terça-feira, 11 de março de 2014

Keppel Singmarine vai ampliar estaleiro em SC

A multinacional Keppel Singmarine investirá US$ 80 milhões na expansão do seu estaleiro em Navegantes (SC). O anuncio foi feito pela companhia ao governo do Estado catarinense durante missão oficial em Cingapura. A empresa dependia da emissão de licenças, concedidas no fim de 2013, para fechar o aporte. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, o montante mais que duplicará a capacidade de produção do estaleiro - dedicado a embarcações de apoio a plataformas petrolíferas. Hoje o estaleiro pode fabricar oito embarcações por ano.

O investimento prevê a construção de uma nova doca seca e a ampliação de 100 metros para 300 metros do píer, entre outros. A estimativa é que a expansão seja concluída em até 24 meses. A obra elevará o número de funcionários de atuais 700 para quase 1,1 mil pessoas.

Além do aporte em Navegantes, o governo está em Cingapura costurando possíveis investimentos de empresas nos onze parques tecnológicos que estão sendo licitados no Estado. O objetivo é buscar parcerias para fazer o desenvolvimento dos projetos e do modelo dos centros de inovação. "São locais que terão muitas empresas startup e estamos procurando um modelo de ancoragem que permita fazer de cada centro um cluster específico", disse Bornhausen.

Todos já têm projetos executivos e verbas, sendo a maior parte financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), num total de R$ 100 milhões. A previsão é que os onze parques estejam operando em até 24 meses.

O secretário se reuniu com o principal executivo da Keppel, Loh Chin Hua, e convidou a empresa a somar-se ao Centro de Inovação de Itajaí. Segundo Bornhausen, o executivo se mostrou entusiasmado com a ideia.

Outra empresa com quem o secretário manteve contato para desenvolver o projeto e o modelo do Centro de Inovação de Itajaí foi a Jurong International, consultoria de Cingapura para criação de polos de inovação e crescimento econômico. "Eles demonstraram muito interesse em ser nossos parceiros no planejamento e execução do centro de inovação", disse Bornhausen.

O governo do Estado já tem parceria com a Catalunha, na Espanha, para os projetos dos centros de inovação, e entende que a aproximação com Cingapura, com vasta experiência nesse negócio, pode garantir a excelência desse projeto em Santa Catarina.

Na terça-feira da próxima semana, todas as iniciativas recentes envolvendo inovação do governo catarinense se unirão sob o Programa Catarinense de Inovação, que tem três eixos fundamentais: gestão da inovação, capacitação de pessoas e uma agência criada para promoção das empresas do Estado e atração de investimento.

 

Fonte: Portos & Navios

Senadores ouvirão petroleiros sobre inauguração de plataformas inacabadas

Atendendo a requerimento do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) realizará audiência pública para esclarecer denúncias de que plataformas da Petrobras ainda inacabadas estariam sendo inauguradas e depois finalizadas, já no mar, o que representaria risco para os trabalhadores e mais gastos para a empresa. As denúncias foram feitas à imprensa pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e seus dirigentes serão convidados para a audiência pública na CMA.

Conforme o senador Aloysio Nunes, o sindicato afirma que a inauguração de plataformas inacabadas tem ocorrido por pressão do mercado pelo aumento da produção de petróleo e por interesse do governo em favorecer a balança comercial do país. Serão convidados a discutir o assunto José Maria Rangel e Norton Almeida, respectivamente presidente e diretor do Sindipetro-NF.

Falta de água

A comissão fará também debate sobre a escassez de água no abastecimento dos centros urbanos. Autor do requerimento propondo a audiência pública, Jorge Viana (PT-AC) quer discutir a possibilidade de racionamento e as propostas para superar os problemas de falta de água enfrentados principalmente pelas cidades mais populosas.

O debate será realizado em conjunto com a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) e deve contar com a presença do presidente da Agência Nacional de Água (ANA), Vicente Andreu Guilho; do secretário-executivo do Ministério das Cidades, Carlos Antônio Vieira Fernandes; e da presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Dilma Pena.

 

Fonte: Agência Senado

 

Operação da Iesa segue parada em Charqueadas

Era esperado para ontem o retorno ao trabalho dos cerca de 500 empregados que atuam no canteiro de obras do complexo de montagem de módulos de plataformas de petróleo da Iesa, localizado em Charqueadas. No entanto, isso não ocorreu. Em nota distribuída na semana passada, a empresa afirmou que a diretoria decidiu liberar a equipe (na quinta e sexta-feira) de modo que todos voltassem a trabalhar na segunda-feira com força total.

Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do município, Jorge Luiz de Carvalho, explicou que o não pagamento de fornecedores, como das áreas de alimentação e de transporte, inviabilizou a continuidade das atividades. Agora, o dirigente alerta que a situação agravou-se, pois também está atrasado o pagamento dos trabalhadores, que deveria ter ocorrido na sexta-feira passada. Entre os funcionários parados estão incluídos empregados da Metasa, que é a contratada da Iesa para realizar a fabricação das estruturas metálicas dos módulos. Esses colaboradores também tiveram que interromper as atividades, pois utilizam o restaurante da Iesa, que está inoperante.

