sistema de geração de energia, composto por um turbo-gerador, novas caldeiras e uma chaminé de 70 metros de altura.
Entre outros resultados expressivos, o novo sistema, aliado à utilização de petróleo nacional, reduziu em 87% as emissões de dióxido de enxofre, graças à substancial diminuição da queima de óleo combustível.

Medidas preventivas
Outras medidas de controle das emissões aéreas, especialmente de hidrocarbonetos, foram os tanques com tetos e selos flutuantes que acompanham o nível do produto e impedem as evaporações, um novo terminal de enchimento automatizado de caminhões e um novo terminal de carregamento de solventes.
Ainda no combate às emissões aéreas, a partir de 1991 a empresa iniciou um plano de melhoria na automatização de suas unidades de refino, garantindo uma operação precisa e um combustível sempre dentro das especificações.
O segundo grande desafio ambiental era o tratamento de efluentes líquidos, uma vez que no refino de petróleo são utilizados aproximadamente 350 mil litros de água por dia, que não podem voltar à natureza sem purificação.
A Refinaria, por iniciativa própria inaugurou em 1994 uma Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos, com tratamento biológico onde bactérias degradam a matéria orgânica contida no efluente e outros componentes tóxicos.
O resultado é que a empresa alcançou o padrão de excelência no tratamento da água utilizada em seu processo, equiparando-se aos padrões dos países do Primeiro Mundo.
O terceiro desafio da Refinaria foi a extinção da lagoa de borra oleosa que se originou de resíduos sólidos dos tanques de armazenamento de petróleo. Após intensivas experiências e testes foi encontrada a solução de adicionar borra oleosa à argila para a fabricação de tijolos e cimento.
Os resultados foram excelentes. Além disso, para melhor dimensionar e controlar este produto, uma lagoa nova, totalmente impermeabilizada está sendo construída e para ela serão transferidos todos os resíduos de tanques.

Política industrial
A Refinaria Ipiranga mantém uma Política de Higiene Industrial, Segurança e Meio Ambiente, que envolve todas as áreas da empresa no comprometimento ambiental.
Trata-se de uma política de preservação da saúde e da integridade dos funcionários, preservação dos recursos naturais no meio ambiente onde a empresa atua e em ações preventivas de proteção em relação à comunidade em sua área de localização.
Preocupada com o meio ambiente, a Refinaria Ipiranga realiza avaliações permanentes do seu desempenho ambiental. Auxiliada pela Consultoria Bureau Veritas, a empresa vem alinhando todas as suas operações às normas da ISO 14001.

Fonte: ipiranga.com.br

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