quarta-feira, 11 de junho de 2014

Brasil avança na construção de submarinos

Proteger 8.500 km de litoral e riquezas ocultas no fundo do mar, como as reservas do pré-sal e de minerais da Amazônia Azul. Com este objetivo, o Brasil avança na construção do primeiro de cinco submarinos, um deles com propulsão nuclear, em parceria com a França.

“O Brasil é detentor de riquezas que estão no nosso mar. É responsabilidade nossa ter uma força armada forte. Não para fazer guerra, mas para não entrar em guerra. Para que não tentem tomar nossas riquezas. O submarino de propulsão nuclear é uma das armas com maior possibilidade de dissuasão”, declarou em entrevista à AFP o almirante-de-esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld, coordenador-geral do Prosub, programa de desenvolvimento de submarinos, com custo estimado em R$ 23 bilhões (uns US$ 10 bilhões).

Os novos submarinos vão substituir os cinco convencionais que o Brasil possui atualmente, construídos entre 1980 e 1990, em parceria com a Alemanha, e que estão no fim da vida útil.

Em Itaguaí, 70 km ao sul do Rio de Janeiro, fica o complexo de 540 mil metros quadrados onde a empreiteira brasileira Odebrecht, a estatal francesa de Defesa DCNS e a Marinha do Brasil trabalham em conjunto para cumprir um cronograma que se estende até 2025.

Na unidade fabril, o primeiro submarino convencional (SBR1), previsto para lançamento ao mar em 2017, está 45% concluído, e o segundo (previsto para 2019) começa a ser construído. Os demais ficarão prontos a cada 18 meses.

As dimensões do complexo impressionam: na fábrica, com 38 metros de altura, operários trabalham nas enormes chapas de aço que, unidas, formarão o casco resistente dos submarinos convencionais que, prontos, terão 75 metros de comprimento e pesarão 2.000 toneladas.

A alguns metros de distância, 3.000 pessoas trabalham em ritmo acelerado para erguer o estaleiro, com inauguração prevista para novembro, onde as seções dos submarinos serão montadas.

A infraestrutura terá ainda um estaleiro de manutenção, uma base naval e um complexo radiológico, onde será feita a troca do combustível nuclear.

O submarino nuclear (SNBR), com 100 metros de comprimento e 6.000 toneladas, começará a ser construído em 2017 e será lançado em 2025.

Atualmente, apenas cinco países projetam e constroem submarinos nucleares: China, Reino Unido, EUA, Rússia e França.

Submarinos convencionais possuem restrições como o motor diesel-elétrico, que os obriga a ir à superfície a cada 12h ou 24h para carregar as baterias e mudar o ar respirado na cabine.

Mais caros, os de propulsão nuclear são mais velozes e não precisam vir à tona, pois utilizam energia atômica, fonte praticamente inesgotável, para mover seus motores, e o ar respirado é purificado através de um composto químico.

Patrimônio marítimo

Segundo a Marinha, os submarinos convencionais patrulharão pontos de comunicação muito intensa, como portos. O nuclear atuará em áreas mais distantes, onde estão as reservas do pré-sal – estimadas em até 35 bilhões de barris – e a Amazônia Azul, um território marítimo de 3,5 milhões de quilômetros quadrados, situado até 200 milhas náuticas (370 km) ao longo da costa.

Rica em biodiversidade, a Amazônia Azul, onde o Brasil exerce soberania, com direito a exploração, aproveitamento e gestão dos recursos naturais, tem minerais como fosforita, ouro, manganês e calcário, com aplicações diversas, da agricultura à construção civil.

Além disso, 95% do comércio exterior brasileiro passam pelo mar, onde o Brasil também prospecta a maior parte do petróleo e gás natural, destaca a Marinha.

Em 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovou a Estratégia Nacional de Defesa, que prevê que o Brasil deve impedir que forças inimigas se aproximem por via marítima, dotando-se de uma força naval submarina importante, com capacidade para projetar e fabricar os dois tipos de submarinos.

A França atendeu à demanda brasileira por transferência tecnológica e no mesmo ano, Lula e o então colega francês, Nicolas Sarkozy, firmaram um acordo em que a DCNS, detentora do projeto e construtora de submarinos, se comprometeu a fornecer material para construir as embarcações e infra-estruturas, fazer treinamento de pessoal, com a nacionalização dos equipamentos e sistemas para o desenvolvimento da indústria brasileira neste setor.

A única exceção é a parte nuclear, pois o reator e o combustível de urânio enriquecido são desenvolvidos com tecnologia brasileira.

Os cinco submarinos serão equipados com torpedos convencionais, pois a Constituição brasileira e o Tratado de Não-proliferação Nuclear (TNP), do qual o país é signatário, proíbem desenvolver ou adquirir armas atômicas.

Segundo o relatório “Tendências dos gastos militares no mundo”, do Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês), o Brasil se manteve em 2013 entre os 15 países com maiores gastos no setor, com despesas de US$ 31,5 bilhões (cerca de R$ 70 bilhões), embora tenha havido um recuo de 3,9% nos investimentos com relação a 2012.