Carvalho comenta que no sábado à noite a Iesa mandou mensagens, via celular, comunicando aos trabalhadores que não havia previsão de pagamento e de retorno ao serviço. O sindicalista entrou em contato com a Petrobras (acionista da Tupi BV, juntamente com a BG Group e a Petrogal, que encomendou os módulos) e obteve a informação de que, provavelmente, o pagamento acontecerá até a próxima sexta-feira. “Mas, não tem, absolutamente, nada garantido”, ressalta.

Carvalho adianta que hoje, a partir das 7h da manhã, será feito um ato em frente à companhia para protestar contra a situação. O dirigente acrescenta que o sindicato estará disponível, como instrumento de representação dos trabalhadores, para entrar com ações na Justiça contra a companhia. “Nunca nos deparamos com uma empresa tão suja, com tanta falta de idoneidade.”

O presidente do sindicato revela que ficou acertado que a Petrobras terá uma conta vinculada com a Iesa, no Banrisul, para que a estatal seja parte integrante dos pagamentos. “Ou seja, a Iesa não estará mais solta para receber os valores e fazer o que bem entende, a Petrobras estará mais próxima da gestão”, comenta. O prefeito de Charqueadas, Davi Gilmar de Abreu Souza, confirma que o pagamento será feito através de uma conta vinculada, para garantir que os recursos da Petrobras venham para o projeto gaúcho da Iesa e não se pulverize em outras unidades da companhia instaladas em outras regiões. Com isso, a estatal irá monitorar o pagamento de funcionários e fornecedores.

No sábado, Souza reuniu-se, na termelétrica Sepé Tiaraju, ao lado da Refap, em Canoas, com o diretor da Petrobras José Figueiredo. Também estiveram presentes no evento representantes do governo do Estado, da Assembleia Legislativa, Fiergs, entre outros. “Para a nossa satisfação, o diretor disse que a unidade de Charqueadas retoma as operações nesta semana, até sexta-feira, com o pagamento dos trabalhadores e dos fornecedores”, enfatiza o prefeito. Além disso, Souza destaca que ficou mais tranquilo, pois Figueiredo afirmou que Charqueadas é uma realidade para a Petrobras e que a estatal não pode abrir mão da estrutura existente na cidade para atender a suas encomendas.

O prefeito recorda que está mantida a ideia de trazer mais um parceiro para o empreendimento. “Como a Petrobras fez repasses para a Iesa e a empresa pegou parte desses repasses e destinou para outras unidades, tem um volume de recursos que vai fazer falta em algum determinado momento”, esclarece. O novo parceiro serviria para realizar outros aportes e dar estabilidade ao complexo da construção naval do município.

Souza frisa que acredita na palavra de Figueiredo, mas complementa que, se até sexta-feira não acontecer a volta das operações, como previsto, será feita uma audiência pública na próxima semana para definir qual será a postura da comunidade quanto à questão. A reportagem do Jornal do Comércio (JC) tentou entrar em contato com porta-vozes da Iesa, porém, não conseguiu encontrá-los.

Fonte: Portos & Navios

 

sábado, 8 de março de 2014

Feira do Polo Naval espera mais de 25 mil visitantes

Discutir e promover os desafios, inovações e as oportunidades da indústria oceânica. Esse é o objetivo da Feira do Polo Naval, que ocorre de 11 a 14 de março, no Centro Integrado de Desenvolvimento e Estudos Costeiros da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), em Rio Grande. Segundo o organizador do evento, Fernando Estima, a expectativa é de um público de mais de 25 mil pessoas.

A feira reúne grandes empresas do setor naval e offshore em 4,8 mil metros quadrados, 250 estandes e atividades paralelas que apresentam 165 palestrantes nacionais e internacionais. São três grandes eventos paralelos, todos com inscrições gratuitas ao público. A Navtec — Conferência Internacional em Tecnologias Naval e Offshore será organizada pela Furg em todos os dias da feira, com palestras internacionais sobre a indústria oceânica. O seminário de direito, organizado pela Advocacia Rocha Baptista, nos dias 12, 13 e 14 de março, contará com três painéis temáticos: aduaneiro, processual e ambiental, além de uma sessão de aula telepresencial sobre o tema “Inglês Jurídico”, promovida diretamente de Londres pelo British Legal Centre, no dia 13 de março. Já as rodadas de negócios, organizadas pelo Sebrae/RS, nos dias 11 e 12 de março, visam aproximar as pequenas e médias empresas (sistemistas) dos grandes empreendimentos da região gerando oportunidades.

Conforme Estima, serão realizadas cerca de 800 reuniões, com a perspectiva de fechar mais de R$ 10 milhões em negócios. “Mas os desdobramentos futuros são imensuráveis”, diz. Para ele, a tendência é que o polo naval gaúcho fique cada vez mais internacional e cita as presenças de empresas como a Mitsubishi, no estaleiro Ecovix, e da Toyo, no estaleiro EBR. Mais informações podem ser obtidas no site www.polonavalrs.com.br.

