segunda-feira, 31 de março de 2014

FIDENS desiste de obra no COMPERJ (Tocha, Torre de Resfriamento e Edificações)

FIDENS DESISTE DE OBRAS NO COMPERJ, DEIXA RASTRO DE DÍVIDAS E AMEAÇA 900 EMPREGOS

 

Mais uma empresa passa por sérias dificuldades em função das relações com a Petrobrás. Desta vez é a Fidens Engenharia, companhia mineira tradicional na área de construção civil e montagem industrial, que está entregando os contratos das três obras que possui no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, antes da conclusão. Além do atraso que a paralisação vai gerar, fica um enorme rastro de dívidas, ainda não calculado, com dezenas de fornecedores, grandes e pequenos, que deve acabar chegando à porta da Petrobrás. O presidente do Sinticom, Manoel Vaz, que representa os trabalhadores da região, estima que a parada nas obras deva gerar até 900 demissões e já procurou o Ministério Público para garantir a intermediação de uma reunião com a empresa e a petroleira.

A Fidens passa por um momento complicado financeiramente e solicitou à estatal uma paralisação temporária das atividades, até que seja identificada uma solução para a retomada das obras. A Petrobrás já está analisando alternativas para a continuação dos trabalhos e pretende buscar a garantia de que os operários recebam, por parte da Fidens, os valores decorrentes das rescisões de contratos, mas a estatal ainda não se posicionou oficialmente. O presidente do Sinticom ressalta que este também é o foco das atenções do sindicato.

“A nossa preocupação é o direito dos trabalhadores ser garantido e o reaproveitamento da mão de obra que será dispensada”, afirmou Vaz, contando que a reunião deve acontecer na próxima semana.

A Fidens vinha há algum tempo tentando negociar com a Petrobrás o recebimento de aditivos nos contratos, referentes às obras da Unidade de Tochas de Refino (U-5412); do primeiro conjunto de edificações; e da torre de resfriamento (U-5601) do Comperj. No entanto, as negociações não avançaram.

Duas das obras já estavam perto do fim, como contou Manoel Vaz, de modo que em breve haveria a desmobilização natural do encerramento de contratos. Porém, todas as três estão atrasadas. A primeira delas, referente ao conjunto de edificações, estava prevista para terminar em junho de 2013; a segunda, da torre de resfriamento, para agosto passado; e a do flare, para janeiro deste ano. Procurada, a Fidens preferiu não comentar o assunto.

Histórico

A questão é a mesma que vem afetando muitas empreiteiras contratadas pela estatal nos últimos dois anos. Alguns casos marcantes envolveram empresas que atuam há décadas no setor de óleo e gás brasileiro e acabaram se vendo em posições complicadas. Uma das primeiras a reclamar da postura da Petrobrás nas negociações foi a Tenace, da Bahia, que pediu a falência em novembro de 2012 e recebeu a aprovação da justiça em outubro do ano passado.

Na época, a empresa alegou que o projeto original de um contrato com a estatal precisou ser modificado em função de condições adversas encontradas no local da obra, realizada no Rio Grande do Norte, mas não obteve a aprovação da Petrobrás para os aditivos referentes aos custos extras que teve no empreendimento. A empresa empregava 3 mil funcionários.

Em janeiro de 2013 foi a vez do aperto da GDK, que pediu recuperação judicial por dificuldades financeiras, sendo que boa parte de seus contratos eram relativos à Petrobrás. Em fevereiro do mesmo ano, a Conduto também passava por um momento de aperto, quando sua dívida com credores chegou a cerca de R$ 80,6 milhões, fruto principalmente de problemas em uma obra na Refinaria Abreu e Lima (Rnest).

Em agosto, o caso da Multitek despertou de vez o sinal vermelho no mercado, quando a empresa anunciou a demissão de 1.700 empregados, reclamando de um débito da Petrobrás de R$ 245 milhões. Além do problema trabalhista, a questão gerou atrasos, já que a empresa, que atuava no setor há 28 anos, paralisou as 13 obras em que estava trabalhando para a estatal.

Pouco depois, a Produman, que realizava serviços de manutenção na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), também deu um passo atrás, demitindo cerca de 1.500 pessoas sem o devido pagamento das rescisões. Outras empresas, como Jaraguá, Egesa, Sertenco e Lomater também passam por complicações similares, mas o problema não parece ter sido muito bem avaliado internamente na Petrobrás.

A presidente da petroleira, Graça Foster, sempre que questionada, afirma que pleitos não significam compromissos, mas negociações. No final de setembro passado, ela reconheceu em entrevista coletiva que haviam sido realizadas algumas mudanças na forma de avaliação dos pleitos, mas não quis revelar o volume de recursos em discussão.

 

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