Em 2013, o país comprou 36 aviões-caça Gripen da Suécia e, este ano, 28 aviões de transporte KC-390, da construtora brasileira Embraer.

Além dos submarinos, o acordo firmado com a França prevê a aquisição de 50 helicópteros de transporte militar EC-725.

Fonte: Informativo dos Portos


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segunda-feira, 9 de junho de 2014

JUSTIÇA APROVA PLANO DE RECUPERAÇÃO DA LUPATECH

A justiça homologou o plano de recuperação extrajudicial proposto pela Lupatech a seus titulares de Bônus Perpétuos. A companhia, que foi afetada por cortes na aquisição de serviços e equipamentos por parte da Petrobrás, sua maior cliente, ainda aguarda a manifestação da corte competente de Nova York referente ao requerimento que reconhece a validade do plano na jurisdição norte-americana.

Para a indústria de petróleo e gás, a Lupatech fornece cabos de poliéster para ancoragem de plataformas em águas profundas e ultraprofundas, válvulas, ferramentas para completação de poços, revestimentos especiais para tubos, compressores de gás, sistemas de monitoramento em fibra óptica e serviços gerais em plataformas. Além desses negócios, a empresa atua na produção e comercialização de válvulas industriais, com destaque para petroquímica, química, papel e celulose, alimentação, farmacêutica, siderúrgica, dentre outros.

Até o ano passado, a Lupatech acumulou uma dívida de R$ 1,43 bilhão. De acordo com o plano de recuperação, esse montante poderá se reduzir para um valor entre R$ 521,9 milhões e R$ 329,22 milhões.

Fonte: Petronotícias

 


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Amazônia atrai R$ 130 bilhões, mas enfrenta novos problemas

A riqueza mineral e o potencial da bacia hidrográfica fizeram da Amazônia um novo foco de investimentos do Brasil. Até 2022, o volume de obras anunciadas na região soma mais de R$ 130 bilhões, entre projetos de mineração, hidrelétricas e terminais portuários. Muito ainda deve vir pela frente, já que há vários estudos em andamento. O problema será contornar os impactos ambientais que boa parte dos projetos trarão para a região.

A nova ocupação da Amazônia

Os empreendimentos vão ajudar a turbinar a economia do Norte. Estudo da consultoria Tendências mostra que, entre 2015 e 2018, os Estados da região vão crescer 3,8% ao ano – acima da média nacional de 2,9%.

A renda familiar deverá seguir o mesmo ritmo e subir mais que o resto do País: 3,8%, ante 3,0%. Consequentemente, a população aumentará 1,35% ao ano no período (no Sul e Sudeste, a taxa ficará em 0,7%).

Pelas últimas previsões feitas pelo IBGE, no ano passado, o Norte alcançou 17 milhões de habitantes. Até 2018, serão 18,2 milhões. Nesse período, a taxa de desemprego terá ligeira queda, dos atuais 6,6% para 6,4%.

A partir de hoje, o Estado publica uma série de reportagens sobre o novo ciclo de investimentos na Amazônia, os reflexos na vida da população local e na comunidade indígena e os impactos nas áreas de preservação ambiental. Os empreendimentos têm sido motivo de preocupação entre governantes locais e ambientalistas, que questionam os benefícios dos projetos bilionários. “O País precisa rever seu olhar sobre a Amazônia e redesenhar o padrão de ocupação da região. Caso contrário, daqui a 30 anos estaremos discutindo a coexistência entre crescimento e pobreza”, argumenta o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB).

Pelas últimas previsões feitas pelo IBGE, no ano passado, o Norte alcançou 17 milhões de habitantes. Até 2015, serão 18,2 milhões. Nesse período, a taxa de desemprego terá ligeira queda, dos atuais 6,6% para 6,4%.

Com o esgotamento de potenciais hidrelétricos e o estrangulamento do sistema portuário das Regiões Sul e Sudeste, a solução tem sido erguer usinas e portos no Norte. O movimento começou com as usinas do Rio Madeira e Belo Monte e deve seguir com outros 13 mil megawatts (MW) nos próximos dez anos.

“Cerca de 60% do potencial hidrelétrico está na Região Norte, mas sabemos que apenas uma parte será explorada”, afirma o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

Para permitir o início dos estudos de São Luiz do Tapajós e Jatobá, as próximas usinas a serem leiloadas, a presidente Dilma Rousseff criou uma medida provisória e alterou os limites do Parque Nacional da Amazônia e de uma série de florestas, campos e áreas de preservação ambiental.

“Essa é uma das questões mais delicadas na discussão sobre as hidrelétricas do Tapajós. Não faz sentido ter critérios para criar uma área de preservação e não ter nenhum para diminuir essa mesma área”, critica o superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil, Jean-François Timmers. Nada garante que em outros casos medida semelhante seja adotada.