 

Fonte: Jornal do Comércio

Interrupção na Iesa Óleo e Gás preocupa Charqueadas

A decisão da Iesa Óleo e Gás de desmobilizar, de quinta-feira até a próxima segunda-feira, cerca de 500 funcionários que estavam operando na montagem de módulos de plataformas de petróleo na unidade de Charqueadas causou preocupação na comunidade local. Conforme o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do município, Jorge Luiz de Carvalho, o não pagamento de fornecedores das áreas de alimentação e do transporte inviabilizou a continuidade das atividades.

Nesse contingente de funcionários estão incluídos empregados da Metasa, que é a contratada da Iesa para realizar a fabricação das estruturas metálicas dos módulos. O diretor da unidade de Charqueadas da Metasa, Douglas Roso, explica que os trabalhadores tiveram que parar, pois também utilizam o restaurante da Iesa, enquanto não sai a licença de operação do seu próprio estabelecimento. Já a Iesa, através da sua a área de comunicação, comentou que “como diversas outras empresas do mercado de óleo e gás brasileiro, a Iesa Óleo e Gás também está passando por dificuldades financeiras”. A nota prossegue: “a partir de segunda-feira, estamos começando a solucionar tais problemas. Além disso, estamos buscando uma parceria estratégica capaz de capitalizar nossa companhia ou mesmo o projeto dos módulos de Charqueadas”. O grupo negou que a paralisação atrapalhará o cronograma das obras dos módulos ou que existe risco de abandonar o empreendimento.

No entanto, o prefeito de Charqueadas, Davi Gilmar de Abreu Souza, admite que o cenário implica cuidado. “Preocupa, porque a gente ainda não tem conhecimento da real situação”, admite. O dirigente terá uma audiência neste sábado com diretores da Petrobras, na Refap, em Canoas, para detalhar o tema. A planta de Charqueadas está produzindo módulos de compressão para plataformas replicantes que serão instaladas na área do pré-sal. As estruturas foram encomendadas pela Tupi BV, que tem como acionistas a Petrobras, o BG Group e a Petrogal. O contrato dos 32 módulos é de US$ 911,3 milhões e o investimento na unidade de produção da Iesa é de cerca de R$ 100 milhões.

O foco agora, de acordo com o prefeito, é que os módulos continuem sendo construídos em Charqueadas, de preferência pela Iesa, mas se não for possível, que sejam desenvolvidos por uma eventual sucessora. Souza argumenta que, como o destinatário final é a Petrobras, direta ou indiretamente a estatal poderá resolver o imbróglio. O dirigente acrescenta que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gilmar Sossella (PDT), deverá estar presente no encontro de sábado.

Segundo fontes do segmento de petróleo e gás, a Iesa sofre com problemas de fluxo de caixa que envolvem inclusive a sua controladora: a Inepar. Além disso, essas fontes afirmam que a Petrobras tem atrasado, de maneira generalizada, o repasse de valores aos seus contratados. Contudo, como essas companhias não desejam indispor-se contra a principal demandante do setor, não manifestam publicamente esse descontentamento.

Em entrevista concedida em dezembro para o Jornal do Comércio (JC), o presidente da Iesa Óleo e Gás, Valdir Lima Carreiro, informou que as primeiras encomendas da unidade deverão ser entregues no dia 19 de julho de 2014, como está previsto no contrato. As últimas deverão ser finalizadas até 2017.

Em nota, a Petrobras informou que está acompanhando as ações da Iesa para a retomada dos trabalhos em Charqueadas, incluindo não só os trabalhadores, mas também os fornecedores de materiais, equipamentos e serviços. “A Petrobras esclarece que está em dia com as suas obrigações contratuais e que os pagamentos de seus compromissos reconhecidos com a contratada Iesa foram realizados de acordo com a legislação vigente e com os prazos estabelecidos contratualmente”, disse a estatal.

Sindicato reclama de condições de trabalho

Especificamente quanto à atividade em Charqueadas, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do município, Jorge Luiz de Carvalho, acusa que a Iesa não recolhe fundo de garantia e já atrasou o pagamento de funcionários. “É a empresa mais irregular que vimos em nossa região”, reclama o dirigente. Carvalho diz que foi feito contato com a diretoria da Petrobras para abordar o assunto e foi informado que, devido ao contrato vigente, momentaneamente, não há nada o que fazer. Porém, a estatal estaria procurando alguma brecha legal para substituir a companhia.

Carvalho aponta que o trabalho na planta está atrasado e teme que ocorra a desativação do complexo e o desenvolvimento da montagem dos módulos em outro local. “O que nos aflige é que já temos aqui uma Jacuí 1 (termelétrica a carvão inacabada) abandonada”, ressalta. O sindicalista sustenta que o governo do Estado precisa “entrar em campo” para discutir a questão.

