quinta-feira, 3 de maio de 2012

Lixo nada extraordinário


Foto: Arquivo/JA (Rio Grande-RS)


Uma cena que se tornou comum em nossa cidade é a superlotação dos contêineres de coleta de lixo e a sujeira acumulada nas proximidades dos mesmos.

Essa situação se agrava aos finais de semana e feriados, quando a coleta deixa de ser diária. Exemplo disso foi o último feriado de Páscoa, quando ao final da sexta-feira as lixeiras já se encontravam atulhadas e exalando o péssimo cheiro dos resíduos decorrentes da tradição de comer frutos do mar neste dia. Em plena Festa do Mar, imagino o impacto negativo deste cenário para os turistas que afluíram até nossa cidade.

Como é amplamente divulgado na mídia, Rio Grande tem tido um acréscimo populacional considerável. Além disso, o poder aquisitivo da população também aumentou e em consequência disso as pessoas consomem mais e produzem mais lixo. Sendo assim, a coleta de lixo deveria ser readaptada a esta nova realidade, tornando-se diária. Mais contêineres também deveriam ser acrescidos nos pontos críticos.      Mas a responsabilização pelos problemas advindos do lixo urbano não pode ser atribuída na sua totalidade aos nossos gestores públicos. Grande parte do problema é de responsabilidade dos usuários.

É comum ver contêineres sendo usados para despejar entulho de obras e móveis velhos. Muitos catadores reviram o lixo e não recolocam de volta os resíduos descartados. Comerciantes depositam caixas de papelão sem desarmá-las, fazendo com que esse tipo de lixo (que é 100% reciclável) ocupe todo o contêiner, e por sua vez o lixo excedente seja depositado à volta do contêiner. Os cães famintos que vivem pelas ruas se encarregam de rasgar as sacolas e espalhar os resíduos. Nas primeiras horas do dia podemos ver cenas deploráveis do lixo invadindo o passeio público e espalhando-se ao meio fio.  Quando chove esse lixo é transportado pelas águas para dentro dos bueiros, causando uma série de alagamentos e transtornos diversos.

 A situação é complexa. Creio que as soluções passam por políticas públicas de coleta mais efetivas, pelo consumo consciente e a necessidade de reciclar o lixo. A educação e civilidade de um povo podem ser medidas pelo modo como seus cidadãos lidam com esse tipo de problema.


Fonte: Jerry da Costa Rodrigues (Jornal Agora)

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