Além das questões ambientais, as últimas construções têm provocado sérios problemas sociais, como o inchaço populacional em cidades com infraestrutura precária. Quando um projeto de bilhões de reais chega a um pequeno município, quase sempre com ausência do Estado e indicadores precários, ele desestabiliza o pouco de equilíbrio que a população tem, afirma o governador do Pará. Segundo ele, embora seja o segundo maior saldo da balança comercial brasileira, grande produtor de energia e de minério e ter o 4.º ou 5.º maior rebanho de gado, o Pará tem uma renda per capita de um pouco mais da metade da média nacional.

No caso dos portos, o impacto tende a ser menor durante as obras. Mas, com o aumento de caminhões nas estradas rumo aos terminais e a expansão dos comboios nos rios, o cotidiano da população local muda radicalmente. E a captura de benefícios é ainda mais difícil. Os terminais são operados por poucas pessoas, já que têm um elevado grau de automatização.

“Na década de 70, fomos válvula de escape para a reforma agrária. Agora vamos ser para o esgotamento da logística? Não queremos ser apenas um corredor de passagem. Queremos que tenha projetos que agreguem valor aqui”, diz Jatene.

Pelas últimas previsões feitas pelo IBGE, no ano passado, o Norte alcançou 17 milhões de habitantes. Até 2015, serão 18,2 milhões. Nesse período, a taxa de desemprego terá ligeira queda, dos atuais 6,6% para 6,4%.

Fonte: Renée Pereira – O Estado de S. Paulo


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SÃO JOSÉ DOS CAMPOS RECEBERÁ CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PETRÓLEO E ENERGIA

O Centro de Convenções e Eventos do Parque Tecnológico do município de São José dos Campos (SP) receberá a Conferência Internacional e Expo – Energias: Petróleo e Renováveis nesta segunda-feira (9). O evento tem por finalidade apresentar o atual panorama energético internacional, desafios e propostas governamentais para uma maior cooperação e integração energética entre o Brasil e os países contemplados e representados no evento.

O perfil dos participantes no evento concentra empresários, técnicos, pesquisadores, além de profissionais das áreas de agronegócios, engenharia e construção, cooperativas, indústrias de transformação, etanol e biodiesel, empresas de geração de energia e distribuidoras, assim como lideranças governamentais, prefeitos, secretários estaduais e municipais de desenvolvimento econômico, energia, ciência e tecnologia; e ainda universidades, institutos tecnológicos, fornecedores e prestadores de serviços.

Durante os dois dias de painéis técnicos, os participantes irão ouvir especialistas e técnicos do setor e terão a oportunidade de conhecer de perto a experiência brasileira no que diz respeito à inovação e às novas tecnologias na produção e gestão de combustíveis renováveis na mobilidade urbana, na aviação e no setor automotivo.

O empresariado terá acesso às oportunidades de negócios e parcerias oferecidas pela indústria e mercado energético, apresentadas por executivos e tomadores de decisão no Desenvolvimento Econômico, local e internacional; e por empresas âncoras e líderes no setor do petróleo, biodiesel, etanol e de outras energias renováveis.

Fonte: Petronóticias

 


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RIO SEDIARÁ CURSO DE FORMAÇÃO EM FPSO

Acontecerá no Rio de Janeiro a FPSO Training Course Rio, que irá promover cursos de aperfeiçoamento destinado aos profissionais de FPSO. Seja na parte técnica ou comercial, o projeto permite uma compreensão completa de todo o ciclo, além de informações e responsabilidades na área.

O evento acontecerá entre os dias 10 e 12 de setembro, no JW Marriott Hotel, em Copacabana. O curso será ministrado por vários especialistas no ramo, como David Steed, da Crondall Energy. Para se inscrever, é necessário se cadastrar no site do evento.

Os oradores irão abordar temas para o bom desenvolvimento de projetos, desafios do ramo, avaliação e gerenciamento de riscos, segurança ambiental, além da interação e trocas de experiência entre os participantes.

 


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sábado, 7 de junho de 2014

Ex-atacante Fernandão morre aos 36 anos, após acidente de helicóptero

OBRIGADO GRANDE ÍDOLO POR PROPICIONAR GRANDES ALEGRIAS AOS COLORADOS, ESMERALDINOS E PORQUE NÃO AOS BRASILEIROS EM GERAL!!!

 

   

 

O ex-atacante Fernando Lucio da Costa, o Fernandão, morreu neste sábado após um acidente de helicóptero na cidade de Aruanã, em Goiás. Ele tinha 36 anos e viajava de sua casa no interior para a capital, Goiânia.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta de 1h30 deste sábado. Fernandão estava com mais quatro pessoas no helicóptero. Não há sobreviventes.

Nascido em Goiânia, no dia 18 de março de 1978, Fernandão começou a carreira nas divisões de base do Goiás, seu clube de coração. Destaque entre os juvenis, passou a ter chances nos profissionais em 1995, na campanha do oitavo lugar na Série A. Em 1996, foi um dos responsáveis pelo quarto lugar no Brasileirão.