Fonte: Jornal do Commercio (POA)/Jefferson Klein (Portos e Navios)

 

SBM suspende participação em licitação da Petrobras

A holandesa SBM Offshore suspendeu a participação na licitação da Petrobras para afretamento de uma plataforma flutuante para os campos de Tartaruga Verde e Tartaruga Mestiça, na Bacia de Campos, segundo fontes do setor. O movimento foi um primeiro efeito das investigações internas conduzidas pela Petrobras sobre as denúncias de recebimento de propina por funcionários da estatal para fechar negócios com a SBM.

Um contrato do gênero não costuma custar menos de US$ 1 bilhão e pode chegar perto de US$ 2 bilhões, dependendo das especificações. A plataforma é a próxima na linha de contratações da Petrobras, com capacidade para produzir até 150 mil barris por dia e previsão para entrar em funcionamento em 2017. O prazo de afretamento do FPSO foi aberto para 20 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 20.

A SBM havia feito cotações de mercado para participar da disputa junto com a Queiroz Galvão, com quem a holandesa detém outras parcerias no afretamento de plataformas para a Petrobras. A petroleira abriu no mês passado uma investigação interna, com prazo de 30 dias, para apurar as denúncias feitas na Europa por um ex-funcionário da SBM.

De acordo com as denúncias, os contratos eram fechados com o intermédio do representante comercial da SBM no Brasil Júlio Faerman e empresas ligadas ao empresário. Ele cobraria 3% para fechar os negócios, ficando com 1% e repassando 2% a funcionários da companhia.

A SBM já publicou em relatório anual em 2012 de ter ficado "ciente de certas práticas envolvendo terceiros que podem ter sido impróprias". Faerman foi afastado da representação da companhia, função que desempenhou por mais de uma década. "A companhia também tomou as medidas necessárias para encerrar tais práticas", disse, em relatório a acionistas em 2012.

Fonte: Jornal A Tarde

Governo antecipa R$ 1,2 bi para distribuidoras de energia

Os recursos são uma antecipação do orçamento de R$ 9 bilhões, previsto para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)

 

Brasília - O Tesouro Nacional decidiu antecipar R$ 1,2 bilhão para as concessionárias de distribuição de energia elétrica até a próxima terça-feira (11), para neutralizar as despesas das empresas.

A informação foi dada hoje (7) pelos ministérios de Minas e Energia e da Fazenda. Os recursos são uma antecipação do orçamento de R$ 9 bilhões, previsto para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Além do custo mais alto da energia com o uso de termelétricas, as distribuidoras não conseguiram contratar toda a eletricidade necessária nos últimos leilões do governo, por falta de oferta, e por isso precisaram comprar energia no mercado de curto prazo, que custa mais caro, para abastecer os consumidores.

O prazo para as distribuidoras pagarem as garantias no mercado de curto prazo vence na próxima terça-feira (11).

Segundo a nota divulgada, o governo avalia as alternativas de solução para os problemas enfrentados pelo setor elétrico, mas não informou se pretende emitir títulos da dívida pública ou abrir crédito especial no Orçamento.

O texto diz que o governo deve anunciar as devidas providências, “com a brevidade que o caso requer”, até o dia 9 de abril, que é a data que as distribuidoras devem fazer a liquidação financeira no mercado de curto prazo.

No ano passado, o governo também autorizou aporte de recursos na CDE, para diluir o impacto dos custos adicionais com o acionamento das usinas termelétricas, que produzem energia mais cara.

As usinas foram acionadas por causa do período de poucas chuvas e a baixa no nível dos reservatórios das hidrelétricas. A CDE é um fundo do governo federal, usado para universalizar a energia elétrica no país e financiar a redução na conta de luz dos brasileiros.

 

Fonte: EXAME

Petrobras destaca oportunidades no segmento de gás natural

O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Alcides Santoro, participou da Conferência Ceraweek, em Houston (EUA), na quinta-feira (6), um dos principais encontros de líderes do segmento de energia do mundo.

Santoro ressaltou que a Petrobras está otimista quanto à exploração em áreas com gás natural convencional e não convencional onshore, cujos blocos foram recentemente licitados no Brasil. “Nosso Plano de Negócios e Gestão para os próximos cinco anos (2014-2018) inclui o investimento em gás convencional e não convencional onshore", disse o diretor.

Para Santoro, o planejamento e a regulamentação são importantes para o desenvolvimento desse mercado. "Como vimos no Brasil, duas questões fundamentais para o sucesso são o planejamento integrado de longo prazo e uma estrutura regulamentar estável. Embora elas possam parecer óbvias e simples, é importante ter ambas para atrair investidores para o país", ressaltou.

Santoro classificou o gás natural como "um aliado para as energias renováveis", pois sua confiabilidade complementa a volatilidade deste tipo de energia e é um parceiro útil para dar apoio ao investimento contínuo em energia renovável. O diretor foi um dos debatedores no painel "Latin American Power Markets: Heating Up?" (Mercados de Energia na América Latina: aquecimento?).

