quarta-feira, 4 de junho de 2014

Baixo investimento e ineficiência na infraestrutura atrapalham competitividade do Brasil

O baixo investimento anual do Brasil em infraestrutura – número que fica entre 2,2% e 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) – seria um dos grandes motivos para explicar o atraso que o País vive em termos de mais competitividade.

Na opinião do presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak, o aporte anual deveria ficar entre 4% e 4,5% para que o mercado brasileiro consiga ser competitivo em escala mundial. “A Índia, por exemplo, investe 6% do PIB em infraestrutura. Já as economias asiáticas aportam entre 8,9% e 10%. No ritmo atual, o Brasil demoraria um quarto de década para acompanhar esse crescimento”, disse o executivo durante palestra realizada ontem (29) no 9º Fórum Brasil ComexLog, em Santos (SP).

O executivo ressaltou ainda as limitações do setor público como restrição fiscal, falhas no planejamento e baixa qualidade dos projetos, como problemas adicionais que afastam o investidor e diminuem a capacidade do País crescer, em especial na área logística. “Se a acessibilidade dos portos é ruim, é óbvio que os investimentos privados são afetados diretamente”, disse ele.

Sobre os portos brasileiros, Frischtak apontou a necessidade de as Companhias Docas terem uma gestão mais eficiente, além da necessidade do governo garantir investimentos para ampliar os serviços nos terminais. “Os programas de arrendamentos em portos públicos envolvem aportes de R$ 17 bilhões, porém, até hoje, nenhuma das 121 áreas foi licitada”, disse.

Outro ponto que segue indefinido com relação ao setor portuário são os Terminais de Uso Privado (TUPs). A perspectiva do governo federal é que o modelo de negócio receba investimentos de R$ 11 bilhões, mas o problema, segundo o presidente da Inter.B, reside na burocracia que travam as negociações. “Mais de 40 terminais pediram a renovação antecipada de contratos de arrendamento. Temos de avançar com a agenda de reformas”, disse ele.

Para Frischtak, as mudanças verificadas no setor portuário, em função da aprovação da Lei de Modernização dos Portos (Lei 12.815/2013), trouxeram vantagens, mas também problemas. “Em alguns aspectos, a Lei dos Portos avançou, como com relação à gestão portuária. Em outros houve retrocesso, como a centralização das decisões em Brasília e o aumento dos custos nos portos públicos”, acrescentou.

Em busca de melhorar o desempenho do Porto de Santos, o diretor da Codesp, Paulino Moreira, afirmou que os 25 quilômetros do canal deverão ser alargados, com a perspectiva de chegar a 220 metros de largura, com 15 metros de profundidade, melhorando a recepção dos navios. De acordo com o executivo, a Codesp e a Secretaria dos Portos (SEP) elaboraram um plano de dragagem com traçado geométrico que visa a modernização do canal e, no que diz respeito à licitação dessas obras, as ações estão encaminhadas. “Essa dragagem tem propostas que serão decididas no dia 11 de junho, mas existem modernizações não só sobre dragagem. São ações que vão resultar em melhorias em todo o trecho, ao longo dos 25 km, porém serão 41 meses para as obras”.

Conforme Moreira, a SEP tem atuado diretamente com a atividade portuária e delegou à Codesp, no início deste ano, a prerrogativa de atuar enquanto a licitação, em junho, não ocorrer. “Já fizemos três intervenções importantes com um ganho de eficiência clara. Ano passado também tivemos um contrato importante, em que foram firmados compromissos para auxiliar trechos emergenciais”, completou.

Moreira apontou que para atuar no canal de navegação, “que é a estrada molhada mais importante de acesso ao Porto de Santos”, as empresas que analisam a licitação para o mês de junho têm formado consórcios. “E já temos trabalho sendo desenvolvido com programas ambientais de forma sistemática. São programas que envolvem as secretarias de meio ambiente das cidades que o Porto interage”, ressaltou o executivo da Codesp.

A necessidade de ampliação da capacidade do Porto de Santos também foi defendida pelo presidente do EcoPorto Santos, José Eduardo Bechara. Na opinião dele, o setor portuário exige um diálogo entre as empresas e o poder público altamente necessário. Ao DCI, ele afirmou que ações da Secretaria de Portos têm avançado, mas é de vital importância que o setor tenha maior agilidade nos processos de licitação na dragagem para que haja recuperação da capacidade do Porto de Santos. “A EcoPorto está investindo em suas instalações para alcançar maior ganho de eficiência e ampliar a capacidade de atuação. Nesse sentido estamos investindo R$ 140 milhões”, ressaltou ele.

A preocupação com a profundidade dos canais, assim como os berços para a atracação das embarcações também foi um assunto que levantou discussões acaloradas no Fórum. Conforme o diretor-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Matheus Muller, o modal aquaviário é como uma vitrine para o setor logístico, tanto que ele comparou o canal de um porto como se fosse considerado o cartão de visitas para os navios. “Um porto não vive sem navio e armador”.

Então, apontou ele, a importância de manter os canais com sinalização adequada e com sistema com tecnologia de ponta é imprescindível. “É preciso também oferecer condições que permitam os armadores trazerem navios com maior porte. Só assim é possível gerar economia de escala para os terminais. Então, o canal tem essa relevância, afinal sem os navios não se faz realmente negócios no comércio exterior.”

Promovido pela TVB Band Litoral, com apoio do jornal DCI, ambas, empresas das Organizações Sol Panamby, o Fórum Brasil ComexLog 2014 está na 9ª edição. A presidente das Organizações Sol Panamby, Alaide Quercia, ressaltou o legado do evento. Ela comentou que o Porto de Santos tem importância vital na economia brasileira e o evento contribui para o debate em prol da redução dos gargalos da infraestrutura no País. “No ano em que o Brasil sedia a Copa do Mundo e terá eleições majoritárias, temos uma oportunidade ímpar de contribuir para a reflexão em torno das questões logísticas e sugerir soluções aos especialistas e agentes do setor, além da própria população”, destacou.

Já a diretora Corporativa de Mídia do Grupo Sol Panamby, Claudia Rei, apontou que os pontos discutidos constarão de documento que será enviado ao governo federal, com o objetivo de transformar em ações positivas as recomendações levantadas durante o evento.

Fonte: Valor Econômico/publicado originalmente pelo jornal DCI

 

 


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