O atacante ficou no clube até 2001, quando transferiu-se para o Olympique de Marselha. Na França, ele ainda teve uma passagem pelo Toulouse, por empréstimo, antes de voltar ao futebol brasileiro.

Foi no retorno, pelo Internacional, que Fernandão teve os melhores momentos da carreira. Entre 2004 e 2008, ele foi maior ídolo do time que ganhou a Libertadores e o Mundial, ambos em 2006. Fernandão marcou época e entrou na lista de grandes jogadores da história do clube gaúcho.

Em 2008, seduzido por uma proposta milionária do Alh-Gharafa, do Catar, o atacante partiu para mais uma passagem fora do Brasil. Mas, em 2009, ele retornou ao país e a seu primeiro clube, o Goiás.

Anunciado como a maior contratação da história do clube, Fernandão fez boas partidas em seu retorno, mas não foi o mesmo ídolo da primeira passagem pela equipe esmeraldina. Em 2010, ele foi negociado com o São Paulo, onde encerrou a carreira, no ano seguinte.

Depois de pendurar as chuteiras, o atacante voltou a trabalhar no Internacional - primeiro como dirigente, depois sendo treinador. Nas duas funções, contudo, ele não teve o mesmo destaque.

Nos últimos meses, Fernandão começava uma nova carreira: a de comentarista. Ele participava de transmissões do SporTV e seria uma das novidades do canal na transmissão da Copa do Mundo.

 

Fonte: ESPN.UOL


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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Os trens chineses.... e nós construindo estádios caríssimos e superfaturados!!!!

HÁ 39 ANOS ATRÁS QUANDO O PRESIDENTE NIXON VISITOU A CHINA,(INÍCIO DA ABERTURA AO CAPITALISMO) NÃO HAVIA CARROS, ÔNIBUS, AVIÕES, ETC... SÓ BICICLETAS... 





Enquanto nossos políticos falam, falam,
nada decidem e o tempo passa, vejam
o que os chineses já alcançaram
em termos de transportes ferroviários.
Impressionou-me atingirem velocidades
de 301 km/h produzindo
menos de 67 dB de ruído.

 


Conclusão:
    
Estamos MUITO atrasados.


Beijing-Shanghai high-speed rail.
Beijing departure station




 




The train speed is 350 km/hr


 

 
The crew to board the
Beijing-Shanghai high-speed train.

 

 

 

 
The crew staff are preparing food.


 

 
The trains have 1st class,
business and VIP cars,
as well as economy class of course.
There are also dedicated disabled areas,
wheelchair accessible bathrooms
and corridors.












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Baixo investimento e ineficiência na infraestrutura atrapalham competitividade do Brasil

O baixo investimento anual do Brasil em infraestrutura – número que fica entre 2,2% e 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) – seria um dos grandes motivos para explicar o atraso que o País vive em termos de mais competitividade.

Na opinião do presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak, o aporte anual deveria ficar entre 4% e 4,5% para que o mercado brasileiro consiga ser competitivo em escala mundial. “A Índia, por exemplo, investe 6% do PIB em infraestrutura. Já as economias asiáticas aportam entre 8,9% e 10%. No ritmo atual, o Brasil demoraria um quarto de década para acompanhar esse crescimento”, disse o executivo durante palestra realizada ontem (29) no 9º Fórum Brasil ComexLog, em Santos (SP).

O executivo ressaltou ainda as limitações do setor público como restrição fiscal, falhas no planejamento e baixa qualidade dos projetos, como problemas adicionais que afastam o investidor e diminuem a capacidade do País crescer, em especial na área logística. “Se a acessibilidade dos portos é ruim, é óbvio que os investimentos privados são afetados diretamente”, disse ele.

Sobre os portos brasileiros, Frischtak apontou a necessidade de as Companhias Docas terem uma gestão mais eficiente, além da necessidade do governo garantir investimentos para ampliar os serviços nos terminais. “Os programas de arrendamentos em portos públicos envolvem aportes de R$ 17 bilhões, porém, até hoje, nenhuma das 121 áreas foi licitada”, disse.

Outro ponto que segue indefinido com relação ao setor portuário são os Terminais de Uso Privado (TUPs). A perspectiva do governo federal é que o modelo de negócio receba investimentos de R$ 11 bilhões, mas o problema, segundo o presidente da Inter.B, reside na burocracia que travam as negociações. “Mais de 40 terminais pediram a renovação antecipada de contratos de arrendamento. Temos de avançar com a agenda de reformas”, disse ele.

Para Frischtak, as mudanças verificadas no setor portuário, em função da aprovação da Lei de Modernização dos Portos (Lei 12.815/2013), trouxeram vantagens, mas também problemas. “Em alguns aspectos, a Lei dos Portos avançou, como com relação à gestão portuária. Em outros houve retrocesso, como a centralização das decisões em Brasília e o aumento dos custos nos portos públicos”, acrescentou.