O debate focou a América Latina como forte candidata para novos investimentos e oportunidades e contou também com o presidente da Comissão Regulatória de Energia do México, Francisco Salazar; o diretor de Gás e Energia para a América Latina da IHS, Tim Stephure; e com a diretora para a América Latina da IHS, Lisa Pearl.

Fonte: Agência Petrobras

 

Petrobras anuncia descoberta de óleo na Bacia de Santos

São Paulo - A Petrobras informou nesta sexta-feira, 7, a conclusão da perfuração de dois poços localizados em áreas da Cessão Onerosa, na Bacia de Santos. Os resultados obtidos, de acordo com a petroleira, comprovaram a descoberta de óleo de boa qualidade nos reservatórios do pré-sal, nas áreas denominadas Florim e Entorno de Iara.

Conforme havia sido antecipado pelo Broadcast na quarta-feira (5), o poço 3-BRSA-1215-RJS (3-RJS-725), conhecido como Florim 2, localiza-se em profundidade d'água de 1.972 metros, a uma distância de 7 km ao norte do descobridor e a cerca de 200 km da costa do Estado do Rio de Janeiro.

A descoberta do óleo foi realizada em reservatórios carbonáticos de excelente qualidade, situados logo abaixo da camada de sal, a partir da profundidade de 5.412 metros, tendo atingido a profundidade final de 5.679 metros.

O segundo poço, denominado 3-BRSA-1172-RJS (3-RJS-722), conhecido como Entorno de Iara 2, localiza-se em profundidade d'água de 2.249 metros, a uma distância de 7 km a noroeste do descobridor e a cerca de 225 km da costa do Estado do Rio de Janeiro. A descoberta no Entorno de Iara 2 foi a partir da profundidade de 5.116 metros e foi constatada uma expressiva coluna de óleo com 526 metros de espessura.

A perfuração do poço Entorno de Iara 2 foi concluída na profundidade de 5.907 metros, após atingir os objetivos previstos pelo contrato de Cessão Onerosa. A Petrobras ainda informou que a fase exploratória dessas áreas tem término previsto para setembro de 2014. Pelo contrato da Cessão Onerosa, a estatal poderá declarar comercialidade da área até essa data.

Fonte: EXAME

 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Auditoria da Petrobras aponta preços superfaturados com Odebrecht

Investigação descobriu preços 1.600% acima do mercado. Contrato de mais de US$ 820 milhões foi cortado para pouco mais da metade.


O Bom Dia Brasil teve acesso a uma auditoria interna da Petrobras que revela detalhes de irregularidades em um contrato com a construtora Odebrecht.
O contrato foi fechado em 2010, no valor inicial de mais de US$ 820 milhões. Os auditores encontraram preços superfaturados, como, por exemplo, pedreiros recebendo salários de mais de R$ 22 mil. Depois da auditoria, o contrato foi cortado para pouco mais da metade do valor.
Os auditores da Petrobras analisaram a licitação, a fiscalização e as condições do contrato com a Odebrecht, fechado em 2010. A TV Globo teve acesso a auditoria, feita quase dois anos depois da assinatura do contrato.
A construtora venceu uma disputa para fazer estudos nas áreas de segurança e meio ambiente no Brasil e mais nove países. Um contrato de valor inicial de mais de US$ 820 milhões.
Os auditores encontraram preços superfaturados. Só na Bolívia, os custos superaram em mais de 1.600% os valores de mercado. No Chile, esse índice foi de quase 600%.
Em razão das irregularidades, o contrato foi limitado a quatro países e o valor, reduzido para US$ 481 milhões, no ano passado.
A conclusão: houve muito mais gasto com escritórios e pessoal do que com os serviços contratados. A Petrobras aceitou informações ultrapassadas e condições excessivamente onerosas para a estatal.
De acordo com o documento, a Odebrecht venceu a licitação mesmo sem detalhar serviços e custos. A auditoria comprovou ainda que, mesmo sem dar informações básicas, a Odebrecht não foi questionada pela Petrobras.
Depois de vencer a licitação, a construtora contratou uma empresa por R$ 29 milhões para detalhar projetos que a própria Odebrecht já deveria ter feito. Segundo os auditores, a construtora conseguiu fechar contrato com a Petrobras mesmo sem apresentar dados suficientes em 80% desses projetos.
Além disso, os técnicos dão exemplos de itens aprovados, mesmo a preços exorbitantes: aluguel de três máquinas fotocopiadoras por mais de R$ 7 milhões e pedreiros com salário de R$ 22 mil por mês.
Pelo plano de ação, que inclui contratação de pessoal e aluguel de escritórios, a Petrobras pagaria US$ 33 milhões. A auditoria constatou que comprar um imóvel novo com área e instalações equivalentes não custaria mais que US$ 4 milhões.
À época do contrato, em 2010, o presidente da Petrobras era o petista José Sérgio Gabrielli, hoje secretário de Planejamento da Bahia. Mas o contrato foi aprovado por mais seis diretores, entre eles Graça Foster, atual presidente.
Em nota, a Petrobras diz que os processos de licitação, contratação e execução de serviços são constantemente avaliados pela sua auditoria interna. E reforçou que a renegociação limitou a abrangência do contrato a quatro países.
Mas a estatal não respondeu se diretores da empresa foram alvo de investigação interna ou se já prestaram depoimento a órgãos de controle.
A renegociação do contrato e a redução do valor, por causa das irregularidades, foram feitas na gestão da atual presidente, Graça Foster, em junho do ano passado, quatro meses após ela assumir o comando da estatal.
A assessoria do ex-presidente da Petrobras e atual secretário de Planejamento da Bahia, Sergio Gabrielli, foi procurada, mas não retornou as ligações do Bom Dia Brasil.
A direção da Odebrecht não quis gravar entrevista. A assessoria divulgou nota onde informou que o contrato foi concluído na última sexta-feira, 28 de fevereiro, como previsto.
A construtora também negou irregularidades nos contratos com a Petrobras conquistados por meio de concorrências públicas. Disse ainda que desconhece os questionamentos da auditoria da estatal.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Produção do pré-sal nas bacias de Campos e Santos bate recorde, informa Petrobrás

