quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Refinaria de Petróleo Ipiranga - RS (História)


A Refinaria de Petróleo Ipiranga foi inaugurada no dia 07 de setembro de 1937, na cidade do Rio Grande (RS), dando início ao processo de industrialização de petróleo no país e originando assim as Empresas Petróleo Ipiranga.


Mas nossa história começou mesmo em 1933, na cidade de Uruguaiana, Rio Grande do Sul, quando os empresários brasileiros João Francisco Tellechea e Eustáquio Ormazabal se associaram a empresários argentinos e fundaram a Destilaria Rio-Grandense de Petróleo S/A.

Nessa fase inicial de operações, a Destilaria foi surpreendida por uma medida do governo argentino que proibiu a reexportação de petróleo, inviabilizando o esquema de recebimento de matéria-prima da empresa.

Foi a partir daí que um grupo de empresários uruguaios começou a se articular para montar uma refinaria de petróleo no sul do país. Brasileiros, argentinos e uruguaios encontraram uma estreita faixa de terra entre o oceano e a Lagoa dos Patos e definiram que este seria o local ideal para instalar uma refinaria.

O terreno deveria preencher uma série de requisitos: ter uma área entre 10 e 12 hectares, fácil ligação com o porto da cidade, com a linha de viação férrea, com a rede de água potável, com a rede elétrica e ter possibilidade de acesso rodoviário ao centro da cidade.

Começava ali a árdua tarefa do aterro. Mesmo num tempo em que não existiam guindastes ou solda elétrica, o projeto foi executado com extrema rapidez. E no dia 07 de setembro de 1937 era inaugurada a Ipiranga S/A. - Companhia Brasileira de Petróleo, a atual Refinaria de Petróleo Ipiranga.

Nacionalização
O governo brasileiro, através do Decreto Lei 355, de abril de 1938, nacionalizou a industrialização do petróleo. Esse dispositivo legal estabeleceu que só poderiam ser acionistas de refinarias de petróleo brasileiros natos. Os sócios argentinos e uruguaios foram obrigados então a vender suas ações.
Nessa ocasião, começou a ser moldada a estrutura de controle acionário da Ipiranga que prevalece até hoje. Permaneceram no negócio João Francisco Tellechea e Eustáquio Ormazabel (que transferiu a sua participação ao filho René Ormazabal). Entraram Carlos Fagundes de Mello, Aristides de Almeida, Francisco Martins Bastos e João Pedro Gouvêa Vieira. Aristides de Almeida vendeu, depois, a sua participação aos demais sócios.

O conflito
Após a reestruturação societária, a Refinaria conviveu com o fornecimento irregular de petróleo durante a II Guerra Mundial. O petróleo bruto vinha do Equador, transportado por navio petroleiro de bandeira argentina, que fazia sua rota passando pelo Estreito de Magalhães, no extremo sul da América do Sul.
Preocupada com a falta de matérias-primas, todas desviadas para as nações em guerra, a Argentina se viu obrigada a impedir que seu cargueiro transportasse petróleo para o Brasil. A solução encontrada foi empregar um petroleiro brasileiro, o Recôncavo, e depois substituí-lo pelo Santa Maria, os dois únicos que havia.
A situação se agravou quando a empresa que explorava e distribuía o petróleo equatoriano cancelou seu fornecimento ao Brasil, alegando que o almirantado inglês necessitava de matéria-prima. Não havia muita opção.
Do Mediterrâneo, em plena área de conflito, não se podia cogitar a compra de petróleo. As Antilhas, que pareciam ser a opção natural, estavam bloqueadas pelos submarinos alemães que cercavam a região exatamente para impedir a saída de produtos das refinarias de Curação e Aruba.
Com a entrada do Brasil na guerra, em 1942, o bloqueio alemão se tornou mais rígido. Sem petróleo, com os tanques quase vazios e sem perspectivas de conseguir abastecimento, a Refinaria chegou a paralisar suas atividades, com os funcionários fazendo serviços de manutenção para não serem despedidos.
Quando Getúlio Vargas se certificou de que as reservas da Refinaria estavam completamente esgotadas, o petroleiro Recôncavo partiu carregado das Antilhas, trazendo o abastecimento após driblar a intensa vigilância alemã.
Com o recebimento da matéria-prima, a Refinaria voltou a operar. Nesse período, a Ipiranga iniciou sua participação no segmento químico, desenvolvendo tecnologia para a fabricação de solventes que supriram a indústria da borracha.
Depois de estudar o problema junto ao parque industrial paulista de pneumáticos, a Ipiranga passou a fabricar, em caráter pioneiro, os solventes especiais usados na indústria da borracha, liberando o setor da dependência das importações e iniciando sua liderança neste setor.