Em busca de melhorar o desempenho do Porto de Santos, o diretor da Codesp, Paulino Moreira, afirmou que os 25 quilômetros do canal deverão ser alargados, com a perspectiva de chegar a 220 metros de largura, com 15 metros de profundidade, melhorando a recepção dos navios. De acordo com o executivo, a Codesp e a Secretaria dos Portos (SEP) elaboraram um plano de dragagem com traçado geométrico que visa a modernização do canal e, no que diz respeito à licitação dessas obras, as ações estão encaminhadas. “Essa dragagem tem propostas que serão decididas no dia 11 de junho, mas existem modernizações não só sobre dragagem. São ações que vão resultar em melhorias em todo o trecho, ao longo dos 25 km, porém serão 41 meses para as obras”.

Conforme Moreira, a SEP tem atuado diretamente com a atividade portuária e delegou à Codesp, no início deste ano, a prerrogativa de atuar enquanto a licitação, em junho, não ocorrer. “Já fizemos três intervenções importantes com um ganho de eficiência clara. Ano passado também tivemos um contrato importante, em que foram firmados compromissos para auxiliar trechos emergenciais”, completou.

Moreira apontou que para atuar no canal de navegação, “que é a estrada molhada mais importante de acesso ao Porto de Santos”, as empresas que analisam a licitação para o mês de junho têm formado consórcios. “E já temos trabalho sendo desenvolvido com programas ambientais de forma sistemática. São programas que envolvem as secretarias de meio ambiente das cidades que o Porto interage”, ressaltou o executivo da Codesp.

A necessidade de ampliação da capacidade do Porto de Santos também foi defendida pelo presidente do EcoPorto Santos, José Eduardo Bechara. Na opinião dele, o setor portuário exige um diálogo entre as empresas e o poder público altamente necessário. Ao DCI, ele afirmou que ações da Secretaria de Portos têm avançado, mas é de vital importância que o setor tenha maior agilidade nos processos de licitação na dragagem para que haja recuperação da capacidade do Porto de Santos. “A EcoPorto está investindo em suas instalações para alcançar maior ganho de eficiência e ampliar a capacidade de atuação. Nesse sentido estamos investindo R$ 140 milhões”, ressaltou ele.

A preocupação com a profundidade dos canais, assim como os berços para a atracação das embarcações também foi um assunto que levantou discussões acaloradas no Fórum. Conforme o diretor-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Matheus Muller, o modal aquaviário é como uma vitrine para o setor logístico, tanto que ele comparou o canal de um porto como se fosse considerado o cartão de visitas para os navios. “Um porto não vive sem navio e armador”.

Então, apontou ele, a importância de manter os canais com sinalização adequada e com sistema com tecnologia de ponta é imprescindível. “É preciso também oferecer condições que permitam os armadores trazerem navios com maior porte. Só assim é possível gerar economia de escala para os terminais. Então, o canal tem essa relevância, afinal sem os navios não se faz realmente negócios no comércio exterior.”

Promovido pela TVB Band Litoral, com apoio do jornal DCI, ambas, empresas das Organizações Sol Panamby, o Fórum Brasil ComexLog 2014 está na 9ª edição. A presidente das Organizações Sol Panamby, Alaide Quercia, ressaltou o legado do evento. Ela comentou que o Porto de Santos tem importância vital na economia brasileira e o evento contribui para o debate em prol da redução dos gargalos da infraestrutura no País. “No ano em que o Brasil sedia a Copa do Mundo e terá eleições majoritárias, temos uma oportunidade ímpar de contribuir para a reflexão em torno das questões logísticas e sugerir soluções aos especialistas e agentes do setor, além da própria população”, destacou.

Já a diretora Corporativa de Mídia do Grupo Sol Panamby, Claudia Rei, apontou que os pontos discutidos constarão de documento que será enviado ao governo federal, com o objetivo de transformar em ações positivas as recomendações levantadas durante o evento.

Fonte: Valor Econômico/publicado originalmente pelo jornal DCI

 

 


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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Incêndio na plataforma da Petrobras deixa seis feridos


Um incêndio atingiu a plataforma Namorado 1 da Petrobras, localizada no campo de Namorado, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, e deixou seis funcionários feridos. O foco de incêndio foi registrado no final da tarde deste sábado (31) nas imediações do tanque de água. Segundo a Petrobras, os trabalhadores eram da empresa Odebrecht Oil & Gas. Eles apresentaram ferimentos leves, sendo que cinco precisaram deixar a plataforma em Macaé, no Rio de Janeiro. Os funcionários passaram por avaliação médica e foram liberados.  

A Petrobras informou ainda que os equipamentos de combate a incêndio foram acionados e houve atuação da brigada de emergência da plataforma, conforme treinamentos realizados pela companhia. Em função do incêndio foi necessário interromper temporariamente a produção na plataforma. Após inspeções, as atividades serão retomadas. No mês de abril a unidade produziu, em média, cerca de 2,4 mil barris de óleo por dia.

