terça-feira, 1 de abril de 2014

Ambientalistas cerram fileiras contrárias aos novos aproveitamentos hidrelétricos do Rio Uruguai

Enquanto a população persegue respostas sobre o futuro e impactos da construção de hidrelétricas no noroeste do Estado, ambientalistas cerram fileiras contrárias aos novos aproveitamentos hidrelétricos do rio que com seu curso ajuda a desenhar o mapa do Estado. Embora a área alagada projetada agora seja quase um quarto do previsto nos projetos das décadas de 1970 e 1980, os reservatórios somarão cerca de 970 hectares, extensão superior ao lago da usina de Belo Monte, no Pará, que terá potência instalada cinco vezes superior ao complexo de Garabi.

Depois que o Brasil assistiu à maior cheia do Rio Madeira, posterior à construção de duas grandes hidrelétricas, os argumentos se avolumam. Em Rondônia, os responsáveis pelas usinas de Jirau e Santo Antônio trocaram acusações sobre a responsabilidade do problema. Aqui, uma das organizações da trincheira ambientalista é movimento Rio Uruguai Vivo, criado em 2006 por estudantes de biologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

— Essas barragens mudam completamente a característica do Uruguai. De um rio de corredeiras, passará a ter águas paradas. Os dourados, por exemplo, precisam de um corredor de 80 a 100 quilômetros sem barreiras para a migração da reprodução — sustenta o biólogo Ismael Brack, para quem o potencial hidrelétrico do principal rio gaúcho já esgotou.

A apreensão é compartilhada pelo pescador Bruno Borges Pacheco, 29 anos. Com o ofício herdado do pai e do avô, Pacheco nota que, a cada ano, está mais difícil capturar peixes em Garruchos.

— Só conseguimos pescar segunda e terça. O pessoal das barragens (outras já construídas no rio, como Itá) libera a água na quarta, e o rio começa a encher na quinta. Vem uma água branca, que nem parece ser do rio. O peixe some — conta Pacheco.

Para Brack, não vale o argumento de que o Brasil precisa construir hidrelétricas para garantir energia mais limpa em comparação com usinas de carvão e óleo. O país poderia resolver parte do problema, avalia o biólogo, se trocasse as turbinas de hidrelétricas antigas por equipamentos mais modernos, o que poderia elevar em 15% a geração.

Outra preocupação é o Salto do Yucumã — maior queda d'água longitudinal do mundo e uma das sete maravilhas do Estado. A Eletrobrás garante a preservação do salto e do Parque Estadual do Turvo, em Derrubadas. Havia o temor de que pelo menos 10% da área do parque seria alagada pelo reservatório da Panambi. No local, refúgio da onça-pintada, sucumbiriam 2 milhões de árvores.

O diretor de geração da Eletrobrás, Valter Cardeal, nega qualquer dano ambiental à área e diz que somente haverá possibilidade de inundação no Turvo em períodos de cheia.

Participação argentina gera dúvidas

Um ponto de interrogação para os empreendimentos é se a Argentina, em permanente crise, terá capacidade para honrar sua parte na construção de Garabi e Panambi. A Eletrobrás sustenta que, como as usinas serão dadas em garantia aos bancos financiadores do projeto, não haveria risco de a Argentina não ter acesso a recursos.

Uma das etapas mais delicadas do cronograma foi vencida em fevereiro, quando o Ibama aprovou o termo de referência que vai nortear o trabalho de resgate da fauna. O levantamento deve começar em abril.

Desde maio do ano passado, um consórcio formado por quatro empresas argentinas e duas brasileiras, entre as quais a Engevix, que atua no polo naval de Rio Grande, acelera o trabalho. Tem até fevereiro de 2015 para concluir os estudos técnico e de impacto ambiental. Mas tanto a Eletrobrás quanto a estatal argentina Ebisa esperam ter o relatório finalizado ainda em 2014. Assim, licitação e início da obra teriam chance de ser antecipadas de 2016 para 2015.

 

Fonte: Zero Hora (Caio Cigana)

 

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