terça-feira, 13 de abril de 2010

Denúncia de abusos levanta polêmica sobre pulseira do sexo

A decisão da Justiça de Londrina (PR) de proibir a venda e o uso das pulseiras do sexo após uma menina de 13 anos manter relações sexuais com quatro rapazes repercutiu entre os adolescentes. A jovem L., 14 anos, conta que ficou assustada com a notícia.
Segundo o delegado William Douglas Soares, da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, o caso aconteceu no dia 15 deste mês, mas só foi denunciado pela mãe da menina no dia 23. Os quatro acusados são estudantes, sendo que "três são menores e um tem 18 anos. Ela contou que foi obrigada a fazer sexo com pelo menos três deles", disse o delegado. Os rapazes, segundo a polícia, vão responder em liberdade. Eles negam a acusação, alegando que as relações sexuais foram consentidas. Para o delegado, porém, "a alegação não muda nada, porque a menina é menor de 14 anos". Se for comprovada a denúncia, os rapazes serão acusados por estupro de vulnerável, cuja pena é de oito a 15 anos de prisão.
Depois do episódio, provocado por uma pulseira preta arrebentada do braço da vítima, grande parte da turma de L. parou de usar os adereços. O gesto de tirar as pulseiras do braço também foi tomado porque na escola de L. está vetado assistir às aulas com as snaps, como também são chamadas. "A gente acaba usando no terminal de ônibus ou em lugares ontem só tem pessoas que não conhecemos", diz uma aluna.
A presença de pessoas desconhecidas pode representar um risco a mais à brincadeira. A adolescente V., 16 anos, conta que perto de sua casa, na Zona Norte do Rio de Janeiro, havia homens de cerca de 30 anos que tentavam arrebentar as pulseiras de meninas menores de idade. Até que um dia romperam uma pulseira preta, cujo "preço" é fazer sexo com quem a arrebentou. Os pais da menina descobriram e houve confronto: "Lincharam eles e tiveram que se mudar para longe do meu bairro".
Arrebentou. E agora?
Nem sempre arrebentar uma pulseira significa que a menina vá cumprir o que o jogo promete. Os colegas de K., 16 anos, já romperam suas pulseiras de cor amarela, roxa e rosa. Pelo jogo, ela deveria dar um abraço, um beijo de língua e receber sexo oral. Para evitar o sexo, K. não usa mais a preta nem a azul. "Mas já usei e tive que me livrar do menino que as arrebentou; só ameacei com uns golpes de karatê e ele sumiu do mapa", lembra. Ela conta ainda que teve colegas que tiveram relações dentro de uma escola em Brasília, mesmo contra a vontade da menina. Os dois eram menores: tinham 16 e 15 anos.
A brincadeira acontece até entre pessoas que estão namorando. V.B. diz que o namorado não deixa que outros meninos se aproximem dela para arrebentar as tirinhas de silicone. "Eu também não deixo", afirma. Já L. lamenta o fato do namorado ter proibido o que ela usasse as pulseiras. "Foi ele que enfiou na cabeça da minha mãe para eu tirar. Ontem mesmo parei de usar por causa dele." Já o garoto D., de 13 anos, questiona o que uma pulseira tem a ver com sexo e concorda com a proibição do uso.
Proibição não resolve
Para a psicóloga Leonor Davila Brandão, coordenadora de um curso de pós-graduação de psicoterapia da infância e da adolescência, proibir não protege o adolescente dos riscos trazidos pelo jogo. Ao contrário: pode estimular a rebeldia natural do jovem e expô-lo a riscos ainda maiores.
"É preciso discutir a sexualidade. Essa é uma tarefa da família, da escola, dos grupos de jovens, da mídia. E os adolescentes estão muito abertos a esta discussão", analisa.
Na falta de uma fórmula certa para lidar com a questão, definir as diferenças entre brincadeira e realidade é um desafio que as usuárias das pulseiras do sexo devem apresentar aos colegas. Leonor afirma a importância de entender que o jogo é uma fantasia. Se não houver este entendimento dentro dos grupos, o jogo das pulseiras pode virar uma violência sem sentido. Segundo a psicóloga, os jovens são capazes de chegar a esta visão sobre qual o momento de encarar a própria sexualidade.
Apesar de não ver perigo na brincadeira, a jovem L., de 15 anos, discorda do jogo. Em relação à polêmica criada em torno do fato, ela lembra: "São apenas pulseiras coloridas. Na minha opinião, brinca quem quer".
Orkut
A febre das pulseiras tem no Orkut uma extensão para o jogo. As comunidades dedicadas ao tema ainda são poucas, mas bem numerosas. Apenas 10 comunidades reúnem quase 800 mil pessoas. A maior parte dos fóruns é composta por jogos que estimulam a sexualidade, do tipo "Qual pulseira da pessoa acima você arrebentaria?" ou "A toalha da pessoa acima caiu: você espia, agarra ou corre?".
Na rede de microblogs Twitter, o tema gera debate entre pessoas de todas as faixas etárias. Usuários mais velhos questionam se é uma brincadeira ou crime hediondo. Já os adolescentes contam as reações dos pais e entram na conversa posicionando-se contra ou a favor da moda.
Entenda o jogo
Cada pulseira de silicone tem uma cor e custa cerca de R$ 0,10. Meninas na faixa dos 13 aos 17 anos usam várias pulseiras de diferentes cores. Se um menino se aproximar e puxar uma das tiras, arrebentando-a, a menina deve agir conforme a tabela de cores, considerando a cor da pulseira que foi rompida:
Amarela - abraçar
Rosa - mostrar o peito
Laranja - morder delicadamente
Roxa - beijar com a língua
Vermelha - fazer uma dança erótica
Verde - chupar o pescoço
Branca - a menina escolhe o que fazer
Azul - menina faz sexo oral
Rosa Claro - menino faz sexo oral
Preta - sexo
Dourada - todos os itens acima

As pulseiras de silicone viraram motivo de polêmica após a 
associação das cores a atividades sexuais Foto: Carlos Roberto/Hoje em 
Dia/Futura Press As pulseiras de silicone viraram motivo de polêmica após a associação das cores a atividades sexuais
Foto: Carlos Roberto/Hoje em Dia/Futura Press

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