Por meio de nota, a companhia anunciou que o fato foi comunicado às autoridades competentes e que iniciará investigação para apurar as causas do incidente. 

Fonte: Portal Terra

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Atrasos preocupam investidores da área de óleo e gás no estado do Rio Grande do Sul

Não são as repercussões na Petrobras quanto à compra da refinaria de Pasadena ou o fato de ser um ano eleitoral os pontos que assustam os empreendedores do setor nacional de óleo e gás. O que causa mais receios nos operadores desse segmento é o descumprimento de cronogramas dentro dessa cadeia. O coordenador do Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore da Fiegrs, Marcus Coester, considera que a maior preocupação são os atrasos no processo produtivo. O dirigente argumenta que isso impacta os resultados da Petrobras e a capacidade de reinvestimento da estatal.
Uma companhia que está enfrentando dificuldades para atender aos cronogramas pré-estabelecidos é a Ecovix, responsável pelo complexo Estaleiro Rio Grande (ERG).
A empresa possui a encomenda de oito cascos para plataformas FPSOs (unidades flutuantes que produzem e armazenam petróleo) e de três navios-sonda. O primeiro desses cascos, o da plataforma P-66, deveria ser encaminhado no dia 28 de junho para Angra dos Reis, onde será feita a parte de integração e complementação. No entanto, a estrutura somente seguirá para o Rio de Janeiro em setembro.
O diretor da Ecovix Alexandre Canhetti informa que não está descartada a possibilidade de que alguns serviços que deveriam ser feitos em Rio Grande sejam concluídos em Angra. Se isso se confirmar, a companhia enviará um grupo de funcionários para completar a tarefa.
Entre os fatores que provocaram o adiamento estão paralisações de trabalhadores e a demora no fornecimento de matérias-primas como, por exemplo, tubulações.
Outro casco que pode sofrer com a demora é o da P-68. Uma alternativa para evitar que isso ocorra é fazer na China parte da plataforma. “Isso ainda está em análise”, admite Canhetti. O executivo argumenta que, se acontecer, a empresa recuperará os prazos originais das outras demandas. O prazo de entrega da P-68 seria o primeiro trimestre do próximo ano. Se o trabalho for dividido com empresas asiáticas, lá será focado o serviço no casco e o Rio Grande do Sul ficaria responsável pela parte de softwares e outros equipamentos.


Assim como a plataforma, a construção do complexo chamado ERG 3 também está aquém do desejado. A estrutura compreende um enorme almoxarifado e servirá para desocupar áreas do ERG 1 e ERG 2 (onde estão localizados o cais e o dique seco do estaleiro). Canhetti comenta que a empresa aguarda a licença do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para iniciar efetivamente as obras.
Apesar dessas dificuldades, ontem, a Ecovix teve uma boa notícia que foi o final da paralisação dos trabalhadores do estaleiro de Rio Grande, iniciada na segunda-feira, devido à reivindicação de ganho salarial.
O executivo comentou durante o Congresso Internacional Navegar, promovido pela Revista Conexão Marítima, em Porto Alegre, que a mão de obra continua sendo um gargalo para as empresas do setor na Metade Sul gaúcha. No entanto, o cenário tem melhorado.
Antigamente, o desafio era conseguir pessoal. Hoje, é atrair o profissional mais qualificado e, de preferência, morador da região. Além de desenvolver a economia local, a estratégia evita o problema do “êxodo” de muitos trabalhadores de origem nordestina, que preferem deixar o Rio Grande do Sul quando o frio do inverno chega. Quanto a empecilhos de infraestrutura, o dirigente cita a interrupção dos voos regulares até Rio Grande, com o aeroporto só recebendo aeronaves esporadicamente.
De acordo com o coordenador do Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore da Fiegrs, o Rio Grande do Sul registra atualmente mais de US$ 10 bilhões em encomendas dessa área. Para Coester, é importante que o Estado persista na consolidação dessa indústria.

Estaleiro de São José do Norte tem cerca de 75% das obras feitas
Com a encomenda da integração dos módulos no casco da plataforma de petróleo P-74 garantida, o grupo Estaleiros do Brasil (EBR) segue a construção do seu estaleiro em São José do Norte. O presidente da empresa, Alberto Padilla, informa que aproximadamente 75% das obras do complexo (que iniciaram em setembro de 2013) já foram concluídas.
O executivo enfatiza que, mesmo sem estar totalmente finalizado, o estaleiro já está operando, no que considera a sua primeira fase. O término total do empreendimento deverá ocorrer em janeiro do próximo ano. Hoje, com a implantação do estaleiro e na operação em geral do projeto da P-74 estão sendo gerados 1,32 mil empregos. Em 2015, no pico dos trabalhos na P-74, serão cerca de 3 mil pessoas atuando no local. Segundo Padilla, o cronograma da plataforma deve ser cumprido com a entrega da estrutura para a Petrobras em dezembro de 2015.

