quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Projeto coletará resíduos do mar, de lagoas e rios cariocas




Com meta de expansão, Ecoboat prevê colocar dez embarcações em operação até o fim de 2012, com apoio do setor privado.
Projeto inovador, destinado a combater um dos maiores problemas ambientais da atualidade – o acúmulo de lixo no mar – promete se tornar um aliado da Cidade do Rio de Janeiro no trabalho de combate à poluição da costa. Trata-se do Ecoboat, que propõe solução ambiental integrada para os resíduos sólidos flutuantes encontrados em baías, rios e lagoas. Além de coletar lixo dos espelhos d’água, o projeto Ecoboat destina os resíduos a receptores licenciados pelos órgãos ambientais. O projeto, que agora entra em fase de expansão, também inclui um centro de triagem para reciclagem, com geração de postos de trabalho e um programa de educação ambiental.
A ideia do Ecoboat surgiu quando o dentista Sergio Rothier já avistava lixo flutuante em águas oceânicas, a uma distância de setenta milhas das praias cariocas. Esse quadro de poluição o motivou a construir um barco e, voluntariamente, coletar o lixo da superfície do mar. A iniciativa evoluiu para um projeto que hoje abrange todas as dimensões da sustentabilidade, sob coordenação do velejador Lourenço Ravazzano e do executivo da área de Gestão Ambiental Washington Conceição.
A Baía de Guanabara é um dos focos do projeto. Mas a iniciativa poderá atuar em outros espelhos d`água como o Complexo Lagunar da Barra da Tijuca.
O Ecoboat atraiu a atenção do público e da imprensa ao fazer coleta durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20. “A Baía de Guanabara tem um potencial turístico muito grande, mas, infelizmente, sofre com o impacto gravíssimo do lixo, o que afasta o interesse por investimentos de porte e atrapalha a performance dos esportes náuticos”, destaca Rothier.
Meta inicial é recolher diariamente resíduos sólidos flutuantes na Baía e na Enseada de Botafogo -O projeto Ecoboat tem, atualmente, três barcos. Um deles foi lançado ao mar em novembro e operou durante a Rio+20. Neste período, o barco coletou cerca de três toneladas de resíduos flutuantes no entorno dos armazéns do Cais do Porto – conjunto arquitetônico que sediou diversas exposições ambientais, inclusive de órgãos governamentais, visitadas por cerca de cinco mil pessoas por dia.
A primeira base operacional de recolhimento do lixo flutuante da Baía de Guanabara fica na Enseada de Botafogo. O local já está pronto para operar. O projeto Ecoboat vai prestar um serviço diário de solução ambiental integrada para os resíduos sólidos flutuantes encontrados em todas áreas de influência da Baía.
Existe uma demanda de trinta Ecoboats para atender à Cidade do Rio de Janeiro e Niterói. A expectativa do projeto é ter, no mínimo, 10 embarcações em operação até o fim de 2012, com o patrocínio do setor privado. O projeto pretende ainda implementar “ecopontos” em parceria inédita com a Federação das Cooperativas de Catadores do Estado do Rio de Janeiro( Febracom) para a separação e prensagem dos resíduos recicláveis flutuantes da Baía, gerando benefícios não só ambientais, mas também sociais. “Nós do Ecoboat acreditamos que pensando globalmente e agindo localmente, somos capazes de contribuir para um planeta mais limpo, inclusivo e preservado no futuro”, afirma Ravazzano.
Os 55 rios que chegam a Baía de Guanabara são potenciais demandantes da prestação de serviço do Ecoboat que já planeja ter um programa de educação ambiental e conscientização dos impactos do lixo e da poluição dos rios na Baía. Principalmente as comunidade situadas às margens da Baía serão muito beneficiadas pela iniciativa.
Lixo flutuante se espalha pela orla e ameaça esportes náuticos -Outro aspecto importante é o impacto dos resíduos flutuantes nas atividades esportivas. “O lixo nos locais de competições aquáticas esportivas é um problema gravíssimo para uma cidade que vai sediar as Olimpíadas em 2016, além de prejudicar os banhistas e a imagem do Rio como polo turístico”, reforça o coordenador, Lourenço Ravazzano.
Ele ressalta ainda que o projeto não contempla só os moradores e trabalhadores que vivem no perímetro do fundo da Baía de Guanabara e de São Gonçalo, que inclui as praias de Magé, Paquetá, a APA (Área de Proteção Ambiental) de Guapemirim, os municípios de Duque de Caxias, Alcântara, entre outros. Para chegar às Praias de Copacabana, Ipanema e Leblon, o Ecoboat já planeja uma versão mais potente de embarcação, capaz de percorrer a orla toda com segurança.
Engenharia naval aliada ao design inteligente garantem eficácia e segurança ao Ecoboat -O Ecoboat navega a uma velocidade média de seis nós (ou 12 km/h, aproximadamente). A embarcação pesa quatro toneladas, incluindo todo o equipamento. O projeto naval do Ecoboat priorizou o uso do aço carbono, porque este material, utilizado em navios de guerra e mercantes, oferece um perfeito equilíbrio no centro de gravidade da embarcação. “No caso do Ecoboat, isso permite que a pá coletora, projetada na proa, alavanque e embarque um grande volume de resíduos, ao contrário de equipamentos leves, que não são robustos o suficiente para promover a operação”, explica Ravazzano.
O projeto naval do Ecoboat é assinado pelo renomado engenheiro naval Maurício Piquet, e o design foi desenvolvido pelo alemão Alexander Neumeister [www.neumeister-partner.com], que, dentre vários projetos consagrados pelo mundo, assina o trem bala japonês.
Principal mantenedor até o momento é a Renove - soluções ambientais: o principal parceiro do Ecoboat até o momento é a Renove – empresa de soluções ambientais especializada em gestão, logística, transporte e destinação final. “A Renove é nossa parceira desde 2011 e peça chave do Ecoboat”, ressalta Washington.
Por conta de sua contribuição para a proteção ambiental dos espelhos d’água e por reduzir os problemas de navegação das embarcações da empresa Barcas S.A na travessia Rio-Niterói, o Ecoboat/Renove recebe apoio e reconhecimento de diversos órgãos, entre eles Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil, Projeto Tamar (Petrobras), Secretaria Municipal de Conservação e Serviço Público (Comlurb), SEA (Secretaria Estadual do Ambiente), Secretaria Municipal do Ambiente, Ministério do Meio Ambiente/IBAMA.

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