sábado, 24 de janeiro de 2015

Obra de até US$ 2 bilhões em Pasadena ficaria com UTC e Odebrecht, diz Costa

Paulo Roberto Costa detalhou atuação do lobista Fernando Soares
A obra de reforma da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que custaria de US$ 1 a 2 bilhões e não chegou a ser feita, já tinha duas empreiteiras definidas: a UTC e a Odebrecht. A informação faz parte de dois termos da colaboração premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que deu também detalhes da atuação do lobista Fernando Soares na diretoria internacional da Petrobras, que foi ocupada por Nestor Cerveró e cuja propina era destinada a políticos do PMDB. 


Costa afirmou que a obra destinada às duas empreiteiras seria coordenada pela diretoria de Engenharia e Serviços, que era comandada por Renato Souza Duque, indicado pelo ex-ministro José Dirceu. Incluído como investigado na Operação Lava-Jato, Dirceu recebeu da UTC transferências no valor de R$ 1,3 milhão, em 2012, e de R$ 939 mil, em 2013, a título de serviços de consultoria, assessoria e auditoria. Os depósitos foram feitos na empresa dele, a JD Assessoria e Consultoria. Outras duas empreiteiras investigadas na Lava-Jato, a Galvão Engenharia e a OAS, também contrataram serviços do ex-ministro.
Segundo o ex-diretor, que admitiu ter recebido de Soares US$ 1,5 milhão para não "causar problemas" na reunião destinada a analisar a compra da refinaria texana, foram executivos das duas empreiteiras que comentaram com ele sobre o acerto de contratação. Um deles é Ricardo Pessoa, da UTC, que está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e é acusado de ser o responsável pela operação do cartel de empreiteiras que atuava na Petrobras, agendando e comunicando reuniões entre as empresas. Márcio Faria e Rogério Araújo teriam sido os interlocutores da Odebrecht.
No depoimento, Costa disse que a associação com a Astra Oil era um mau negócio para a Petrobras, pois a refinaria de Pasadena só processava petróleo leve, o oposto da necessidade da Petrobras, que exporta petróleo pesado e cujo interesse seria refinar este tipo de produto lá fora. Além disso, acrescentou, a refinaria era velha e a Astra era apenas uma pequena trading sem qualquer experiência em refino. A associação com a estatal brasileira foi proposta a Cerveró por um ex-funcionário da área comercial da Petrobras chamado Alberto Feilhaber, que passou a trabalhar como representante da Astra. 
No depoimento, ele diz ainda que foram incluídos no contrato com a Astra duas cláusulas que não foram apresentadas na reunião de diretoria da Petrobras e na reunião com o Conselho de Administração. Uma delas, chamada de 'cláusula marlim", previa que a Petrobras garantiria à Astra um retorno mínimo de 6% mesmo que a quantidade de refino não fosse suficiente para garantir o lucro esperado pela sócia. Como o petróleo exportado pela Petrobras não era adequado à refinaria do Texas, a quantidade de refino não seria atingida. A segunda cláusula foi a "put option", que significa que se uma parte quiser sair do negócio a outra é obrigada a comprar, mas Costa considerou este item normal em grandes negócios.

Fonte: Jornal do Comércio (Agência O Globo)

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