Abenav prevê mais de US$ 100 bilhões em negócios até 2020
O momento para a indústria naval e offshore (plataformas e sondas de petróleo) no País continua muito bom, afirma o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça. Até 2020, conforme a instituição, a demanda para a área no Brasil deve chegar a US$ 118 bilhões. No ano passado, o setor gerou cerca de 70 mil postos diretos de trabalho e, para 2016, a expectativa é atingir em torno de 100 mil empregos.
Quanto ao Rio Grande do Sul, o dirigente ressalta que o Estado já é o segundo polo naval brasileiro, atrás somente do Rio de Janeiro, com um enorme potencial para continuar crescendo. O integrante da Abenav acrescenta que para a indústria nacional, olhando para um horizonte mais distante, há um fator muito importante que é o pré-sal, que pode significar o desenvolvimento sustentável do setor no futuro. “A gente não pode olhar o assunto no dia de hoje, principalmente na nossa indústria em que o prazo de maturação dos projetos é muito longo.”
Atualmente, Mendonça admite que a Petrobras vive um momento delicado. Contudo, o dirigente não vê isso como um grande obstáculo para o segmento naval, o que pode causar transtornos é o preço do petróleo cair. Sobre a aquisição de equipamentos com conteúdo nacional por parte dos estaleiros, Mendonça adverte que as empresas não conseguirão ser competitivas, se os fornecedores delas não forem competitivos.
Segundo o dirigente, pelo lado dos estaleiros, não está se percebendo dificuldades para atingir os níveis de conteúdo local contratados, que, muitas vezes, chegam ao índice de 65%. Os empecilhos encontram-se em alguns itens e materiais específicos como, por exemplo, queimadores. Porém, Mendonça reforça que, em algumas situações, a diferença de preços dos fornecedores brasileiros é muito grande em relação aos concorrentes internacionais, o que afeta a competitividade.

Fonte: Jornal do Commercio (POA)/Jefferson Klein

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Operação Lava-Jato (PETROBRAS)

Área comandada por Paulo Roberto Costa na Petrobras assinou contratos firmados na informalidade.

Navios responsáveis pelo transporte de produtos da estatal eram negociados sem pesquisa de preço ou análise de documentos. Dados constam em relatório elaborado por auditores, diz jornal

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras (Daniel Castellano/AGP/Folhapress)
Um relatório produzido por um grupo de auditores da Petrobras aponta que acordos milionários foram fechados durante a gestão de Paulo Roberto Costa sem obedecer a requisitos mínimos de controle estabelecidos pela estatal - alguns deles, baseados apenas em autorizações verbais. É o que informa reportagem desta segunda-feira do jornal Folha de S. Paulo, com base no relatório da auditoria. O relatório data de 2009 e aponta que o setor de abastecimento da estatal, comandado por Costa até 2012, fechou contratos de frete de maneira informal. O ex-diretor da estatal foi preso na operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Investigado sob suspeita de corrupção, Costa foi liberado da cadeia na semana passada.
O documento mostra que operações feitas em 2008, e totalizando 278 milhões de dólares, não obedeceram aos critérios de controle. As irregularidades envolveram contratações de navios. Segundo a análise feita pelos auditores da Petrobras, os contratos analisados descumpriram "procedimentos previstos no manual de afretamento" e referem-se a irregularidades na contratação de navios, responsáveis pelo transporte de produtos.
Em VEJA desta semana: Operação Lava-Jato: os nobres clientes do doleiro
Entre as falhas apontadas, há falta de autorização por escrito para iniciar processos de frete, autorização prévia para tomada de preços com aval de gerente e contratações informais que levaram até 390 dias para serem registradas no sistema. Alguns contratos sequer apontam registro de informações de histórico de negociação no sistema de conferência de compras da Petrobras e da empresa prestadora de serviço. Com a falta de registro e informações não detalhadas, auditores relatam que há impedimento para analisar como os negócios foram firmados e, portanto, dificuldades de apuração de irregularidades.
O relatório indica ainda a necessidade de rever o manual de afretamento, a contratação de terceirizados para o serviço. "Descontroles dessa magnitude podem ser resultado de falta de comando, falhas de comunicação, pressa. É uma situação inadmissível em uma empresa desse porte, e abre caminho para má fé", afirmou ao jornal Fernando Filardi, pesquisador da área de administração do Ibmec-RJ.
Destino de 18% de todos os investimentos da Petrobras, a área de abastecimento é a segunda mais importante da empresa, atrás apenas de Exploração e Produção, alvo de 70% dos recursos. Além da comercialização de petróleo e derivados - atividade que demanda contratações de navios para movimentação de carga em todo o mundo-, estão sob sua responsabilidade a gestão das 13 refinarias no Brasil e a construção de outras quatro.
O uso de empresas terceirizadas para o transporte de produtos produzidos pela Petrobras foi algo de investigação durante a Operação Lava-Jato. A PF apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro com recursos da petroleira e outras fontes. Entre os investigados da PF estão Costa, que ficou preso por dois meses por suspeita de destruir provas, e o doleiro Alberto Yousseff.
Procurada pela Folha, a Petrobras informou não ter constatado "irregularidades ou prejuízos" nas operações auditadas na diretoria de abastecimento. As falhas e irregularidades constatadas pela auditoria interna da empresa são "explicadas em parte pela dinâmica de mercado à época e pelo aumento das contratações de frete", informou. A Petrobras afirmou também que acatou as sugestões de melhorias em seus processos internos feitas pelo grupo de auditores.
Fonte: VEJA

