domingo, 18 de outubro de 2009

Estaleiro e navio em construção

Duas obras saem juntas numa união de esforços para consolidar a indústria naval no estado de Pernambuco.
Se fazer reforma em casa já é um transtorno, imagine o que é trabalhar com a casa literalmente sendo construída. E uma casa imensa, que ocupa uma área equivalente a 400 campos de futebol.

Cortadores e soldadores preparam chapas de aço para navios. Foto: Juliana Leitão/DP/D.A Press
 As obras do Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, correm em paralelo à construção de um grande navio e do casco de uma plataforma. De um lado, embutem-se as tubulações de água, saneamento básico, gás, energia elétrica, abrem-se e fecham-se estradas, finaliza-se galpões. De outro, cortadores e soldadores preparam as chapas de aço que vão compor as embarcações. Outros cuidam da pintura e do jateamento dos blocos. Geralmente, as linhas de produção são improvisadas.

É assim em qualquer parte do mundo. Mas Pernambuco até então não tinha ideia do que é ter um estaleiro do porte do Atlântico Sul, o maior a operar abaixo da linha do Equador. De estaleiro virtual, no lançamento da pedra fundamental no dia 31 de janeiro de 2007, ao primeiro corte de chapas, em setembro de 2008, o empreendimento evoluiu e hoje está 85% concluído. As dez embarcações iniciais multiplicaram-se. Já são 22 navios e o casco da P-55. Envolve o trabalho de cerca de nove mil pessoas - três mil na operação. Uma pequena cidade. Para atender a tanta gente, foi erguido um refeitório com capacidade para servir cinco mil refeições simultâneas.

O primeiro petroleiro Suezmax, que deverá singrar os mares em abril do ano que vem, aos poucos toma forma no dique seco, que por sua vez nem foi concluído ainda. O batimento de quilha, cerimônia que marca a colocação do primeiro bloco no dique seco, ocorreu no mês passado, com a presença do presidente Lula. Agora, corre-se para terminar a construção tanto do dique quanto desse primeiro navio em dezembro. "Quando isso acontecer, a porta batel se abrirá, o dique se encherá de água e o navio flutuará até o cais de acabamento", explica o presidente do EAS, Angelo Bellelis. Dos 730 metros de extensão do cais, 80 metros só serão concluídos em 2010.

Enquanto a área offshore não fica pronta, parte do casco da P-55, encomendado pela Petrobras, vai sendo montado ao lado do dique seco. Nos galpões, o frenesi é grande. Há pressa. Cada seção trabalha com metas bem arrojadas. Por dia, seis painéis precisam ser fabricados. A estrutura que abriga as oficinas de perfis curvos, de corte, fabricação de painéis, de pré-montagem e de perfis retos está pronta, mas o pátio de chapas, perfis e pré-tratamento ainda não. A área das oficinas de blocos planos, curvos e de conformação ainda recebe retoques.

De longe, o EAS parece um gigante branco, cheio de braços - os enormes guindastes. Uma paisagem que muda praticamente a cada dia. O primeiro dos dois pórticos Goliath, que chegou em julho, ainda está sendo montado. O superguindaste alaranjado vai levar quatro meses até começar a operar e terá uma altura equivalente a um prédio de 30 andares. O segundo está prestes a chegar. Cada Goliath tem capacidade para içar 1,5 mil toneladas, o que na prática irá diminuir o tempo de construção no dique seco. A montagem deum Suezmax, que duraria entre seis e sete meses, com os Goliaths será feita entre 2,5 e 3 meses. Coisa de primeiro mundo. Quando o EAS estiver operando a pleno vapor, em nada ficaremos devendo aos maiores estaleiros da Ásia.



Fonte: Micheline Batista (Diário de Pernambuco).

De olho nos acontecimentos...

De olho nos acontecimentos...

Galo Até Morrer!!!

Galo Até Morrer!!!
Super Galo

Minha Princesinha

Minha Princesinha

Galerinha do Barulho rsrsrs...

Galerinha do Barulho rsrsrs...
Filhotes, Filhos

Minha vida

Minha vida
Família

EU E MINHA TURMINHA LINDA

EU E MINHA TURMINHA LINDA
FAMÍLIA