terça-feira, 18 de março de 2014

Situação do Polo Naval do Jacuí deixa Petrobras em estado de alerta

Alvo de polêmica desde que foi concebido, quando especialistas questionaram as razões de erguer um complexo distante de Rio Grande, onde plataformas da Petrobras são construídas, o Polo Naval do Jacuí virou preocupação política.

Desde que a Iesa Óleo e Gás passou a atrasar pagamentos e falhar na entrega de encomendas, em novembro do ano passado, o governo do Estado colocou em alerta assessores em Brasília e no Rio de Janeiro, sede da Petrobras, para pressionar pela manutenção dos contratos. O temor é de que as encomendas, ou parte delas, sejam repassadas para Macaé (RJ).

>> Funcionários e empresa se reúnem nesta segunda para discutir acordo e garantir funcionamento do Polo Naval do Jacuí

 

A situação se agravou neste mês, quando a Iesa parou por falta de dinheiro. No último dia 8, a Petrobras fez uma reunião de emergência na Refap, em Canoas, para buscar soluções. Ficou acertada a abertura de uma conta vinculada para pagar funcionários e fornecedores e a procura de um novo sócio para a Iesa.

— A principal interessada na manutenção do contrato no polo do Jacuí é a própria Petrobras. Não acredito que haverá desistência — afirma Marcus Coester, diretor da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), que acompanha a situação.

Outra empresa no Jacuí já tem um plano B para manter sua parte do contrato: caso a Iesa não se recupere, a Metasa, que investiu R$ 120 milhões em Charqueadas, poderá mandar por balsa os módulos para serem finalizados em outra cidade, mesmo no Rio. Mas a empresa garante que permanece no polo.

Encomendas garantem a permanência de indústria

Douglas Roso, diretor de construção e montagem da Metasa, informa que a indústria tem uma série de encomendas para a Iesa (que estão sendo produzidas), mas há outras duas empresas que já fizeram pedidos, o que garante a continuidade da produção em Charqueadas, onde trabalham cerca de 300 pessoas.

Na unidade que começou a funcionar em 2012 no município, a Metasa monta o que é chamado de pancake, a base que receberá em cima os módulos fabricados pela Iesa.

O que está em jogo

  • >O contrato da Petrobras com a Metasa e a Iesa em Charqueadas chega a US$ 800 milhões, e envolve a compra de 24 módulos, que serão utilizados em oito cascos.
  • >O Polo Naval do Jacuí emprega 950 pessoas, sendo que 600 estão na Iesa.
  • >Entre oportunidades diretas e indiretas, o polo emprega cerca de 1,5 mil pessoas, equivalente a 4% da população do município.
  • >A chegada do polo aumentou a arrecadação da prefeitura em R$ 500 mil no ano passado, número que irá crescer em 2014.

Módulos em construção

  • >Cascos: oito bases de plataformas do tipo FPSO, também chamadas de navio-plataforma, estão sendo construídas em série no polo naval de Rio Grande. Também é onde os módulos são encaixados.

 

  • >Módulos: é o que transforma o casco em plataforma. Parte desse equipamento deveria ser construída em Charqueadas, no polo de Jacuí. Os módulos formam a parte de cima das plataformas e incluem desde o alojamento para funcionários que trabalham e dormem a bordo até unidades de energia e as que separam petróleo, água e gás.

 

Fonte: Zero Hora

 

 

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