Segundo a estatal, desempenho revela alta produtividade e é superior ao de outras áreas de produção marítima no mundo;

A Petrobrás informou que a produção de petróleo nos campos de pré-sal operados nas bacias de Santos e Campos atingiu, no dia 20 de fevereiro, a marca de 407 mil barris de petróleo por dia. Segundo a estatal, esse número representa novo recorde de produção diária.

O recorde foi produzido com 21 poços produtores em dez plataformas. Segundo a Petrobrás, isso é um indicativo de alta produtividade dos campos do pré-sal.

A produção recorde foi alcançada oito anos após a primeira descoberta, ocorrida em 2006. De acordo com comunicado da empresa, em "tempo inferior ao que foi necessário para se chegar ao mesmo patamar em outras importantes áreas de produção marítima no mundo".

A Petrobrás exemplifica, na nota, que, na porção americana do Golfo do México, foram necessários 19 anos depois da primeira descoberta para se alcançar a produção de 400 mil barris de petróleo por dia. Na Bacia de Campos, foram 16 anos e, no Mar do Norte, nove anos. "Diferentemente dessas áreas, na camada do pré-sal toda a produção de petróleo ocorre em águas profundas, o que torna o resultado obtido ainda mais expressivo", afirma a companhia.

A estatal informa ainda que este recorde de produção está associado à entrada em operação do poço 9-SPS-77, ocorrida em 18 de fevereiro. Trata-se do primeiro poço produtor a entrar em operação por meio da primeira Boia de Sustentação de Risers (BSR), instalada no FPSO Cidade de São Paulo, no campo de Sapinhoá. A produção inicial do poço SPS-77 alcançou o patamar de 36 mil barris de petróleo por dia. No dia 7 de fevereiro, foi concluída a instalação da segunda BSR, sendo esta no FPSO Cidade de Paraty.

A Petrobrás comunica também que foi obtido novo recorde no tempo de construção de poços na camada do pré-sal. O poço produtor SPH-5, localizado no campo de Sapinhoá, a uma profundidade d'água de 2.126 metros e com profundidade final de 5.334 metros, foi concluído em 26 de janeiro com duração total de 109 dias.

Fonte: Estadão

China abre oleodutos a produtoras e refinadoras

A China pretende abrir o monopólio estatal de oleodutos e gasodutos com vista a aumentar a eficiência das instalações, revelou, a passada segunda-feira, a Administração Nacional de Energia (ANE), a autoridade energética do país.
De acordo com a ANE, citada pela agência Xinhua, o plano de abertura incentiva as operadoras de oleodutos a abrir as suas instalações entre si e aos utilizadores, incluindo produtoras de combustíveis, refinadoras, vendedoras e outros utilizadores industriais, quando os oleodutos tiverem capacidades extras.
As operadoras de oleoduto devem fornecer serviços como transporte, armazenagem, gaseificação, liquefação e compressão de petróleo e produzir petróleo e gás natural, a preços acordados entre os dois lados.
O plano envolve oleodutos tanto no mar como em terra, e a sua implementação será supervisionada pelo ANE.
A construção e a operação de oleodutos na China são largamente dominadas pelas principais petrolíferas estatais. Nos últimos anos vêm aumentando os pedidos de abertura do segmento.
A China já começou a tomar medidas para abrir toda a indústria de petróleo e gás.
Na semana passada, a Sinopec, a maior refinadora do país, propôs vender até 30% da bilionária área de marketing a investidores sociais e privados, uma medida que especialistas veem como um grande passo na reestruturação do sector.

domingo, 2 de março de 2014

Plataforma P-58 entra em operação em março

Anúncio foi feito por Verônica Sanchez, coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) Energia, em Vitória (ES)


