sábado, 6 de agosto de 2011

Pelotas busca atrair empresas do segmento da construção naval

Metalúrgica Caldepinter pretende iniciar operações no município em até 120 dias

PETROBRAS/DIVULGAÇÃO/JC
Companhia já teria recebido propostas de encomendas do polo de Rio Grande.
Companhia já teria recebido propostas de encomendas do polo de Rio Grande.
A proximidade com a cidade de Rio Grande faz com que Pelotas planeje estratégias para trazer companhias interessadas em prestar serviços para o polo naval gaúcho. Uma dessas companhias é a metalúrgica Caldepinter, que anunciou a construção de uma unidade nesse município que deve gerar em torno de cem empregos diretos.

O complexo da Caldepinter fabricará pequenas peças de navios, tais como escotilhas, mantas de aço (canos, dutos, tubulações), e também prestará serviços como o tratamento de superfícies metálicas à base de hidrojateamento e manutenção. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Pelotas, Eduardo Macluf, acrescenta que a empresa já tem algumas propostas de encomendas do polo naval de Rio Grande. Outra possibilidade de novas demandas viria a partir do estaleiro que será implementado em São José do Norte.

O investimento inicial no empreendimento da metalúrgica será de aproximadamente R$ 10 milhões e a meta é começar as operações em até 120 dias. A companhia, que tem sede no Rio de Janeiro e outra unidade no polo naval de Suape, em Pernambuco, procura locar uma área com cerca de 10 mil metros quadrados em Pelotas.

O secretário enfatiza que o aproveitamento do desenvolvimento econômico que virá com o setor naval é uma das prioridades de Pelotas. Ele adianta que existem outras empresas desse segmento prospectando terrenos no município para se instalarem. Macluf não revela o nome, mas comenta que desde fevereiro a prefeitura discute com um grupo norte-americano a implantação de um empreendimento desse setor que pode gerar até 450 empregos diretos. A intenção da companhia é instalar-se às margens do canal São Gonçalo (via fluvial que conecta as lagoas dos Patos e a Mirim). Macluf salienta que, dessa posição, a companhia poderá aproveitar a hidrovia para chegar a Rio Grande, tendo que percorrer uma distância de apenas 47 quilômetros. “Isso é um grande atrativo para as empresas sistemistas, como as que fazem chapas e do segmento metalmecânico”, afirma o dirigente.

A prefeitura está realizando um levantamento sobre as áreas públicas e privadas, localizadas na beira do canal São Gonçalo, que podem ser oferecidas para as empresas. De acordo com o secretário, somente o governo do Estado possui um espaço de 67 hectares, com beira de canal de cerca de 1,5 mil metros, que poderia ser aproveitado. Ele lembra ainda que o Executivo municipal possui mecanismos de incentivos fiscais e outros benefícios que também podem despertar o interesse das companhias. Entre as vantagens disponíveis estão cessão de área, redução na tarifa de água em até 30% e isenções de ISSQN e de IPTU por dez anos.

Além das oportunidades dentro do segmento naval, Macluf acrescenta que Pelotas está na briga pela fábrica de elevadores da Hyundai. Segundo ele, até o final de agosto representantes do grupo coreano devem visitar o Rio Grande do Sul para continuar as negociações com o governo do Estado e avaliar os municípios candidatos.

OSX mira plano de negócios da Petrobras

Com cerca de US$ 15 bilhões em encomendas até 2015, a OSX está mirando no plano de negócios da Petrobras para aumentar ainda mais esta carteira. “Seria insano instalar um estaleiro no Brasil do porte do nosso e não olhar para o plano da Petrobras”, disse o diretor financeiro da empresa, Roberto Monteiro, confirmando que a empresa está “debruçada” sobre o plano tentando vislumbrar as principais oportunidades.

A primeira delas deve vir com a entrega das propostas para a construção de 21 sondas em setembro. As unidades serão contratadas pela Sete Brasil - empresa formada por um pool de fundos de investimentos com participação da estatal - e deverão ser entregues entre 2015 e 2017. “Estamos estudando as parcerias, mas certamente estamos na disputa”, disse o diretor de Engenharia da OSX, Eduardo Musa. Para ele não há conflito entre o cronograma destas obras e o da construção do estaleiro, que podem ocorrer simultaneamente. Essa metodologia, adotada pelo Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, já causou atrasos na construção de navios para a Petrobras. Os executivos da OSX não quiseram comentar os problemas, mas ressaltaram que terão suporte da Hyundai nas obras.

Os diretores estimam uma elevação dos custos de equipamentos nos próximos anos por conta do aumento da demanda, impulsionado pelo pré-sal. Hoje, destacou, o custo Brasil já representa cerca de 30% no valor de uma plataforma por conta da exigência do conteúdo nacional, impedindo a competitividade do estaleiro no mercado internacional. 
Fonte: Jornal do Comércio (Jefferson Klein)
COMENTÁRIOS
Nevile Almeida Przybylski - 
É necessário que não só Pelotas, mas todos os municípios da zona sul do estado se insiram nesse processo de atrair novos investimentos, tendo como ponto convergente o Pólo Naval de Rio Grande e São José do Norte. Pelotas estará ligada em pouco tempo à Rio Grande por estrada duplicada, cujas obras estão bem adiantadas, mas os outros municípios deverão exigir do governo do estado que estradas como a RS-473, que liga a BR-116 a BR-471, com a ponte necessária sobre o Canal São Gonçalo sejam construídas imediatamente. Estão em construção, atualmente, no Pólo Naval as plataformas P-55, P-58, P-63 e P-66. À medida que a obra da P-66 for avançando, o cronograma prevê que a P-67, P-68, P-69, P-70, P-71, P-72 e P-73 também sejam construídas. Isso sugere oportunidades para que sistemistas de todas as especialidades possam ser instaladas não só em Rio Grande, mas em toda Metade Sul. Na região existem 7 (sete) universidades: Federal de Rio Grande e Pelotas, Atlântico Sul (Rio Grande e Pelotas), Católica de Pelotas, Federal do Pampa e URCAMP em Bagé. Todas capacitadas para fornecer mão de obra suficiente para suprir todas as necessidades do Pólo Naval. Para que os problemas advindos da imigração em massa para a cidade marítima de sistemistas e uma enorme população não ocorram, será necessário um plano que contemple as demais cidades da região. Rio Grande está em ritmo acelerado de crescimento, com vários bairros novos e grandes empreendimentos navais e sistemistas aguardando licenças ambientais para serem construídos, porém, sabe-se que a Fepam trabalha lentamente e não acompanha o ritmo que o progresso do Rio Grande do Sul necessita, daí resta ao governo do estado incentivar a distribuição dessas indústrias pelo sul da Metade Sul. Colocar sistemistas fora dessa região seria não prever o futuro da indústria naval gaúcha, que quando tiverem que competir com os estaleiros estrangeiros, depois de cessadas as encomendas da Petrobrás, terá custos extras enormes, justamente provocados pela distância do deslocamento até Rio Grande. Como exemplo, citamos o absurdo da instalação da IESA em Charqueadas, ao lado de um rio que a todo o momento está assoreado e a lagoa dos Patos, que para manter um canal com calado compatível com transporte de grandes peças absorveria verbas que o estado não dispõe. 

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