Avanços tecnológicos
Terminada a Guerra, em 1946, as atividades industriais se viam diante de um novo quadro. Como conseqüência direta do conflito, alguns avanços tecnológicos foram introduzidos no setor de máquinas e motores, que passaram a ser mais leves e mais potentes.
O aumento da relação de compressão nos motores gerou a necessidade de novos combustíveis. A nova gasolina precisava de um índice de octanas superior ao que normalmente vinha sendo empregado, o que fez com que a Refinaria adaptasse suas unidades.
Nesta época foi contratada uma empresa norte-americana para fornecer uma nova unidade industrial para o refino de petróleo bruto, chamada de Unidade de Craqueamento Térmico. A partir da inauguração das novas instalações, em 1953, com a presença de Getúlio Vargas, a Refinaria Ipiranga entrava numa nova etapa de sua vida.
Em 1948, com parte do ácido sulfúrico produzido pela Refinaria, a Ipiranga iniciava a sua participação no setor de fertilizantes, produzindo o superfosfato simples, que inaugurou uma nova fase no processo de adubação na agricultura brasileira.
Entre o final dos anos 40 e início dos anos 50, a Refinaria mantinha uma série de indústrias correlatas, além das unidades de ácido sulfúrico e superfosfato, como fábricas de latas e tambores e uma unidade de produção de larga escala de cera para assoalhos.
Incorporadas inicialmente à Refinaria, essas unidades passaram a compor a ICISA - Industrial e Comercial S/A, uma nova empresa criada especialmente para operar as atividades que não tinham ligação imediata com o refino de petróleo.

Novo cenário
Com a criação, em 1997, da nova legislação do petróleo, o país iniciou o processo de abertura de um setor até então fechado à iniciativa privada, desde 1953. A Lei 9.478 desregulamentou os mecanismos de preços, produção e vendas das refinarias existentes, inclusive as privadas, entre elas, a Refinaria Ipiranga.
Essa mudança assegurou à empresa um período de cinco anos de transição, permitindo a adequação de seus parques fabris às novas condições de mercado. Diante desse novo cenário, a Refinaria que operou durante 45 anos limitada em sua capacidade produtiva iniciou uma nova fase em sua história.
Após 45 anos de limitação, a capacidade de produção da Refinaria Ipiranga evoluiu cerca de 30%, tendo processado 12.035 barris por dia durante 1999. O aumento de produção foi possível após a definição, em 1998, pela ANP, da titularidade da Refinaria, com base na capacidade operacional das instalações existentes.
Além do aumento, o perfil de produção foi alterado devido à possibilidade de uso de matérias-primas mais adequadas, com a importação direta de 60% do petróleo consumido, a partir do segundo semestre de 1999.
Estes dois fatores permitiram à Refinaria adotar maior flexibilidade de produção, proporcionando melhor aproveitamento das unidades de processo e conformidade às necessidades do mercado.
Assim, manteve suas posições, com alavancagem no atendimento à demanda de diesel, por exemplo, e evolução nas vendas de matéria-prima para produção de bunkers (combustíveis para navios).
Atualmente a produção da Refinaria Ipiranga é de 12.900 barris/dia, garantindo uma participação de 13,6% no mercado de produtos energéticos do Estado do Rio Grande do Sul.


Relações com a Comunidade
A Refinaria Ipiranga sempre se caracterizou, desde a sua fundação, por um relacionamento próximo com a comunidade. Em Rio Grande, local de origem das Empresas Petróleo Ipiranga, o traço marcante da cultura da empresa está presente em inúmeras contribuições sociais ligadas às áreas da saúde, educação, meio ambiente, atividades culturais e esportivas.
A operação da Refinaria Ipiranga reverte, anualmente, para a cidade do Rio Grande uma parcela significativa do Imposto Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), com origem a tributação sobre combustíveis derivados de petróleo.
O primeiro incentivo foi a criação da Fundação Cidade do Rio Grande que, em seguida, originou a Escola de Engenharia Industrial, primeira instituição de curso superior da cidade, onde engenheiros da Refinaria e outros de diversas entidades foram os primeiros professores.
Esta escola contribuiu para a formação da atual Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG). O Museu Oceanográfico e Antártico - o mais importante acervo sobre a vida marinha da América Latina -, o Museu da Cidade e a Rádio Universidade foram conquistas da comunidade, com apoio total da Ipiranga.