A plataforma P-58, que terá capacidade para produzir 180 mil barris de óleo por dia, entrará em operação em março. O anúncio foi feito pela coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) Energia, Verônica Sanchez, em Vitória (ES), em evento realizado este mês no Palácio Anchieta, onde apresentou as principais realizações do PAC 2 no estado capixaba.
De acordo com a coordenadora, a plataforma está posicionada, ancorada e ligada com os poços de petróleo da Bacia de Campos, localizada entre os estados do Rio de Janeiro (RJ) e Espírito Santo (ES).
A obra de construção da P-58 gerou 4,5 mil empregos diretos e foi realizada com 60% de produtos nacionais. Ela também produzirá 6 milhões de m³ de gás natural/dia, além de injeção de 58 mil barris de água/dia.
Entre as ações do PAC 2 concluídas, em andamento ou prestes a iniciar no ES foram destacadas a concessão da BR-101, a duplicação e concessão da BR-262, as obras em portos e aeroportos do Estado, além da concessão da ferrovia que vai ligar o Rio de Janeiro à Vitória, passando por Campos.
  “Para este ano, está o projeto de duplicação da BR-262, trecho entre Viana e o distrito de Vitor Hugo, já licitado e em fase de contratação da empresa, com obra executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit). Foi inaugurada recentemente a obra da Rodovia do Contorno de Vitória, junto com o viaduto da BR-262, em Cariacica, assim como a obra de recuperação, alargamento e ampliação do cais do Porto de Vitória, em investimento de R$ 152 milhões”, disse Sanchez.


sábado, 1 de março de 2014

ANP interdita plataforma inclinada na Bacia de Campos (SS-53)


Inquérito vai apurar causas do acidente. Segundo a agência, não há risco de vazamento de petróleo. Unidade é operada pela Petrobras.

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) e a Marinha interditaram nesta sexta-feira a plataforma SS-53, operada pela Petrobras na Bacia de Campos, que afundou parcialmente com uma inclinação de 3,5 graus na madrugada. A estrutura já foi estabilizada. A paralisação do funcionamento da embarcação vai ser mantida "até que sejam reestabelecidas as condições regulamentares de segurança operacional", de acordo com comunicado distribuído pela ANP.
No momento do acidente, era realizado um serviço para iniciar a extração de óleo de um poço no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, mas não há risco de vazamento ou indícios de poluição no mar, de acordo com a ANP. Havia 113 funcionários a bordo da plataforma. Ninguém ficou ferido. Chegaram a ser resgatados 77 deles para que fosse realizado o trabalho de estabilização pelos 36 trabalhadores que permaneceram a bordo
Uma equipe de inspetores navais e auditores técnicos foi enviada para acompanhar as investigações e as medidas de segurança em andamento, de acordo com a agência reguladora. Também foram deslocados pela Marinha um navio de patrulha oceânica e um helicóptero. Foi aberto um inquérito administrativo para apurar as causas do acidente.
Já se sabe que houve um alagamento em um dos tanques da embarcação. Segundo a estatal, uma válvula do sistema de lastro, o mecanismo que nivela o grau de submersão da embarcação, falhou. De acordo com a Noble, a empresa proprietária da plataforma, o problema na estabilização da plataforma começou por volta de 1 hora desta sexta-feira.
Na opinião do presidente do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense e representante dos trabalhadores no conselho de administração, José Maria Rangel, a inclinação chegou ao “limite do perigo”. Mas não houve risco de afundar, segundo a Petrobras. “A inclinação chegou ao limite do perigo, porque se inclinasse mais do que isso o helicóptero não conseguiria pousar no heliponto e muito menos o guindaste operar. Foi um incidente grave”, disse Rangel.
A SS-53, batizada Noble Paul Wolf, é uma sonda submersível. A Noble ganha 428 mil dólares por dia de serviço prestado para a Petrobras. De acordo com o site do Ibama, possui posicionamento dinâmico para perfuração, “completação” (a preparação do poço para produção) e intervenção em poços de petróleo. Nesse tipo de posicionamento, não há ligação física da plataforma com o fundo do mar, exceto pelos equipamentos de perfuração.
O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense informou que os trabalhadores que estavam na plataforma foram levados para um hotel flutuante na região. Como a plataforma é uma embarcação estrangeira, com bandeira da Libéria, a maioria dos operários é de origem estrangeira. Há apenas um ou dois funcionários da Petrobras na unidade, supervisionando os trabalhos, disse o sindicato, por meio da assessoria de imprensa.
O problema ocorre em meio a recentes notícias de que a Petrobras poderia enfrentar novas paralisações em suas plataformas de produção na Bacia de Campos caso não resolvesse questões de segurança, conforme noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo no domingo.
No início da semana, a Petrobras informou que órgãos de fiscalização haviam auditado diversas plataformas da empresa, apontando não conformidades e pontos de melhoria das condições operacionais, que segundo a estatal, têm recebido adequado tratamento.

Fonte: Veja

*MENSALÃO* STF livra mensaleiros do crime de quadrilha >> VERGONHA


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira livrar oito réus da condenação por formação de quadrilha. Por 6 votos a 5, a corte aceitou os embargos infringentes e derrubou as condenações por esse crime. Com isso, José Dirceu e Delúbio Soares escaparam do cumprimento de pena em regime fechado. José Genoíno, que já estava livre do regime fechado, também teve a pena diminuída.

