sábado, 12 de março de 2011

Uma aula de inovação (Parques tecnológicos)

Conheça os atrativos dos parques tecnológicos e saiba por que até mesmo as gigantes multinacionais decidem instalar centros de inteligência próximos a universidades

Seria impossível falar de inovação na Região Sul sem mencionar os parques tecnológicos. Diversos fatores, como o pedigree das empresas instaladas nesses locais e a proximidade com a academia, estimulam a criatividade, a pesquisa e o desenvolvimento. Avançadas em relação a outros Estados – e, por que não, países –, as universidades do Sul concentram importantes centros tecnológicos. Um pouco à frente dos vizinhos, o Rio Grande do Sul possui parques tratados como referências mundiais – casos do Tecnopuc, em Porto Alegre (RS), e do Tecnosinos, em São Leopoldo (RS). Aos poucos, Paraná e Santa Catarina também começam a entrar nessa nova rota da inovação, com iniciativas como a do Tecnoparque, em Curitiba (PR).


O agradável clima acadêmico
Atualmente, o Rio Grande do Sul possui três parques científicos-tecnológicos funcionando a pleno vapor: o Tecnopuc, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o Tecnosinos, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), e o Valetec, na Feevale. E ainda existem outros em fase de desenvolvimento, como o parque da região de Santa Cruz do Sul, ligado à Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), outro em Bom Princípio, junto com à Universidade de Caxias do Sul (UCS), e em Erechim, ligado à Universidade Regional Integrada (URI). Os incentivos fiscais, a proximidade com a academia e, claro, o ambiente propício à inovação são os principais atrativos. Não à toa, diversas empresas, dos mais variados portes, nacionais e internacionais, escolheram o Estado para instalar seus núcleos de inteligência – casos de uma HP, SAP e Dell.

inovao350Foi o que fez a Stefanini, provedora global de serviços de consultoria em TI, integração e desenvolvimento de sistemas e outsourcing. Duplamente. A empresa tem unidades no Tecnopuc e no Tecnosinos. “Fomos uns dos primeiros a chegar aos dois parques. Praticamente crescemos junto com eles”, orgulha-se Carla Azevedo, diretora da Unidade de Porto Alegre (RS). Além dos parques gaúchos, a empresa também se instalou em outros centros tecnológicos do Brasil. “A Stefanini teve sua origem na área de treinamento para TI, ou seja, está no DNA da empresa a questão da capacitação. A proximidade com as universidades só potencializa isso”, conta Carla.

Além de contar com profissionais mais qualificados, a integração com a academia auxilia a área de pesquisa da Stefanini, que acontece por meio do estudo dos funcionários. “Quem deseja fazer um mestrado é estimulado, com bolsa de estudo, a desenvolver pesquisas que interessem à empresa”, explica a executiva. Além isso, a companhia participa de projetos de pesquisa de outras organizações, numa forma de parceria.

Na unidade de Porto Alegre, está instalada a área de desenvolvimento de sistemas, administração, outsourcing e fábrica de softwares. Em São Leo­poldo, funciona a infraestrutura. A escolha pelos parques da Região Metropolitana da capital gaúcha também se deu pela proximidade de dois grandes clientes: a Gerdau, em Sapucaia do Sul (RS), a poucos quilômetros da Unisinos, e a Dell, que também está instalada no Tecnopuc. “Além disso, o ambiente é muito gostoso. Os funcionários se sentem seguros e tranquilos”, destaca.

Felipe Soares, diretor da Dell – empresa instalada no Tecnopuc –, concorda. “O clima organizacional é bárbaro. Dentro do parque, não existem restaurantes ou lancherias. Isso faz com que funcionários e gestores entrem no ambiente universitário. Então, nós acabamos almoçando com professores, diretores de unidade e pró-reitores”, conta.

No Tecnopuc, está instalado o único Centro de Tecnologia da Dell na América Latina, responsável pela criação e manutenção dos sistemas mundiais da marca. Trata-se, também, do primeiro Centro de Tecnologia fora dos Estados Unidos. A partir dele, foram inauguradas unidades na Índia e na Malásia. “O que pesou muito na escolha do Brasil foi a Lei de Informática. O Rio Grande do Sul partiu de algumas premissas. Primeiro, já tínhamos a unidade em Eldorado do Sul (RS). Além disso, o Estado detém ótima mão de obra e baixa rotatividade de pessoas, comparado a São Paulo e Rio de Janeiro”.

A seleção por um parque tecnológico ocorreu por diversos motivos. Um deles é a rede que acaba se formando com as diversas empresas instaladas. “Aqui, a relação com as outras empresas é muito sadia. O modelo de parque tecnológico que o Brasil está implantando, associado a uma entidade ou universidade, é um exemplo a ser utilizado em qualquer lugar do mundo”, ressalta. “Mas o principal motivo foi a questão da inovação, sem dúvida. E ainda  existe o nosso papel social. Dentro da instituição, ajudamos a PUCRS a estar permanentemente atualizada naquilo que é importante ensinar aos estudantes. É a junção das duas vias. De um lado, a visão do que o mercado está precisando. De outro, a academia mostrando o que irá acontecer no futuro. Essa união tem tudo para dar certo para o país, para a academia, para a empresa e para os futuros profissionais”, completa Soares.

Além de incentivar seus funcionários a serem inovadores por meio de cursos de pós-graduação, a Dell criou, há cerca de três anos, o programa EmployeeStorm – site no qual os colaboradores de todo o mundo podem postar suas ideias, que se tornam visiveis para todos que acessarem o endereço.  “As pessoas ainda podem comentar e votar. Muitas dessas sugestões realmente resultam em um produto ou em um serviço para o cliente final”, informa. O canal também foi aberto para os consumidores. “As pessoas interagem com os especialistas da Dell. Muitas vezes, as opiniões do mercado resultam até em mudanças de estratégias na corporação”.


Vantagens para todos

Fruto da fusão das empresas Nokia Networks e Siemens Communications, maior fornecedor de infraestrutura de redes de telecomunicações na América Latina, o grupo alemão-finlandês Nokia Siemens Networks (NSN) escolheu o Tecnoparque, em Curitiba (PR), para fincar bandeira no Brasil. Além dos incentivos fiscais, a escolha aconteceu pela proximidade com o meio acadêmico. Segundo Marcio Machado, gerente de Desenvolvimento e Serviços da Nokia Siemens Networks Serviços do Brasil, a relação traz vantagens a todos. “Para o país, fortalece o sistema de inovação nacional. Para a universidade, pesa a oportunidade de ter acesso a projetos e atividades desenvolvidas pela empresa – além conhecer o mercado em que a empresa está inserida, estar informada sobre tendências tecnológicas e ter acesso a ferramentas e laboratórios de última geração para o desenvolvimento de atividades acadêmicas, de graduação e pesquisa. Para a companhia, a vantagem é poder conhecer e utilizar os conhecimentos do corpo docente em parcerias de capacitação e desenvolvimento de projetos”, enumera.

Instalada desde agosto de 2009 no Tecnoparque, a NSN está satisfeita com a parceria. “Trata-se de uma relação que deve ser promovida e intensificada, pois as três instituições são beneficiadas. Troca-se conteúdos e conhecimentos entre os atores governo, empresa e universidade”, finaliza.

A unidade paranaense da Nokia Siemens Networks atua no desenvolvimento de serviços profissionais em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), para atender aos mercados brasileiro e de outros países da América Latina. São aproximadamente 340 profissionais – em sua maioria engenheiros, tecnólogos e cientistas da computação. Graduados e pós-graduados, claro.
Fonte: amanha.com.br

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