Campanhas comunitárias
Há muitos anos, a Ipiranga também patrocina campanhas comunitárias de vacinação e agasalho, num esforço conjunto com os órgãos da administração, além de investir permanentemente em ações e programas que respeitam e asseguram o direito de uma vida com qualidade à população local.
As ações desenvolvidas consistem, em sua maioria, em programas dirigidos às atividades filantrópicas, educacionais, culturais e assistenciais, destacando-se: auxílio a hospitais e entidades de saúde; programas de educação ambiental nas escolas; programa Alfabetização Solidária; destinação de recursos para o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente; restauração do patrimônio histórico; apoio à preservação da Estação Ecológica do Taim; e participação em eventos municipais, como a Festa do Mar, Concerto Ondas de Natal e Supermaratona.
A Ipiranga agradece à cidade do Rio Grande por ter essa gente com o mesmo espírito realizador que a empresa carrega. Rio Grande e Ipiranga. Juntos, na construção de um futuro melhor!

Meio Ambiente
Ano após ano, a Refinaria Ipiranga vem desenvolvendo tecnologias e adquirindo novos equipamentos para o controle de poluentes, procurando sempre conciliar o desenvolvimento econômico com a proteção do meio ambiente.
Na busca incessante pela qualidade e pelo aperfeiçoamento, a Refinaria investiu cerca de 20 milhões de dólares, só nos últimos anos.
O principal desafio eram as emissões aéreas. A primeira medida adotada pela empresa foi passar a processar em suas unidades petróleo nacional com baixo teor de enxofre. Dois anos depois, em 1988, a Refinaria implantou um sistema de geração de energia, composto por um turbo-gerador, novas caldeiras e uma chaminé de 70 metros de altura.
Entre outros resultados expressivos, o novo sistema, aliado à utilização de petróleo nacional, reduziu em 87% as emissões de dióxido de enxofre, graças à substancial diminuição da queima de óleo combustível.

Medidas preventivas
Outras medidas de controle das emissões aéreas, especialmente de hidrocarbonetos, foram os tanques com tetos e selos flutuantes que acompanham o nível do produto e impedem as evaporações, um novo terminal de enchimento automatizado de caminhões e um novo terminal de carregamento de solventes.
Ainda no combate às emissões aéreas, a partir de 1991 a empresa iniciou um plano de melhoria na automatização de suas unidades de refino, garantindo uma operação precisa e um combustível sempre dentro das especificações.
O segundo grande desafio ambiental era o tratamento de efluentes líquidos, uma vez que no refino de petróleo são utilizados aproximadamente 350 mil litros de água por dia, que não podem voltar à natureza sem purificação.
A Refinaria, por iniciativa própria inaugurou em 1994 uma Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos, com tratamento biológico onde bactérias degradam a matéria orgânica contida no efluente e outros componentes tóxicos.
O resultado é que a empresa alcançou o padrão de excelência no tratamento da água utilizada em seu processo, equiparando-se aos padrões dos países do Primeiro Mundo.
O terceiro desafio da Refinaria foi a extinção da lagoa de borra oleosa que se originou de resíduos sólidos dos tanques de armazenamento de petróleo. Após intensivas experiências e testes foi encontrada a solução de adicionar borra oleosa à argila para a fabricação de tijolos e cimento.
Os resultados foram excelentes. Além disso, para melhor dimensionar e controlar este produto, uma lagoa nova, totalmente impermeabilizada está sendo construída e para ela serão transferidos todos os resíduos de tanques.

Política industrial
A Refinaria Ipiranga mantém uma Política de Higiene Industrial, Segurança e Meio Ambiente, que envolve todas as áreas da empresa no comprometimento ambiental.
Trata-se de uma política de preservação da saúde e da integridade dos funcionários, preservação dos recursos naturais no meio ambiente onde a empresa atua e em ações preventivas de proteção em relação à comunidade em sua área de localização.
Preocupada com o meio ambiente, a Refinaria Ipiranga realiza avaliações permanentes do seu desempenho ambiental. Auxiliada pela Consultoria Bureau Veritas, a empresa vem alinhando todas as suas operações às normas da ISO 14001.

Fonte: ipiranga.com.br

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