Confira, passo a passo, a sessão do Supremo

Na prática, o tribunal revisou o que havia decidido na etapa inicial do julgamento. Nessa guinada, foram decisivos os votos dos ministros novatos, que não estavam presentes na primeira fase do processo: Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso.

O efeito prático da sentença foi este: a pena de José Dirceu cai de 10 anos e 10 meses de prisão para 7 anos e 11 meses. A de Genoíno, de 6 anos e 11 meses para 4 anos e 8 meses. A de Dilúvio, de 8 anos e 11 meses para 6 anos e 8 meses.

Os publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz e os ex-banqueiros e Kátia Rabello e José Roberto Salgado também foram beneficiados pela decisão do tribunal. Mas, como haviam recebido penas mais elevadas, continuam em regime fechado de prisão.

O STF fez jornada dupla nesta quinta-feira para concluir o julgamento iniciado em 2 de agosto de 2012: a sessão, que normalmente se inicia às 14h, começou pouco depois das 10h e se estenderá pela tarde após uma pausa para almoço.

Votos – Na sessão desta quinta, cinco ministros votaram, três deles a favor dos réus. Na abertura da sessão desta quinta, o ministro Teori Zavascki deu mais um voto pela aceitação dos embargos infringentes para o crime de formação de quadrilha.

"É difícil afirmar, por exemplo, que José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil, ou José Genoíno, dirigente partidário, tivessem se unido a outros agentes com o objetivo e o interesse comum de praticar crimes contra o sistema financeiro nacional ou de lavagem de dinheiro", disse Zavascki.
O voto que deu maioria a favor dos mensaleiros foi o de Rosa Weber. Ela argumentou que não há provas suficientes de que os réus associaram-se com a finalidade específica de cometer crimes: "Há diferença marcante entre pessoas que se associam para cometer crimes e pessoas que se associam com outra finalidade, mas que no âmbito dessa associação cometem crimes", afirmou a ministra. No primeiro caso, complementou, trata-se de formação de quadrilha. No segundo caso, são crimes praticados em concurso de agentes.
Já com a maioria formada, o ministro Gilmar Mendes apresentou um voto enfático pela condenação por formação de quadrilha: "Houve a formatação de uma engrenagem ilícita que atendeu a todos e a cada um". O ministro Marco Aurélio Mello apresentou um voto contrário aos embargos, mas reduzindo a pena.
Em um voto memorável, Celso de Mello respondeu aos constantes ataques dos mensaleiros condenados, que tratam o julgamento como uma farsa. "É nessa sucessão organizada de golpes criminosos que reside a maior farsa da história política brasileira. E isso, para vergonha de todos nós e grave ofensa ao sentimento de decência dos cidadãos honestos desta república democrática. É por tudo isso que se impõe repelir aqui e agora, com o máximo vigor, essa inaceitável ofensa que tão levianamente foi assacada contra a dignidade institucional e a alta respeitabilidade do Supremo Tribunal Federal", disse o decano. "Os membros dessa quadrilha agiram com dolo de planejamento, divisão de trabalho e organicidade. Uma sofisticada organização criminosa, como a ela se referiu o procurador-geral da República."
O presidente do STF e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, deu o quinto voto contra os embargos. Ele criticou explicitamente o papel exercido pelos dois ministros novatos, escolhidos pela presidente Dilma Rousseff quando o julgamento já havia sido iniciado: "Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que esse é apenas o primeiro passo. Essa maioria de circunstância tem todo o tempo a seu favor para continuar na sua sanha reformadora", disse ele, que afirmou ainda que o STF vive uma tarde "triste".
Lavagem – Durante a tarde, a corte iniciou o julgamento dos embargos infringentes para o crime de lavagem de dinheiro – o que, entre outros réus, pode beneficiar o ex-deputado João Paulo Cunha (PT). Mas, com o quórum esvaziado, os ministros optaram por apenas ouvir as sustentações orais dos advogados e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso nem mesmo retornaram após o intervalo do almoço. A apresentação dos votos foi agendada para o dia 13 de março. Se não houver surpresas, essa será a data do encerramento definitivo do julgamento.

Fonte: VEJA

Fica aqui meu repudio a esta infantil decisão do STF que pra mim deveria ter era outra sigla “STM” e cambada de Pau Mandado!!!

“É uma tarde triste para o STF porque, com argumentos pífios, foi reformada, foi jogada por terra, extirpada do mundo jurídico uma decisão plenária sólida e extremamente bem fundamentada que foi aquela tomada por este plenário em 2012", Joaquim Barbosa


De olho nos acontecimentos...

De olho nos acontecimentos...

Galo Até Morrer!!!

Galo Até Morrer!!!
Super Galo

Minha Princesinha

Minha Princesinha

Galerinha do Barulho rsrsrs...

Galerinha do Barulho rsrsrs...
Filhotes, Filhos

Minha vida

Minha vida
Família

EU E MINHA TURMINHA LINDA

EU E MINHA TURMINHA LINDA
FAMÍLIA