sábado, 28 de agosto de 2010

Cabos subaquáticos estão prestes a serem lançados (Rio Grande - RS)

Fábio Dutra/JA
Bobinas de cabos subaquáticos, vindas de Santo André (SP), chegaram a São José do Norte na útima semana
Bobinas de cabos subaquáticos, vindas de Santo André (SP), chegaram a São José do Norte na útima semana

Está previsto para este domingo, 29, ou segunda-feira, 30, o início do lançamento no canal do porto rio-grandino dos cabos subaquáticos que levarão energia elétrica do Rio Grande para São José do Norte. As quatro bobinas, com um total de 7.200 metros de cabos subaquáticos, chegaram a São José do Norte no último sábado, 21, e já estão posicionadas em terra, a aproximadamente 150 metros da margem, para o início do lançamento, que só depende do término dos preparativos e das condições climáticas para ocorrer neste domingo. Cada bobina pesa 35 toneladas.

O lançamento de cada cabo, que tem 80 milímetros de diâmetro, ocorrerá em duas etapas, iniciando em um dia e terminando no outro, sempre partindo de São José do Norte. No primeiro dia, o cabo será tracionado até a torre existente dentro d'água. No segundo, será tracionado até próximo ao canal e, a partir das 11h, quando o canal será interditado, será complementado o lançamento até a margem do lado do Rio Grande. Para a realização desta parte do serviço, o canal ficará interditado até às 17h. Durante o tracionamento sobre a água, a ser feito com a utilização de embarcações, o cabo receberá flutuadores (bombonas).

Na chegada à margem do lado do Rio Grande, será feito o posicionamento do cabo e retirados os flutuadores, o que o fará afundar com o próprio peso (17 quilos por metro). A distância entre uma margem e a outra é de aproximadamente 1.500 metros. À medida em que é concluído o lançamento, começa o trabalho de interligação do cabo com as áreas de transição, das quais receberão energia da rede convencional da CEEE. O processo de lançamento de todos os cabos deverá se estender por oito dias e vai envolver mergulhadores para inspecioná-los no fundo do canal.

O consórcio formado pelas empresas Prysmian Energia, Cabos e Sistemas do Brasil S/A e Lig Global Service Ltda, responsável pela obra, já construiu, do lado do Rio Grande, na lateral do Tecon, uma área de transição na qual foram instalados cabos subterrâneos até a margem, nos quais serão conectados os subaquáticos. E está construindo outra, do lado de São José do Norte, à qual será ligada a parte dos subaquáticos que ficar em terra, após ser preparada e enterrada.

A previsão do consórcio é concluir o lançamento dos cabos e ter a energização da linha subaquática pronta até o final de outubro. No entanto, o desenvolvimento do trabalho depende das condições meteorológicas. Os cabos subaquáticos irão substituir a atual linha aérea de transmissão de energia elétrica para São José do Norte, que atravessa o canal de acesso ao porto rio-grandino. A linha aérea, existente há mais de 15 anos, é composta de três cabos e está instalada a 72 metros do nível da água. Além de ser empecilho para a passagem de embarcações com altura superior, a aérea também sofre interferência da ação dos ventos fortes, o que, muitas vezes, deixa São José do Norte sem energia.

Sistema com maior confiabilidade

Assim que for feita a energização dos cabos subaquáticos, serão realizados testes e, estando o funcionamento satisfatório, será removida a linha aérea, assim como suas torres. E o município nortense passará a receber energia elétrica pela linha de transmissão subaquática. Posteriormente, numa segunda fase, começará o enterramento definitivo dos cabos subaquáticos. Esta segunda fase deverá se estender por oito meses. Trata-se de um processo mais demorado. Os cabos subaquáticos serão enterrados a uma profundidade de dois metros, no trecho do canal, e de um metro fora deste trecho.

O investimento total será de aproximadamente R$ 20 milhões, custeados pela CEEE. Conforme a Companhia, trata-se de um sistema que trará maior confiabilidade para o abastecimento do município nortense. Os engenheiros Carlos Granata e Luiz Marcolin, do consórcio responsável pela obra, destacam que, com esta tecnologia, também não haverá mais poluição visual naquela área e nem problemas com as aves (ocasionados pelas linhas aéreas). Conforme eles, a interdição do canal para o lançamento dos cabos subaquáticos já está acertada com a Superintendência do Porto do Rio Grande, Capitania dos Portos, Praticagem da Barra, Marinha e o Sindicato das Agências de Navegação Marítima de Rio Grande (Sindanave).

Comunicação

Na linha subaquática, serão utilizados quatro cabos de potência e dois de telecomunicações (de fibra ótica). Os de fibra ótica serão instalados em conjunto com os de energia (no primeiro e no último lançamento).

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