quinta-feira, 20 de março de 2014

Greve na Iesa eleva possibilidade de Petrobras transferir encomendas de módulos para plataformas

Uma situação que parecia resolvida volta a ameaçar o futuro do polo naval do Jacuí. Com a greve de trabalhadores iniciada nesta terça-feira na principal empresa do empreendimento, aumenta o risco de que parte das encomendas destinadas ao Rio Grande do Sul seja transferida para outros Estados.

Depois que a Petrobras tomou uma iniciativa pouco usual – passou a dividir a responsabilidade pelos pagamentos da empresa contratada – para garantir os equipamentos no prazo, a paralisação traz de volta a inquietação com o atraso das entregas.

Os 580 empregados da Iesa Óleo e Gás reivindicam melhores condições de trabalho, e ameaçam naufragar a possibilidade de cumprir o prazo de entrega dos primeiros 24 módulos, até junho deste ano. Conforme empresários em contato com a Iesa e a Petrobras, a estatal não estaria disposta a aceitar a perspectiva de atraso ainda maior. Sem os módulos, as plataformas do pré-sal que estão sendo construídas em Rio Grande não podem operar.

– A Petrobras espera para ontem esses módulos, é o pré-sal que está em jogo. A estatal deve direcionar parte dessas encomendas para outras indústrias até que a situação da Iesa se defina – afirma um dos empresários, que pede para não ser identificado.

O incômodo está na reincidência dos problemas em Charqueadas. Ao criar uma conta vinculada para pagar valores atrasados a fornecedores e empregados da Iesa, a Petrobras esperava que a atividade no polo fosse retomada imediatamente. Em 60 dias, seria definido um parceiro para ajudar a Iesa a concluir a entrega. A greve frustrou o planejamento.

Conforme executivos com trânsito nos pavilhões da Iesa, nenhum dos módulos sequer começou a ser produzido. A transferência de contrato seria algo incomum no histórico da Petrobras, e poderia abrir margem para que toda a encomenda fosse enviada para outro polo, como o de Macaé (RJ). Nesse caso, o futuro do polo do Jacuí seria uma incógnita.

A outra empresa no local, a Metasa, também está envolvida com contrato com a Petrobras: fornece a base para que a Iesa instale os módulos. Uma eventual mudança na encomenda poderia forçar a Metasa a renegociar com novos fornecedores. A empresa, no entanto, garante que permanece em Charqueadas, em razão de outros contratos já encaminhados.

Receosos de perder o investimento, nesta terça-feira prefeitos da região carbonífera tentaram convencer funcionários da Iesa a voltar ao trabalho. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Charqueadas, Jorge Luis Silveira de Carvalho, afirmou que está ciente do risco do contrato no valor de US$ 800 milhões ser transferido, mas descartou que funcionários retornariam ao trabalho.

A situação virou questão de honra para o governo estadual, que passou a blindar de entrevista assessores e executivos envolvidos nas negociações com a Iesa e a Petrobras. Somente o governador Tarso Genro e o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, negociam com as duas companhias.

– Não se nega que há uma situação complicada em Charqueadas, mas temos toda a convicção de que será resolvida, com os contratos mantidos para o polo do Jacuí – afirma Knijnik.

O que cada um faz

Polo naval de Rio Grande
Municípios: Rio Grande, São José do Norte, Pelotas, Capão do Leão e Arroio do Padre
Valor de encomendas: US$ 7 bilhões
Empregos: 18 mil
Primeiro a ser formado no Estado, como alternativa à importação de plataformas pela Petrobras, começou em 2007 unindo cascos que vinham do Exterior a um conjunto de módulos para formar uma plataforma de produção de petróleo. Os módulos são um conjunto de equipamentos, como um Lego gigante, cada um com funções específicas, desde hospedar trabalhadores até gerar energia. Agora, já começou a produção de oito cascos em série, os chamados replicantes, que precisam de mais módulos para se transformar em plataformas completas.

Polo naval do Jacuí
Municípios: Charqueadas, São Jerônimo, Taquari, Triunfo e General Câmara
Valor de encomendas: US$ 876 milhões
Empregos: 900
Começou a operar em 2012 com o objetivo de montar módulos para equipar os cascos produzidos em Rio Grande. O primeiro contrato foi o fornecimento de 24 módulos e dos pancakes (bases dos conjuntos). As peças, integradas na Iesa, seriam transportadas por balsa até Rio Grande. A proximidade dos polos do Jacuí e de Rio Grande ajudou a Iesa a oferecer um preço mais baixo para o contrato e a vencer a licitação da Petrobras.

Polo naval do Guaíba
Municípios: Porto Alegre e Guaíba
Criado por decreto em janeiro deste ano, pretende atrair fornecedores de serviços e peças. As duas primeiras empresas anunciadas são a Engevix e a Metalúrgica Koch, mas nenhuma ainda opera no local.

 

Fonte: Zero Hora

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