quinta-feira, 22 de maio de 2014

PF aponta 'organização criminosa' na Petrobras

Ex-diretor de abastecimento da empresa é investigado por esquema de lavagem de dinheiro.

Ex-diretor da Petrobras é investigado por esquemas da estatalMarcos Arcoverde/Estadão Conteúdo
A Polícia Federal investiga a ligação entre a compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, nos EUA, e o esquema de lavagem de dinheiro desbaratado em 17 de março pela Operação Lava-Jato, que envolve suspeitas ligadas à obras na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Os investigadores citam a existência de uma possível "uma organização criminosa" que estaria atuando "no seio" da estatal de petróleo.
Os dois casos têm um personagem em comum: o ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, que ficou no cargo entre os anos de 2004 e 2012.
A compra de Pasadena, iniciada em 2006 com a aquisição de 50% da refinaria de uma empresa belga, a Astra Oil, é cercada de polêmica em razão do preço pago pela Petrobrás. Após o negócio ser fechado, a estatal brasileira indicou um integrante para representá-la no conselho de proprietários. Esse representante era Paulo Roberto Costa.
Após um litígio envolvendo questões contratuais, a Petrobras acabou desembolsando mais de R$ 1,2 bilhão pela compra de 100% da refinaria. A Polícia Federal suspeita que as operações envolvendo a unidade tenham sido usadas para pagamento de propinas e "abastecimento de grupos" que atuavam na estatal.
Ofício
É em um ofício enviado em 22 de abril ao juiz federal Sérgio Fernando Moro, do Paraná, que o delegado Caio Costa Duarte, da Divisão de Repressão a Crimes Financeiros em Brasília, cita a existência de "uma organização criminosa no seio" da estatal, que atuaria desviando recursos, e pede o compartilhamento de provas da Operação Lava-Jato.
Segundo o ofício, o "empréstimo" das provas e do material apreendido na Lava-Jato seria de "grande valia" para a condução do inquérito sobre Pasadena.
"A citada refinaria teria sido comprada por valores vultosos, em dissonância com o mercado internacional, o que reforça a possibilidade de desvio de parte dos recursos para pagamento de propinas e abastecimento de grupos criminosos envolvidos no ramo petroleiro", descreve o delegado. "Acrescentando-se a isto, apura-se possível existência de uma organização criminosa no seio da empresa Petrobrás que atuaria desviando recursos com consequente remessa de valores ao exterior e retorno do numerário via empresas offshore", completa o policial.
O documento da PF foi lido hoje na Câmara pelo líder do Solidariedade, Fernando Francischini (PR). "O delegado chefe das investigação Pasadena pediu cópia da operação dizendo que descobriu que o ex-diretor da Petrobras era conselheiro da refinaria e da trading na época da aquisição. E que todo o cruzamento dos dados mostra que o Paulo Roberto estava trazendo dinheiro de fora, via off shore, via Alberto Youssef", afirmou o deputado paranaense.
Celeridade
No ofício, o delegado sustenta que o compartilhamento das provas traria economia processual e celeridade da investigação. "Em linha gerais, adentrando no mérito do procedimento persecutório, a partir da compra de uma refinaria no Estado do Texas/EUA (Pasadena), por parte da Sociedade de Economia Mista Petrobras, possíveis valores teriam sido enviados ou mantidos no exterior sem a respectiva declaração aos órgãos competentes", diz ele.
A Operação Lava-Jato foi deflagrada em março deste ano para desarticular organizações criminosas que tinham como finalidade a lavagem de dinheiro em diversos estados da Federação. De acordo com as informações fornecidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF/MF), integrantes do esquema teria movimentado até R$ 10 bilhões.
Abreu e Lima
Uma das suspeitas da Polícia Federal é que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás atuou como elo entre o doleiro e a estatal.
Costa teria atuado, por exemplo, em contratos de obras da Petrobrás tocadas pelo consórcio liderado pela empreiteira Camargo Correa na refinaria Abreu e Lima, em construção no Estado de Pernambuco.
O ex-diretor da Petrobrás nega ter participado de ilegalidades envolvendo a estatal.
Procurada na noite de hoje, a Petrobras informou que não tinha conhecimento da nova linha de investigação da PF. 
Fonte: R7

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